domingo, 24 de outubro de 2010 | By: Mandi
Parece que o tempo passa cada vez mais rápido.
Antes que a gente se dê conta, passaram-se dias, semanas e até meses.
Eu sempre prometo que serei mais presente neste espaço.
Eu tento. Nem sempre dá certo.
A verdade é que tem muita coisa acontecendo na minha vida neste momento.
É o que torna esta arte de ser mulher tão complexa. A gente aprende a viver vivendo, no dia a dia mesmo.
Neste momento eu estou reaprendendo a me relacionar com as pessoas. Reaprendendo a olhar a vida de um outro ângulo. E prometendo para mim mesma ser mais presente neste blog, que eu adoro.
E vamos em frente, porque atrás vem gente.
quarta-feira, 18 de agosto de 2010 | By: Mandi

Reflexões sobre as mudanças

Ultimamente não tenho escrito aqui em A Complexa Arte de Ser Mulher tanto quanto eu gostaria. É que nem sempre a inspiração bate, ou falta tempo, o que é mais comum. As ideias brilhantes sempre aparecem nos piores momentos.
E não é que eu tenha deixado de escrever, nem poderia. Afinal, escrever é minha vida e minha profissão. O único problema é que, muitas vezes, eu preciso voltar a minha atenção para temas que fogem à complexa arte de ser mulher. E, na prática, isso faz parte dessa complexa arte de ser mulher.
Recentemente, como eu contei aqui, mudei de emprego. E não foi só o emprego que mudou. Foi tudo. Antes, eu costumava sair todos os dias para trabalhar. Agora, trabalho em sistema home office, mas ainda saio bastante para fazer matérias. Antes, eu era pauteira, repórter, editora. Agora, sou isso tudo, mais aprendiz  de redatora e fotógrafa. Aprendiz? Sim, aprendiz.
Estou aprendendo a escrever para um público diferente, em uma plataforma diferente, sob a orientação da competente (e fofa) jornalista Liliane Prata. No jornal, apesar de sempre trabalhar em uma editoria de cultura, eu ficava presa à formalidade. Uma formalidade não só de texto e informação, mas uma formalidade que eu vivenciava (e confesso que ainda vivencio) em minha vida.
Então, estou aprendendo a escrever de uma maneira mais leve e descontraída. Tenho esperança que esta leveza e descontração tenham reflexo na minha vida, também, porque só eu sei o quanto eu preciso disso.
Depois tem a coisa da fotografia, outra coisa que estou aprendendo, graças à paciência, boa vontade e carinho de minha amiga Heloisa Rizzi (por um acaso uma das profissionais mais competentes que eu conheço, tanto como repórter quanto como fotógrafa). Eu gostaria de ter mais tempo para praticar esta arte, mas nem sempre consigo. O mais engraçado é que, quando decidi comprar uma câmera mais legal, nem sonhava que um dia ela se tranformaria em uma ferramenta de trabalho... Eu só queria aprender.
Meu desejo foi atendido. Todo dia eu aprendo uma coisa nova e isso me faz feliz. O que faz você feliz?

MOMENTO PROPAGANDA
E se você gosta dos meus textos, tenho um novo blog, fruto desta mudança. É o Blog Sobre Trilhos, que escrevo com a designer Maria Renata Morales. Acesse!!!
sábado, 24 de julho de 2010 | By: Mandi

Maquiagem sobre trilhos

É incrível a habilidade que algumas mulheres têm para fazer determinadas coisas.
Ontem, por exemplo, toda a minha atenção foi direcionada a uma moça que se maquiava. Até aí, nada demais, a não ser o simples fato de que ela se maquiava em um trem em movimento. Achei fantástico como tudo aparecia de dentro de uma pequena necessaire em sua bolsa.
Tudo calculado de maneira metódica. Primeiro, ela passou o corretivo para disfarçar as espinhas, com a ajuda do espelho do pó compacto, que foi passado em seguida. Depois, fechou o pó compacto e pegou uma caixinha, de onde tirou um estojo de sombras e blush. Levou quase cinco minutos (contados no relógio) para escolher qual usaria.
Escolheu a pior de todas, na minha opinião. Era um tom perolado que não combinava de maneira alguma com o tom de pele dela. Daí, para ressaltar a cor apagadíssima, carregou horrores na sombra, demarcando a pálpebra. Depois, escolheu um blush rosado e passou com o dedo, carregando bastante, também. Guardou cuidadosamente o estojinho dentro da caixinha, que voltou para a necessaire.
O momento seguinte foi mais tenso: o lápis. Com uma mão, ela segurava o espelho. Com a outra, utilizando uma técnica ninja, segurava o lápis com dois dedos e abria o olho com outro dedo. Foi fantástico. E o trem chacoalhando horrores. Depois, veio a máscara para os cílios.
Em frente ao espelho, parada e com muito cuidado, eu já sofri acidentes terríveis com o rímel. Ela não. Passou três camadas perfeitas nos cílios superiores e uma nos cílios inferiores, de cada lado. Invejei toda aquela habilidade. Ela finalizou com um batom e um brilho.
Confesso que fiquei torcendo por um delineador.  Se ela tivesse conseguido passar o delineador sem escorrer dentro do trem em movimento, daí sim, eu a consideraria uma ninja.
Contando essa história para a Liliane Prata, com quem estou trabalhando em um novo projeto, ela confessou que já se maquiou no carro. Parado, é claro. E quis saber como ficou a maquiagem da moça do trem. Ficou horrível, mais pela escolha das cores e pelo exagero da produção, do que pela técnica. A técnica foi perfeita.
Depois, na volta para casa, mais uma vez minha atenção foi absorvida por uma outra mulher. Desta vez no ônibus em movimento. Já era noite e, no escuro, ela retocou o batom. Sem espelho.
Já vi muita mulher passar batom sem espelho, mas com o ônibus sacolejando na estrada, foi a primeira vez.
As mulheres são seres curiosos, com toda essa capacidade de fazer várias coisas ao mesmo tempo. E em movimento.

Template

Eu juro que tentei me acostumar com outros templates por aqui.
Experimentei vários, até decidir voltar ao antigo. É um clássico. E eu me identifico exatamente com essa imagem: sentada no chão, escrevendo, com uma boa xícara de café ao lado.
Mudar é bom, mas sem perder a identidade. E nenhum template que eu experimentei por aqui expressava a minha identidade ou a deste blog.
A seguir, A Complexa Arte de Ser Mulher: a retomada.
quinta-feira, 1 de julho de 2010 | By: Mandi

Todo dia é um novo começo

Todo dia nessa vida é um novo começo. Basta acordar de manhã para se ter a certeza de que o dia que começa é uma oportunidade de fazer tudo diferente. Ou igual, se você quiser. Seria mentira dizer que só depende da gente. Cada situação tem n fatores que influenciam em maior ou menor grau o resultado. Ainda assim, a decisão final sempre é nossa.
Hoje é dia 1o. de julho de 2010. A segunda metade do ano começa neste dia, assim como a segunda parte da minha vida profissional. A primeira se resume a quase 12 anos de jornal. Agora, passo a me dedicar ao conteúdo para a internet. Vejo um novo universo se abrindo à minha frente. E trago comigo um desejo muito grande de fazer essa oportunidade valer a pena, de aprender muito, continuar amadurecerecendo. São n fatores, sim. Mas, como eu já disse, a palavra final é minha. E minha palavra é de que vai dar certo.
domingo, 14 de março de 2010 | By: Mandi

Novas considerações sobre o amadurecimento

Dia desses, lá na Redação, o papo girava em torno do envelhecimento da mulher. As meninas que trabalham comigo acreditam que, aos vinte e poucos anos, já estão velhas. Ou já se sentem velhas. Rolou toda uma discussão em torno disso e me ocorreu que teria sido muito mais legal se estivéssemos em um bar, falando a respeito.
Bom é que pelo menos essa história toda me rendeu a ideia para este post.
Eu sempre acho graça quando alguma mulher que eu conheço reclama que está envelhecendo. Na semana passada, o jornal fez uma matéria especial sobre o Dia da Mulher e minha tia Maria de Salete, psicóloga que também ministra cursos para gestantes, foi uma das entrevistadas. Ela lembrou que as mulheres (e por consequência os homens) já superaram muitas barreiras e desafios. Mas, segundo ela, o principal desafio da mulher nos dias de hoje é envelhecer. Ela não poderia estar mais certa.
Até porque esta é a reclamação que eu mais ouço de minhas amigas. Elas têm medo da passagem dos anos. Não por conta da estética, apenas. Mas por acreditarem que deveriam estar casadas e com filhos em determinada idade (algumas), estar ganhando determinado salário e alcançar este ou aquele cargo no trabalho.
Minha opinião: é engraçado algumas mulheres lutarem tanto para criar uma distância das exigências da sociedade, ainda mais aquelas ultrapassadas, do tempo de nossas mães, mas ainda acreditarem que devem cumpri-las. Eu não acredito que uma mulher só possa ser feliz se estiver casada e com filhos. Esse papinho de nascer, crescer, se reproduzir e morrer só serve para quem não tem outros objetivos. Ou que tenha isso como objetivo.
Eu já tive fases de não querer casar, de não querer ter filhos. De querer casar, de querer ter filhos. Hoje sou da opinião que o casamento estraga tudo. É um contrato que te obriga a suportar o outro, mesmo quando você não está afim, só para não ficar sozinho. Mas, antes só do que mal acompanhada. Filhos... eu vejo o mundo mudando, terremotos, tsunamis, enchentes, camada de ozônio... putz, a Terra não será um bom lugar daqui a alguns anos. Eu prefiro não ter um herdeiro circulando por aí nesse caos.
E a vida... eu vejo a minha vida mudar conforme os anos passam. O corpo, nem tanto. Ainda falta um tempo para a gravidade se tornar implacável, mas eu me cuido. Faço academia, tenho uma alimentação saudável e não sou vaidosa a ponto de entrar na faca. Não considero a aparência um item essencial. A saúde sim.
Os fios de cabelo branco que insistem em aparecer - eles são sempre arrepiados e se destacam dos outros fios como se gritassem o tempo inteiro por atenção, querendo me lembrar que estão lá - me irritam, mas eu ainda consigo ignorá-los na maior parte do tempo. Afinal, eles estão lá desde os meus 18 anos. Hoje, aos 31, em maior quantidade, é verdade. Mas sempre há um tonalizante no fim de túnel. E eu não hesitarei em usá-lo quando necessário.
Gente, e a cabeça, o coração? Não poderiam estar melhores... Estou mais tranquila. Coisas que me estressavam antes, agora estou aprendendo a lidar com elas. Não que eu tenha me tornado uma especialista. Muito pelo contrário. Mas estou com uma disposição maior - leia-se paciência - para relevar as coisas e continuar aprendendo.
Arrependimentos, ressaca moral, etc e tal? Claro que eu tenho. A diferença é que eu estou levando uma boa vida. Faço tudo o que eu quero, quando eu quero e como eu quero. Tenho condições para tomar minhas decisões, não tenho vergonha de mudar de opinião e, olhando para trás, percebo que nunca passei vontade.
Sofri muito, mas aprendi que o sofrimento é bom, porque sempre ensina alguma coisa.
Mas eu me diverti muito. E continuo me divertindo.
Tenho alguns arrependimentos, mas quem não tem? Tudo isso faz parte do que eu sou agora e, se tivesse feito algo diferente, certamente não estaria aqui agora, chegando a estas conclusões. Sendo quem eu sou, capaz de entender tudo da maneira como entendo. Não quero voltar atrás. Não quero fazer nada diferente. Então, está tudo bem.
Você não acha?

Teste divertido

Hoje abri o meu e-mail e tinha uma mensagem do site iTodas, sugerindo um teste para sabermos qual deusa grega seriámos. Eu tinha um palpite e, cá entre nós, não resisti. Se você também não resistir, o link está aqui.
As perguntas são bobinhas, mas o resultado, pelo menos para mim, não poderia ter sido mais apropriado:

Ártemis – Deusa guerreira


A mulher do tipo Ártemis possui o ideal de ajudar as mulheres e usa um escudo emocional nos envolvimentos afetivos. Não é costume haver aproximação afetiva, mas ataques e rompantes emocionais. Em muitas ocasiões, ela costuma reagir cruelmente quando colocada contra a parede em assuntos do amor. É uma grande parceira. Deseja equiparar-se aos homens e sua sexualidade tende a se manifestar de forma mais masculina. Muitas vezes adia a maternidade em função de outras metas, mas é capaz de fazer um filho de maneira independente, sozinha.

É pouco ou quer mais?
 
E você, que deusa é? Não vale dizer que é Jocasta, a deusa do bicheiro Toni Carrado, de "Mandala". Até porque ela pegava o próprio filho e isso é doentio.
terça-feira, 2 de março de 2010 | By: Mandi

A mais pura verdade

Momento "a frase do dia":

"Como são maravilhosas as pessoas que não conhecemos bem".

Millôr Fernandes
segunda-feira, 1 de março de 2010 | By: Mandi

Esta eu assino embaixo!

Ao abrir o site da Revista Veja hoje, esta notícia me chamou a atenção:

HOMENS QUE TRAEM SÃO MENOS INTELIGENTES, DIZ ESTUDO

O link para a matéria está aqui.

Mas, vem cá, precisaram fazer um estudo para comprovar uma coisa tão óbvia?

Bom, pelo menos agora este tipo de estupidez masculina tem comprovação científica.
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010 | By: Mandi

Minutos de sabedoria by Adão Iturrusgarai

Fonte: O Mundo Maravilhoso de Adão Iturrusgarai

Cada um com seus vícios

Tem gente que bebe até cair.
Tem gente que cheira até morrer.
Tem gente que se entope de chocolate (tá, eu faço isso de vez em quando).
Tem gente que malha até desmaiar na academia.
Tem gente que deve até a cueca - ou calcinha - de tanto gastar.
Tem gente que não vive sem celular, orkut, twitter, facebook...
Tem gente que preenche a vida com remédios.
Tem gente que é movida a cafeína.
Tem gente que não consegue controlar seus impulsos sexuais.
Tem gente que vive em constante fúria.
Tem gente que só fica feliz quando faz alguém infeliz.
Tem gente que ainda não descobriu que existe vida inteligente além do seu próprio umbigo.
Tem muita gente por aí cheia de vícios. Cada uma delas com seus próprios vícios.
O meu vício, eu confesso, é criar endereços de blogs que talvez nunca recebam um post, além de ficar baixando templates interessantes, que talvez eu nem use, só porque acho que eles são bonitos. Quem sabe?
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010 | By: Mandi

Ausência

E eis que o último post por aqui foi no dia 15 de agosto do ano passado. Cinco meses depois, eu volto aqui para tirar a poeira e confessar que sim, eu ando muito acomodada. Acomodada por, independentemente do tempo que o trabalho consome, a coluna semanal no jornal, a família e o namoro, eu tenho andado bastante arredia.
E o problema é encarar isso, lidar com isso.
Então, no primeiro mês do ano de 2010, vou fazer algumas confissões. Estou com 31 anos, mas em determinados aspectos parece que estou com muito mais (70, como disse meu namorado no outro dia). Me acomodei tanto à falta de tempo que simplesmente passei a usar isso como desculpa para justificar a minha forte tendência ao isolamento. Com isso, afastei muita gente de quem eu gosto e que, por incrível que pareça, gosta de mim.
E o tempo... bom, quando eu vejo já se passaram dias, semanas, meses e até anos. E eu me privei de fazer várias coisas que eu gostaria de ter feito. Coisas como escrever neste blog, que faz parte da minha vida.
Nos últimos dias - é uma coisa muito recente, mesmo - estou tentando não deixar para depois o que posso fazer agora. Sair para tomar um lonnnnnnnngo café com uma amiga, sem me preocupar com a hora de voltar para casa, planejar minhas próximas férias e me permitir sonhar com isso, guardar dinheiro tendo em vista o que quero fazer com ele, ler todos os dias, por mais que eu esteja cansada, para nunca mais esquecer como a leitura me faz feliz. E escrever. Não só por obrigação, no dia a dia do jornal, mas porque eu gosto.
A pergunta veio do Augusto, um amigo que trabalha comigo no jornal. "Você não vai mais escrever no seu blog?". Foi ontem à tarde, enquanto ele consertava um computador na Redação. Hoje, quando eu liguei o computador, o meu acesso a este blog foi automático. Não dei tempo para desistir, já comecei logo a escrever. E tudo pareceu fácil, natural, como sempre foi.
Não fiz resoluções para este novo ano. Mas eu gostaria muito de não deixar para depois as coisas que eu posso fazer hoje, agora. Eu preciso viver mais, de verdade. Antes que a vida passe e seja tarde demais.