sexta-feira, 24 de abril de 2009 | By: Mandi

Missô impossível

Apaixonada por culinária japonesa, eu adoro missoshiru. Tem gente que acha aquele caldinho feito com missô e tofu um prato sem graça, mas eu adoro. Neste friozinho, então, nem se fala.
Comprei os ingredientes e resolvi fazer. Segundo a receita que veio na pasta de missô, eram necessárias duas colheres de missô para cada 600 ml de água. Foi o que eu fiz. Se deu certo? Não. Ficou horrível. Salgado demais. E eu detesto coisas muito salgadas.
Acabei nem tomando o missoshiru. Mas, passada a experiência, resolvi procurar na internet outras receitas. Achei uma que me pareceu interessante:

Ingredientes
2 colheres de sopa de Miso
2 talos de cebolinha verde picada
250 gr de tofu em cubos médios
1 envelope de Hondashi

Modo de preparo:
Ferver 1,5 litro de água com Hondashi.
Quando levantar fervura, colocar o Tofu em pedaços e deixa ferver mais uns 3 minutos. Misturar o Miso e está pronto.
Na hora de servir, colocar um punhado de cebolinha por cima.

Também achei esta:

Ingredientes:
4 xícaras de água
2 colheres de sopa de hondashi (tempero a base de peixe)
150g de tofu em cubos de 2cm
3-4 colheres de sopa de missô (pasta de soja)
20g de wakame (alga marinha) cortado em pedaços de 5cm


Modo de Preparo:

Num recipiente, deixe o wakame de molho até que hidrate durante 5 min. Reserve.
Numa panela leve a água para ferver.
Acrescente o hondashi na água e continua fervendo por mais alguns minutos.
Junte o tofu e o wakame. Ponha o missô numa concha, mergulhe na sopa e deixe juntar o caldo aos poucos mexendo sempre até dissolver o missô.
A seguir, junte aos poucos o missô dissolvido na sopa.
Quando estiver quase fervendo, apague imediatamente o fogo (OBS. jamais deixe que ferva!). Sirva bem quente nas cumbucas.


Qual delas vou fazer? Acho que vou misturá-las, na verdade. A primeira deve ficar menos salgada porque leva mais água. Uma diz que é para ferver, a outra diz que não.
Mas a segunda tem algo que muito me agrada... wakame, aquela algazinha... adoro.
Depois que tentar, dividirei a experiência por aqui.

Ah, e só para constar: segundo o site da BBC, tomar pelo menos três tigelas de missoshiru por dia ajuda a evitar o câncer de mama. Tudo por conta da soja... Bom, né?

Vaidade

Daí que nos últimos dias eu resolvi chutar o pau da barraca.
Resolvi relaxar um pouco naquela história de dieta, comer certinho, a cada três horas, ir à academia, me torturar toda vez que eu subia na balança...Afinal, eu estou em férias. Eu mereço uma folga.
Caso é, entretanto, que estou com um certo sobrepeso. Entre sete e oito quilos acima do ideal - e quando eu digo ideal não é aquela coisa absurda, tipo N quilos abaixo do recomendado. Ideal, aqui, é o pêso que leva em conta minha altura, idade e constituição física.
Enfim. Culpa minha, obviamente, que em 2008 resolvi tirar um ano sabático. Nada como os ricos e famosos da Ilha de Caras, que viajam por aí. Minha viagem foi diferente. Viajei na maionese, metaforicamente.
Fiquei com o saco cheio da academia - e toda a fauna que a frequentava - e resolvi largar.
Comecei a fazer natação, não virou. O horário era ruim, eu ficava com frio porque saía de lá molhada. Depois, tentei fazer uma academia cheia das frescuras, mas não virou. Saía tarde do trabalho, não conseguia ir antes... enfim, não tinha como dar certo, porque faltava algo fundamental: força de vontade.
Paralelamente, comecei a namorar. E, como tanto meu namorado quanto eu não somos lá grandes adeptos de baladas, nosso principal programa era sair para jantar. Pizza, lanche, italiano, japonês, chinês, blá, blá, blá.
Como a gente ganha peso aos poucos, obviamente só percebemos quando já é tarde. Bem tarde. E lá se foram 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7...até chegarmos aos oito quilos extras. Aff.
No final do ano passado eu me matriculei de novo na academia. Aquela, onde eu ia antes. Atualmente faço turismo. Apareço por lá vez por outra.
Este ano consegui emagrecer três daqueles quilos extras. Mas eles retornaram.
Por mais que nós, gordinhos, tentemos nos enganar, a regra é clara. É preciso gastar mais calorias do que consumimos. Ainda assim, existe um mínimo diário necessário para que o corpo funcione.
Besteira as tais dietas de sucos, sopas, carboidratos, frutas, proteínas... O que funciona é comer um pouco de cada grupo alimentar, frear o consumo de doces e outras guloseimas. Não para ficar magro. Não para atingir um ideal ridículo que estampa as capas de revistas. Mas para se ter saúde.
E então, cai a ficha de que não tem jeito. Não adianta só ter uma alimentação equilibrada, também é preciso fazer algum tipo de exercício físico. Porque isso ajuda a dar uma regulada nas funções básicas do corpo.
Tenho pesquisado muito sobre o assunto, porque estou tentando me preparar mais uma vez para sair em busca da minha saúde. Sem tentar fórmulas milagrosas, porque elas não existem.
Eu brigo com a balança desde que me conheço por gente. São anos de experiência. E nunca, nunquinha mesmo, foi fácil. Ou seja, eu sei bem como emagrecer com saúde. A única coisa que eu preciso aprender, e que acredito que nunca soube fazer, foi me manter magra. Este deverá ser o próximo passo.

Linhas de expressão

E eis que esta semana eu cheguei a um ponto que eu nunca imaginei em minha vida: comecei a usar um creme para combater as linhas de expressão.
Não que elas sejam uma constante em minha vida, ou melhor, no meu rosto. O caso é que eu tenho uma mania constante de franzir a testa o tempo inteiro, o que causou algumas linhas mais profundas na minha testa.
E, convenhamos, eu estou com 30 anos. Tenho amigas que usam cremes desde os 20 anos - mas daí eu acho exagero. Estou fazendo isso como forma de prevenção. E, se eu não perceber resultados, provavelmente vou parar.
Agora, o que causou as tais linhas profundas na testa?
Eu não saberia explicar. O que eu sei é que eu sou muito expressiva e, de alguma forma, é possível saber o que eu estou pensando ou sentindo de acordo com o movimento da minha testa. Até dormindo. Meu namorado às vezes fica passando o dedo na minha testa para ver se eu relaxo.
Vai entender.
Que venham os cremes...
quinta-feira, 23 de abril de 2009 | By: Mandi

Em férias

Já estou na metade das minhas férias e não fiz metade das coisas que gostaria. Tenho dedicado a maior parte de meu tempo a fazer algo que pode parecer imperdoável para muitos: estou tentando descansar.
Mas hoje fiz uma limpeza geral aqui no blog. Mudei o template, apaguei posts inúteis.
Meio que preparando do terreno para plantar novas ideias.
Tenho muita coisa para dividir com as leitoras (e leitores) deste blog.
Tudo a seu tempo.
Só passei por aqui para dar o ar da graça.
Volto já.
sábado, 28 de março de 2009 | By: Mandi

Demolição Ortográfica

Estudiosos de idiomas costumam dizer que a Língua Portuguesa é uma das mais difíceis de se aprender, seja você morador de um País que fala português ou não. Aos 30 anos, confesso que ainda estou tentando aprender um pouco mais sobre nossas regras para se falar e escrever bem. E quando eu começo a pensar que estou no caminho certo... pronto, lá vem a tal da reforma ortográfica para atrapalhar tudo.

Reforma? Que nada, demolição, mesmo. Colocou abaixo anos e anos de estudos e leitura. Onde já se viu ideia sem acento? De repente, a palavra ficou próxima demais do inglês. E o hífen? Daqui a pouco vai dar briga. O trema não era grande coisa, mais tem gente que diz sentir falta daquele "charminho". E o pára que virou para. Para tudo. Ou para tudo? Alguém consegue ver a diferença?

Semana passada a Academia Brasileira de Letras lançou o novo vocabulário oficial brasileiro. Diferentemente de um dicionário, o léxico reúne apenas as palavras e como elas devem ser grafadas, e não seus significados. São 349.737 vocábulos distribuídos em 887 páginas, além de 1,5 mil estrangeirismos. Tudo isso pela módica quantia de R$ 120,00. E o hífen, de novo? Como um simples tracinho poderia causar tantos problemas?

Os próprios organizadores do "Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa" revelaram que o tal do hífen tirou o sono de muitos. E agora? Agora é voltar a estudar, o que é bom, mas continuar sem entender a razão pela qual estas mudanças foram feitas, apesar das inúmeras justificativas.

A principal delas seria a de facilitar a compreensão entre os países que adotam o português como idioma. Como se as expressões locais, gírias e o sotaque não fossem o suficiente para derrubar essa ideia, sem acento. Basta colocar pessoas de diferentes estados brasileiros em uma sala e esperar para ver. Logo começam a aparecer palavras que são características de uma região.

Apesar de termos até 2012 para concluirmos a demolição, digo, transição ortográfica, ou seja, reaprendermos nosso próprio idioma, eu já tenho buscado algumas alternativas além de sites e dicionários. Minha mais nova obsessão é comprar um bom livro de gramática, até como forma de relembrar algumas lições que há muito já não fazem parte do meu dia a dia (que perdeu o hífen). Infelizmente, a única grande livraria da Cidade (ou seria somente a única livraria da Cidade?) tem poucas opções, zero se levarmos em conta o autor que me foi recomendado.

De repente, entretanto, me bateu uma culpa. Será que eu estou sendo crítica demais com o pobre do acordo ortográfico? Pode até ser. Mas eu não sou a única. Em Portugal, o jornal "Correio da Manhã", o mais vendido daquele país, encomendou uma pesquisa para saber o que os portugueses estavam achando da reforma: 57,3% são contra, enquanto apenas 30,1% são a favor. Outros 11% não são nem a favor nem contra e 1,6% não têm opinião a respeito.

A pesquisa ainda detectou uma camada rebelde: 66,3% declaram que não vão adotar as novas regras na escrita. A maior porcentagem entre os "resistentes" está na faixa etária de 18 a 29 anos: 65% não querem mudar a forma de escrever. Até abaixo-assinado via internet já estão fazendo.

E, quem diria, no final das contas, que um acordo poderia gerar tanto desacordo. Antônimo, antítese, paradoxo... No final das contas, a demolição é necessária e pode até ser útil ao abrir o espaço para o novo, quer a gente goste ou não.
terça-feira, 24 de março de 2009 | By: Mandi

O medo

Ultimamente tenho refletido muito sobre o medo.
Ainda não tenho muitas conclusões, mas tenho algumas ideias que gostaria de compartilhar.
Pessoas apegadas à rotina não sabem dizer não.
Por quê?
Porque elas acreditam que, se aceitarem tudo o que lhes é imposto, conseguem evitar ao máximo os distúrbios que lhe seriam causados caso se rebelassem contra alguém ou uma situação. Por outro lado, dizer sim também pode ser uma tarefa complicada. Porque, muitas vezes o sim também traz o novo, abre uma porta, uma possibilidade.
Será que deveríamos ficar com o talvez? Talvez. Pelo menos até termos uma opinião formada sobre o assunto. Sem eliminá-lo por completo, sem nos jogarmos nele por completo.
Mas o novo continua a existir.
E o medo do novo é petrificante.
O novo nos força a mudar. Nos força a buscar alternativas, a encarar nossos medos.
Nos força a lutar.
E nem sempre lutar significa vencer. Nós até podemos perder. As chances são sempre as mesmas, matematicamente falando. Afinal, são duas possibilidades, vencer ou perder. Meio a meio, 50% para cada lado.
E o medo? O medo só é útil quando não causa paralisia.
Depois que o medo toma conta do seu corpo a tal ponto que invade sua mente, te priva de qualquer razão. E quando chega ao coração, já era. Você deixa de sentir para simplesmente existir. O fato de existir não serve para nada se sua existência for irrelevante.
Medo maior, no final de tudo, de num mundo de signos e significados, nos tornarmos insignificantes.
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009 | By: Mandi

Retornos

Há tempos não passo por aqui. Eu sei, tem faltado uma certa constância. Mas eu sempre volto, não importa o tempo ou a distância. Hoje eu retorno aqui para contar que o meu próximo retorno será às salas de aula. Em março inicio uma nova pós-graduação, um curso que eu sonhava há muito tempo.
Confesso que eu relutei muito na decisão de fazê-lo. Foram vários os fatores, mas em uma lista de prós e contras, venceram os prós.
Primeiro foi a questão da grana. A mensalidade vai comer uma boa parte do meu salário, assim como os gastos com transporte e alimentação, sem contar os livros. Uma grana que eu estava guardando para o projeto casa-própria. Mas daí eu me dei conta de que, quando o projeto casa-própria se concretizar, daí é que eu não vou mesmo ter dinheiro para fazer este curso, pois terei inevitáveis contas para pagar. Venceu o curso, que será acompanhado de uma boa apertada de cintos nos gastos. Sempre tem um ou outro supérfluo que dá para ser eliminado.
Depois veio o quesito tempo/cansaço. Estou há quase três anos sem férias e tenho reclamado constantemente de cansaço. O curso, três vezes por semana, em Sampa, me obrigará a acordar ainda mais cedo do que eu já acordo (todo dia às 6 horas), fará com que eu tenha de arrumar outros horários para ir à academia, e fará com que eu chegue correndo ao trabalho, provavelmente tendo que ficar até um pouco mais tarde para evitar atrasos. De boa, eu consigo isso. Ainda mais porque as minhas férias já estão marcadas e eu em breve estarei recarregando minhas baterias. E, mais do que isso, estarei fazendo algo que eu amo.
Eu poderia passar horas e horas encontrando razões para insistir ou desistir deste curso. Até o momento em que meu namorado me disse o seguinte: você já decidiu que vai fazer o curso. É perda de tempo pesar os prós e os contras, porque a decisão já foi feita no momento em que você se propôs a buscar argumentos para convencer os outros, não você.
Foi então que eu percebi que é assim em todas as decisões que tomamos na vida.
A gente sempre tem a decisão tomada muitos antes de considerar os prós e os contras.