sexta-feira, 5 de janeiro de 2007 | By: Mandi

Sobre homens e baratas – qualquer semelhança é mera coincidência

Se eu estou de mau humor hoje? Péssimo.
Não consegui acordar cedo para ir à aula de pilates. Mas, cá entre nós, acordar às 6h30 para estar na academia pouco antes das 7h30 é praticamente desumano. Óbvio que neste sono, entre às supostas 6h30 e as reais 9h30 em que acordei, tive o meu sonho simplezinho e que eu nem lembro sobre o que era, invadido pelo cara. É, aquele cara, que geralmente invade meus pensamentos em plena luz do dia, quando estou acordada.
Desta vez, ele foi entrando no meu sonho sem pedir licença alguma.
Pior, depois que acordei percebi o naipe do delírio. Terrível essa história de mente feminina torturada por expectativas improváveis. Enfim, atire a primeira pedra quem nunca passou por isso...
Aí o cara, é, aquele cara, diz no meu sonho... bom, não importa o que ele disse, porque não é da conta de ninguém... Mas, só para os desavisados, não rolou sacanagem no sonho. Aliás, sacanagem foi o que ele me disse no meu sonho, como se não bastasse a realidade em si já ser difícil. Foi praticamente o PCC do sono.
Deveria haver uma lei de proteção pessoal que proibisse o cara de invadir meus sonhos. Pronto, é isso. Já decidi. Tá proibido. Área. Se aparecer de novo, eu acabo com a sua festa e acordo. Tá, tá, tá?! Vamos ver quem pode mais.
(E nesse momento eu percebo o quão patético é eu discutindo comigo mesma sobre uma alucinação onírica. Mandi, get a life, sweetie!)
Aí eu acordei. Com cara de velório.
Fui tomar café e ir para a academia. Afinal, exercitar-se é preciso e é um momento em que eu consigo desligar e esquecer da vida.
O resto do dia transcorreu sem problemas. Para chegar em casa à noite, ligar a TV e estar passando um filme sobre baratas. Não tenho nada contra elas. Um certo nojo, na verdade.
Outro dia tinha uma circulando pela redação do jornal. Foi esmagada, acidentalmente, pelo Evaldo. Ele nem viu, a pobre. Aí foi um fuzuê para recolher seu exoesqueleto prensado sob a sola do sapato do Novelini... A lição disso tudo? Todos nós temos nossas baratas para matar e nossos baratos para nos arruinar...
O barato sempre sai caro. E a barata sempre sai morta.
Que os delírios parem por aqui.

8 observações:

jujuba disse...

Baaaaaaaaaaaah quero saber qual foi o sonho!!

Meu post está sendo finalizado, em breve estará por aqui.

Reze por mim hoje. O meu sonho hoje se acaba. Ou se torna pesadelo ou se torna sonho bom e real. To pagando pra ver.

Beijo

Evaldo disse...

Coitada daquela barata. Seu grama e meio não foi páreo para os meus cento e poucos quilos.

Alfredo disse...

Sei não, mas desconfio que "este cara" é um imbecil. Ah se fosse comigo, viu...

issamu disse...

Olha fiquei curioso para conhecer o Alfredo do comentário ai de cima. Eu fazia uma coisa bem bacana quando era moleque (ainda sou, as vezes). Quando acordava no meio da noite fugindo de bruxas (no pesadelo) eu olhava para algo, a janela por exemplo, e guardava aquela imagem pois sabia que fazia parte do mundo real. Quando voltava a ter pesadelos lembrava da janela, assim eu saberia que aquilo era um sonho. Controle do Sonho, taí vou fazer uma tese a respeito.

Anônimo disse...

Ai tah vendo?
É uma boa saida para vc praticar e não deixar o cara invadir mais seu sono!!
Pede pro rapaz ai em cima te ensina como faz...

Mandi Moraes disse...

Comentando os comentários:

Juba: terminando o post nada, porque eu sei que você nem começou. Acho uma pena só eu saber o conteúdo dele...

Evaldo: o melhor foi a Célia querendo saber como a barata entrou na redação...

Alfredo: eu também preferia que fosse você, porque eu sei que você me ama de verdade.

Issamu: técnica interessante essa. Mas o sonho em si não foi ruim. Pesadelo é ter que encarar a realidade, sabendo que o que eu ouvi foi fruto da minha imaginação.

Anônimo: Então tá, então.

Marcus Aquenaton disse...

Eu também sou uma barata?

Mandi Moraes disse...

Marcus Aquenaton... eu preciso mesmo responder?