sexta-feira, 22 de janeiro de 2010 | By: Mandi

Ausência

E eis que o último post por aqui foi no dia 15 de agosto do ano passado. Cinco meses depois, eu volto aqui para tirar a poeira e confessar que sim, eu ando muito acomodada. Acomodada por, independentemente do tempo que o trabalho consome, a coluna semanal no jornal, a família e o namoro, eu tenho andado bastante arredia.
E o problema é encarar isso, lidar com isso.
Então, no primeiro mês do ano de 2010, vou fazer algumas confissões. Estou com 31 anos, mas em determinados aspectos parece que estou com muito mais (70, como disse meu namorado no outro dia). Me acomodei tanto à falta de tempo que simplesmente passei a usar isso como desculpa para justificar a minha forte tendência ao isolamento. Com isso, afastei muita gente de quem eu gosto e que, por incrível que pareça, gosta de mim.
E o tempo... bom, quando eu vejo já se passaram dias, semanas, meses e até anos. E eu me privei de fazer várias coisas que eu gostaria de ter feito. Coisas como escrever neste blog, que faz parte da minha vida.
Nos últimos dias - é uma coisa muito recente, mesmo - estou tentando não deixar para depois o que posso fazer agora. Sair para tomar um lonnnnnnnngo café com uma amiga, sem me preocupar com a hora de voltar para casa, planejar minhas próximas férias e me permitir sonhar com isso, guardar dinheiro tendo em vista o que quero fazer com ele, ler todos os dias, por mais que eu esteja cansada, para nunca mais esquecer como a leitura me faz feliz. E escrever. Não só por obrigação, no dia a dia do jornal, mas porque eu gosto.
A pergunta veio do Augusto, um amigo que trabalha comigo no jornal. "Você não vai mais escrever no seu blog?". Foi ontem à tarde, enquanto ele consertava um computador na Redação. Hoje, quando eu liguei o computador, o meu acesso a este blog foi automático. Não dei tempo para desistir, já comecei logo a escrever. E tudo pareceu fácil, natural, como sempre foi.
Não fiz resoluções para este novo ano. Mas eu gostaria muito de não deixar para depois as coisas que eu posso fazer hoje, agora. Eu preciso viver mais, de verdade. Antes que a vida passe e seja tarde demais.