quarta-feira, 31 de janeiro de 2007 | By: Aqna

Calma... é apenas uma idéia...

Como este é meu primeiro post como colaborador deste blog... hummm... tenho que ter muito cuidado, afinal, sou apenas um rapaz, latino-americano, sem dinheiro no bolso, sem parentes importante, vindo do interior eeeeeeeeeeeee Homem! Pois bem, tenho que pisar em ovos para não ser massacrado... rs.

Então, para não fazer afirmações que possam ser julgadas como machistas, feministas ou qualquer "istas" que o valha, apenas lançarei uma idéia, algo para se pensar e imaginar, sem afirmar que (ou negar) que tudo poderia ser ou que será diferente algum dia.

Respire... feche seus olhos... deixe o ar entrar e sair... sinta-o... e feche os olhos enquanto imagina. Volte aos primórdios da criação do Homem e da Mulher e pensem no seguinte:

O Deus que todos nós acreditamos é, na verdade, uma Deusa. Ela criou primeiramente a Mulher e, para que ela tivesse a cintura fina que tem, retirou-lhe não apenas uma, mas sim um par de costelas e então criou o Homem. Eva e Adão. Pois bem, continuem imaginando que quem fez a cagada de comer a tal da fruta proibida foi o cabeçudo Adão. Pois bem, por causa dele, Eva também foi expulsa do paraíso. (aperte a tecla avançar)

Várias Mulheres vieram dominando, conquistando e fazendo do mundo seu parque de diversões, sua casa, seu lugar. Foram várias as Rainhas destronadas por conta da concorrência feminina. João Darci foi queimado num determinado ano por acreditarem que ele fosse um bruxo. Pietra A. Cabral descobriu o Brasil. Todo o modelo foi remodelado e hoje é o inverso do que poderia ter sido caso os Homens fossem os responsáveis pela condução do presente.

É isso, esta é a idéia. Conseguir enxergar um mundo onde quem manda são sim as Mulheres, são elas quem decidem em casa – se quiserem, são elas que têm o controle remoto na mãos, são elas que povoam as mentes de outras publicitárias que têm como target elas mesmas, como detentoras da grana e do poder.

Cada uma sabe onde a porca deve ser apertada e por isso têm idéias diferentes. Mas todas devem concordar que aquele cara que queimou a cueca em praça pública criando o que chamam de machismo foi o mesmo louco responsável por esta onda de direitos iguais que os homens de hoje suplicam.

Seria bom? Seria Ruim? Não dá para saber. Mas que seria diferente, áhhhh, isso seria mesmo – e aí de quem não concordasse com elas.

domingo, 28 de janeiro de 2007 | By: Jujuba

Nem sempre o que se diz é aquilo que se pensa

Estranho é encontrar com o seu EX na balada.
Estranho é ele vir na sua direção.
Estranho é ele te olhar como nos velhos tempos.
Estranho é ele não perceber que já não somos mais nada.
Estranho é ele não sacar que eu não sinto mágoa, nem raiva dele. Simplesmente já não sinto mais nada.

Mas enfim.
Era uma noite comum.
Eu estava triste, rodeada de pessoas estranhas e bebendo suco de frutas.
No telão do bar passava um jogo na ESPN e a bandinha tocava uma péssima canção do Jota Quest.

Encostei na parede e enquanto todos gritavam que “O amor é o calor que aquece a alma”, eu pensava na vida. E nas dúvidas que têm me acompanhado ultimamente.

E pensei em outras pessoas. E pensei na minha família. E pensei no meu trabalho.
Pensei em tudo, menos naquela figura que um dia foi meu EX. Porque pensar nele já não faz parte da minha vida faz um tempo.

Daí ele me chamou.
Eu pensei em não levantar.
Mas fui.
E ele perguntou: “Você não ia sequer me cumprimentar?”
E eu respondi: “Sinceramente? Não”.
E ele insistiu: “Quer dizer que é assim que vc trata um cara que esteve ao seu lado em todos os momentos, tanto bons quanto ruins?”

Nesse momento pensei em dizer: “Vai ver que é porque os momentos ruins foram muitos, que superaram os raríssimos que foram bons”.

Mas eu sorri. E respondi: “Posso voltar pro meu canto?”
E ele virou as costas.

Voltei ao jogo da tevê. Já tinha acabado. Então saí pra pegar uma cerveja.
Ele me encontrou. E, sem muita cerimônias, me abordou: “Não vai me dar nem um abraço de amigo?”.

Nesse momento mais uma vez eu pensei em dizer não. Mas respirei fundo e o abracei.
Até ouvir: “Eu sei que você ainda me ama”.

Daí finalmente abri a boca e gargalhei. Dei dois tapinhas nas costas dele e disse: “Ah sim. Como pude me esquecer disso”. E saí em direção ao bar.

Moral da história: como dizia minha vó, o mais esperto é aquele que se finge de bobo. Nunca diga o que vc realmente pensa. Isso pode ser usado contra você
sexta-feira, 26 de janeiro de 2007 | By: Mandi

Sobre panelas, frigideiras e outros utensílios domésticos...

Se você está lendo este post em busca de dicas culinárias ou informações sobre o bom andamento das tarefas do lar, sinto informar que você está no lugar errado. A história aqui é outra. Começa com as teorias. Todos nós temos pelo menos uma, inventada por nós ou apresentada a nós por outras pessoas. Teorias em que podemos acreditar ou discordar, aí vai de cada um.
Outro dia, conversando com um amigo - sempre ele, eu sei, mas a história é boa - e a conversa estava girando, entre outras coisas, em torno das tais teorias. Foi então que ele me apresentou a dele: toda panela tem uma tampa. A não ser que sejam frigideiras, porque frigideiras não têm tampa. Traduzindo: todo homem/mulher tem um par ideal solto pelo mundo, mas há uma parte da população que nunca encontrará um par porque ele simplesmente não existe.
Na hora, obviamente, imaginei que eu deveria estar entre as frigideiras.
A teoria da panela e da tampa segue o mesmo caminho das metades da laranja, a chave e a fechadura, almas gêmeas... Eu não gosto dessa teoria porque ela dá a impressão que somos todos incompletos, de alguma forma. E que só estaremos completos se encontrarmos nosso par, nossa metade correspondente. E isso dá um trabalho... sem contar que acaba criando uma relação de dependência, quando na verdade o ideal é parceria.
Eu prefiro pensar que somos todos indivíduos e que, de verdade, só somos capazes de encontrar e vivenciar uma relação quando estamos completos. Quando ambos têm algo para oferecer, para ensinar e aprender do outro. Foi então que resolvi perguntar ao amigo - e a outras pessoas - sobre outras metáforas que poderíamos usar... Por que isso?
Porque a panela continua sendo útil sem a tampa, mas a tampa não tem utilidade nenhuma sem a panela. Porque a fechadura só funciona com a chave - a não ser que role um arrombamento, isso sem levar em consideração a existência da chave mestra...
Então, eu pergunto a você, leitora, leitor: alguém consegue pensar em coisas boas em sua individualidade e que são praticamente perfeitas quando se combinam? Lennon e McCartney? Page e Plant? O gordo e o magro? Erasmo e Roberto? Não, isso foi apelação... Jacques e Janine? Dolce e Gabbana? A Hayashi disse que só funciona porque eles são uma dupla... Hummm... Café e leite. Pronto. Os dois são ótimos separados e fazem uma boa dupla juntos. Assim como abacaxi e hortelã. Outras idéias passaram pela minha cabeça. Mas, melhor deixar pra lá.
quinta-feira, 25 de janeiro de 2007 | By: Mandi

Conjunção conclusiva

Mulheres não entendem de homens.
Mulheres não entendem de mulheres.
Portanto, mulheres não entendem de nada.
terça-feira, 23 de janeiro de 2007 | By: Mandi

Carta a uma amiga

Querida amiga

A vida não é só feita de perdas, eu diria a você, se você atendesse ao telefone quando eu ligo. Se você respirasse fundo e parasse de chorar um minuto. Tudo bem, eu sei que as perdas têm sido enormes, ultimamente. Sei, mais ainda, que uma nova perda faz doer as cicatrizes de todas as perdas que você já sofreu. E foram tantas.
Por que quando a gente ganha o efeito não é o mesmo? Já pensou se cada momento de felicidade despertasse em nós todas lembranças felizes que guardamos? Seria o máximo. O melhor efeito em cadeia que químico nenhum poderia explicar.
Se você atendesse ao telefone - ou no mínimo me ligasse de volta, quando eu deixo recado na sua secretária-eletrônica, eu te diria que, como sempre, eu estou por aqui. Tô com a pá na mão, seja pra te defender batendo em alguém, seja para enterrar sua tristeza. Te diria que eu concordo que a tristeza é enorme, a perda, nem se fala. Respeitaria o seu momento de silêncio. Por cinco minutos, obviamente.
Depois te daria a minha mão pra você levantar, e saíriamos em busca da solução desse mundo louco que desabou na sua cabeça. Eu sei que nem tudo pode ser solucionado. Mas muita coisa pode. E é nisso que a gente tem que pensar agora. Temos que pensar em como vamos convencer o mundo de como ele está louco e que não é justo fazer reféns em uma guerra emocional.
Então é isso. Estou respeitando seu momento. Mas você tem cinco minutos. Aproveite bem eles e depois me liga, que eu tô aqui. E vai passar um óleo de peroba na sua cara-de-pau de ler este post antes de, sequer, ligar pra mim.
Love ya.
Beijos
domingo, 21 de janeiro de 2007 | By: Mandi

The best is yet to come*

Toda vez que eu sento em frente ao micro para escrever um texto para este blog, eu tento pensar em um tema engraçado. A verdade é que nem sempre é possível. A vida também não é engraçada o tempo inteiro. Então, por que eu tenho a obrigação de ser? Não tenho.
Aliás, tenho todo o direito de filosofar, vez por outra.
Ontem fui ao Hopi Hari com a Jujuba, levar suas primas paranaenses. Uma delas, a Cindy, morria de medo de brinquedos altos, mas não deixou de ir a nenhum deles. Fomos à montanha-russa, ao elevador que despenca de uma altura equivalente a um prédio de 23 andares (La Tour Eiffel)... O mesmo elevador que, pouco antes de irmos embora, encrencou e ficou preso lá em cima, com quatro pessoas, por uns 15 minutos.
Tempo durante o qual um cara, de quem a namorada e irmão estavam presos no tal brinquedo, ficou papeando com a gente. Contou que não tinha acompanhado os dois porque tinha medo de altura e sabia que ia passar mal. Depois disse que o medo dele tinha fundamento, olha só o que tinha acontecido...
Dois exemplos. Uma pessoa que tinha medo, enfrentou e teve a chance de se divertir. Outra pessoa que não foi, aconteceu o que ele achou que ia acontecer, e ele terminou o dia com um “eu te disse que não ia dar certo...”. Mas, será que ele se divertiu?
Fico pensando, então, de quantas chances na vida a gente deixa de aproveitar por medo das conseqüências. Medo de dar errado. Mas, talvez, mais medo ainda de dar certo, quando não é só uma brincadeira no Hopi Hari...
E isso acontece em todos os aspectos da vida. Medo de verbalizar um pensamento e não poder voltar atrás. Sabe, quando a gente fala uma coisa e depois se arrepende? Parece que a palavra, depois de dita, toma forma, ocupa espaço. Tem conseqüência. E você nunca sabe se vai ser boa ou ruim. Melhor ficar quieta, diria minha avó Vera.
Quem nunca passou por essa situação? Acontece o tempo inteiro, pense bem. E em todos os aspectos da vida. No trabalho. Você deixa de sugerir algo, não se arrisca em determinado momento, por acreditar que aquilo não vai dar certo, que ninguém vai te ouvir. Tem medo de levantar a voz, se fazer ouvir ou pedir um salário maior, ainda que você saiba que o máximo que pode acontecer é você levar um não ou, acredite, alguém te ouvir e concordar com você.
Com os amigos. Quando eles te pedem um conselho e você acaba deixando eles na mão porque não sabe o que dizer, ou não quer se envolver. Ou quando a gente deixa de pedir ajuda, porque não sabe o que vão pensar da gente?
Mas, talvez o pior seja quando você conhece alguém especial e deixa que ele (no caso dos leitores, ela) passe por sua vida. E, quando você percebe, a pessoa já pode estar lá longe, fora do seu alcance. Tudo por medo. Por pensar demais nas conseqüências. Quando, na verdade, o que você realmente queria era a chance de correr o risco, dando certo ou errado...
Fez algum sentido? Talvez não seja para fazer. Talvez nem tudo na vida tenha de dar certo para valer a pena.
No final das contas, o que me resta é saltar de pára-quedas. Porque, pelo menos de altura, eu não tenho medo.

*The best is yet to come (O melhor ainda está por vir), música interpretada por Frank Sinatra, e que começou a tocar quando eu concluia esse texto e buscava um título para o mesmo. Como se não bastasse ser o velho blue eyes cantando, só o fato dessa música tocar nesse momento me parece motivo o suficiente, ao meu ver, para o nome aparecer lá em cima.
quarta-feira, 17 de janeiro de 2007 | By: Jujuba

Cúmplice de um crime perfeito

Tá. Eu sei. Faz tempo que eu não posto nada nesse blog.
Eu tinha preparado um texto super engraçado sobre promiscuidades, mas esse vai ficar pra depois porque hoje precisava me dedicar a esse assunto.

CUMPLICIDADE.

Um dia eu disse a seguinte frase para minha mãe: “Se a Amanda matasse alguém, eu ajudaria a esconder o corpo”.
Dona Julia ficou um tanto chocada.
Achou exagerado, achou coisa de psicopata, achou que eu usava entorpecentes fortes. Achou que tinha criado um monstro dentro de casa.

Mas hoje eu digo: existem coisas que ultrapassam o limite do bom senso. Ultrapassam o limite da razão, da justiça, da integridade.

Ser cúmplice é aceitar os defeitos e cagadas do outro e apóia-los mesmo assim. É guardar segredos como se fossem seus, é chorar como se a dor fosse sua, é comemorar como se a alegria fosse sua também.

Ser cúmplice é deixar a individualidade de lado e aceitar que se a outra pessoa não estiver feliz, você também nunca estará feliz por completo.

Ser cúmplice não é desejar toda a felicidade do mundo. É pegar pela mão e ir buscar a felicidade junto com você, mesmo que se chegue ao fundo do poço.

Hoje eu tirei o dia pra agradecer às minhas cúmplices. Em especial à Dona Amanda.

Obrigada por carregar as minhas compras no supermercado hoje. Por enxugar as minhas lágrimas todas as vezes que eu chorei. Por me abraçar bem forte.
Por apertar a minha mão e me fazer sorrir nos momentos mais difíceis. Por estar comigo quando minha mãe operou do coração (essa é pra sempre).
Por estar lá sempre que eu preciso. Por ter essa dedicação extrema que permite que vc saiba quando eu preciso de ajuda, mesmo negando isso (típico de leonino). Por encobertar minhas cagadas e me fazer jurar não repeti-las novamente.

Você é um dos itens que integram minha seleta lista de coisas boas que aconteceram em 2006. E em 2007. E em 2008. E até o fim dos tempos.

Sua amizade é melhor do que picolé de côco, melhor do que ganhar na Mega-Sena, é melhor do que o Mark Ruffalo de cuecas, melhor que o Citroen C3 da Rubia, melhor que tequila com canela e laranja.

Morram de inveja. A gringa eh minha e ninguém tasca.
segunda-feira, 15 de janeiro de 2007 | By: Mandi

Strawberries and peaches sky

Este post nada tem a ver com as questões feminino x masculino que geralmente tratamos por aqui. É mais uma observação, talvez um pouco boba, mas que me deu vontade de registrar.
Morando nos EUA, na região da Nova Inglaterra, eu conheci um artista local, que conta histórias e faz música para crianças, chamado Bill Harley.
Em uma de suas músicas, ele conta a história de uma menina tentando convencer um adulto sobre como o céu pode parecer sobremesa. "Um céu de morangos e pêssegos", diria ela. Enquanto o adulto dizia que aquilo era impossível, que o céu era azul e ponto.
A menina, no entanto, argumentava que, para se ver um céu de morangos e pêssegos era preciso ter paciência. Dias depois, o adulto passa e mexe com a menina novamente. Pergunta se ela ainda está insistindo com aquela besteira. Sorrindo, ela diz: mas o céu virou sobremesa!!! Foi quando ele olhou e viu, num entardecer, o céu entre o vermelho e o laranja...
E toda essa história porque hoje, quando eu estava voltando para casa, olhei para o céu e ele estava exatamente assim... como se feito de morangos e pêssegos. E, logo eu pensei que, mesmo que as coisas nem sempre saiam da maneira que esperamos, é bom olhar para o céu de vez em quando.
E saber que, pelo menos na cabeça das crianças, ele ainda pode ser visto com certa poesia e mágica.
sábado, 13 de janeiro de 2007 | By: Mandi

O príncipe, o sapo e o ogro







Eu não acredito em príncipes encantados. Duvido que alguma mulher ainda acredite nisso... Pode ser que sim, uma vez que passamos a infância condicionadas a pensar dessa maneira, em meio aos contos de fadas, desenhos da Disney e barbies.


Bom, eu nunca brinquei com barbies - quando se cresce com um irmão mais velho e seis primos, você acaba se acostumando a brincar com os Comandos em Ação, jogar SuperTrunfo e pedir pro seu avô fazer espadas e escudos de madeira, isso quando o vô Elzinho não me ensinava como bater nos meninos, uma piada suja ou um palavrão novo. Ou seja, eu nunca fui uma princesa, à espera de alguém para me salvar.


Talvez tenha passado tanto tempo com os meninos que eu não consegui desenvolver aquela parte do cérebro que proporciona o ar de donzela em perigo que muitas mulheres têm. Se isso é um defeito, eu não sei dizer. Mas vivo bem assim.


Esses dias, no entanto, um amigo me disse que o príncipe encantado existe. Mas que, no meio do caminho, ele deve ter caído do cavalo, se machucado gravemente e está em coma. A esperança está no fato de que, segundo ele, o tal do príncipe vai sair do coma sem seqüelas. Será? Quem é que chega aos nossos vinte e poucos anos sem seqüelas? Todo mundo tem as suas...


Eu não sei se o príncipe existe, mas acredito nos sapos. Somos todos sapos em potencial. O sapo da minha vida, para quem se lembra bem, é Astrobaldo Feliciano (nas fotos deste post), meu companheiro de tantas jornadas... Os sapos são legais. São pessoas certas que aparecem nas horas erradas. Pessoas erradas que aparecem nas horas certas. Pessoas erradas que aparecem nas horas erradas. Mas nunca pessoas certas que aparecem nas horas certas. Porque, se assim o fossem, seriam príncipes (ou princesas, no caso dos homens, apesar de eu não me lembrar se o Falcon tinha namorada, anda mais com aquela barbinha a la Village People).


Se realmente existe alguém para mim por aí, ele deve ser um ogro, tipo o Shrek. Que, além de ser muito mais legal, também tem defeitos. E combina melhor como a ogra que existe dentro de mim. Será?








sexta-feira, 12 de janeiro de 2007 | By: Mandi

Incivilidade no estado civil

Sexta-feira à tarde, um cafezinho antes de começarmos a trabalhar. Juba, Carol e eu... e o assunto é: estado civil feminino. Tudo bem, existe solteira, casada, viúva, divorciada, desquitada, separada... Tem vários.
Mas, a crueldade feminina não tem limites em se tratando dos diferentes graus da solteirice:
-Solteira mas feliz
-Desesperada
-Subindo pelas paredes
-Cortando os pulsos
-Tomando Gardenal

Eu estou na fase solteira mas feliz.
Juba abdicou de se manifestar.
Carol assinalou todas as alternativas anteriores.

Agora vamos trabalhar, que o tempo urge e a Sapucaí é grande.
quinta-feira, 11 de janeiro de 2007 | By: Mandi

Chocolate

...Enquanto isso, numa reunião na sede dos Chocólatras Anônimos...

-Olá, meu nome é Amanda e eu sou uma chocólatra anônima.
-Olá, Amanda!
-Vim aqui para dar o meu depoimento. Hoje completo um mês sem comer chocolate. Passei por momentos difíceis, em que eu achei que não fosse conseguir. Natal... Minha mãe fez todas as sobremesas com chocolate. Minha opção, em nome da minha saúde e auto-preservação foi evitar. No Ano Novo, a cena se repetiu. E todas as vezes em que eu fiquei ansiosa, nervosa. Me decepcionei. Mas eu percebi que o chocolate causa a minha própria destruição. Como qualquer outra droga, o alívio é imediato, mas a culpa depois é grande demais. Depois da euforia, a depressão. Mas é um desafio diário, não é fácil. Se não contamos com o apoio dos amigos, da família, tudo se torna impossível. A nosso favor, só a nossa força de vontade, porque nem sempre entendem a nossa opção de abrir mão do vício. Mas hoje eu estou mais forte. Um mês.
...clap, clap, clap, clap, clap...
quarta-feira, 10 de janeiro de 2007 | By: Mandi

A bunda

É, ela mesma. A tal. A bunda.
No texto Lista de Rejeições, a Jujuba falou sobre aquele instinto masculino de olhar para qualquer bunda. Toda mulher conhece uma história engraçada ou passou por uma situação constrangedora por conta dessa falta de controle que eles têm de admirar a tal da bunda.
Ontem eu estava discutindo sobre o tal do texto com um amigo e ele fez algumas observações válidas para serem registradas por aqui.
Ele explicou que os homens olham para a bunda das mulheres por puro reflexo. Pior, um reflexo que não pode ser controlado. Ao meu ver, talvez uma falha de transmissão naqueles dois bilhões de neurônios que eles têm a mais. Dois bilhões a mais que servem para... apreciar uma bunda.
Se fica pior do que isso? Óbvio, eles são homens... O amigo contou uma história sobre uma colega da faculdade, que apesar de não ter bunda, tem "uma bela comissão de frente", como ele relatou. Até aí tudo bem. Mas, sempre que a tal colega passa, eles ignoram a comissão de frente, até porque eles já sabem como é, mas fazem questão de olhar para a bunda dela, na esperança de algo ter mudado. Quem sabe aquela fartura da frente alcançou a traseira, ele e os colegas justificam.
Para eles não importa se é bonita, feia, gostosa, se tem ou se não tem bunda. Eles vão continuar olhando e a gente tem de aceitar isso. Ou, pelo menos, ignorar...
Mas a tal da fixação "bundal" masculina foi parar na televisão. Estava na academia, MTV ligada para distrair quem está na esteira. Eu fico ouvindo música, tento ignorar a tal, mas hoje não teve jeito. A MTV americana tem uns programinhas idiotas que transformam as pessoas. Tudo para ficar parecido com seus ídolos. Malhação pesada, cirurgias plásticas, nada é obstáculo para quem quer ficar parecida com a Jennifer Lopez ou quer ser coelhinha da Playboy.
Só que nesse programa, a história era outra. Um cara apaixonado pela cantora Beyoncé escolheria, entre seis garotas, a sua versão pessoal da artista. Para pegar, mesmo. "My own (Minha própria) Beyoncé" rolando, a primeira candidata a ser chutada era uma gordinha. Uma delas, no entanto, tinha uma bunda gigante, apesar de não ser, de longe, nem a mais bonita, nem a mais parecida com a tal da Beyoncé, nem a mais talentosa... Ela não era nada mais. Só a mais bunduda. E o cara falou que ela tinha um corpo maravilhoso. Tava na cara, ou melhor, na bunda, que ela ia ganhar.
E assim foi feito. Tinha uma garota concorrendo que, além de cantar bem, era muito bonita e bem parecida com a artista em questão. Quem ganhou? Raimunda, feia de cara e boa de bunda, como diriam meus primos.
Então é isso. Eles continuam olhando, a gente continua fingindo que não vê.
E que Deus abençoe a bunda.
terça-feira, 9 de janeiro de 2007 | By: Jujuba

Lista de rejeições

Pensei em escrever um texto falando sobre as minhas frustrações, dúvidas, ansiedades e todas essas coisas que são inerentes às mulheres.
Mas achei mais inteligente – ou apropriado – se eu escrevesse sobre a minha famosa lista de rejeições.
Sim, porque mulher exigente tem sempre uma lista de coisas que os homens não podem ter, fazer ou falar. Porque quebra o encanto de qualquer uma.

Mas eis que o destino nos prega peças. Já encontrei homens com todos esses quesitos, mas gostei deles mesmo assim. Aliás, gosto. E gostarei.
O que um homem não pode ter, fazer ou falar:

Primeiro: Usar gel no cabelo. Não há nada mais broxante. Um cabelo que você não pode passar a mão, aquele aspecto artificial, brilhante, nojeeeeento. Não, não e não.

Usar tênis com meia esticada. Tá. Esse item não tem nada a ver, mas me irrita profundamente o fato de usarem tênis com aqueles meiões de futebol e esticarem a dita cuja da meia até o joelho. Quase paralela ao fim da bermuda. Bah, visão do inferno.

Usar camisa dentro da calça apertada com um cinto. Tudo bem, depende do estilo de cada um, mas em geral não me agrada.

Usar camiseta regata justinha no corpo. Além de ser ridículo, coloca em dúvida a sexualidade do cara.

Palitar os dentes e arrotar em seguida. Enfim. Não há muito a se dizer.

FALAR DE OUTRAS MULHERES. Só deve ser feito quando se quer dar um belo pé na mulher interlocutora.

Olhar pra bundas alheias (essa é em sua homenagem, Ma). Não tem nada mais escroto do que vc estar conversando com um cara e ele descaradamente secar as bundas que passam.

Não prestar atenção no que a gente fala. Principalmente quando tá passando um jogo de futebol na televisão. Ou quando, em vez de olhar nos nossos olhos, olham pro nosso peito.

Vomitar na sua frente. Lamentavelmente, vc sempre acaba lembrando desse episódio e pode comprometer o desempenho futuro.

Coçar o saco. E como diz Mandi, arrumar as bolas! Sabe quando dá aquela ajeitadinha... hahahahahahahha

Usar muitos acessórios. Não gosto de correntes, de pulseiras, de anéis e derivados. No máximo um relógio e olhe lá.
Acho que é ‘só isso’.
Se você é homem, assinale os itens que vc se identificou e assine sua sentença de morte. Boa sorte!

Insônia

Ontem à noite tive insônia. Eis o resultado:
Estava tentando dormir. Neste momento, um turbilhão de pensamentos passou pela minha mente, me levando a lembrar da primeira vez que me apaixonei. Eu tinha 14 anos. Foi também a primeira e única vez na vida que eu chorei por um cara. Talvez aquela promessa que eu fiz para mim mesma, naquele dia em que eu vi o objeto de minha paixão beijando a minha melhor amiga, tenha sido a mais sincera e a que melhor cumpri nesses 14 anos, desde que tudo aconteceu. Certamente, foi uma lição dura de aprender, mas a experiência me valeu para que nunca mais se repetisse... em termos. Anos depois, a mesma amiga ficou com um ex-namorado que tinha me pedido para voltar com ele. Mas isso é outra história. Porque desta vez eu não chorei.
Aliás, aprendi a lição tão bem que eu já sabia o que tinha acontecido antes que qualquer pessoa me contasse. E a mente voa direto para o terceiro colegial, aula de literatura com a queridíssima professora Beth, falando sobre digressão...
Poxa, 14 anos desde que eu me apaixonei pela primeira vez... Será que eu estou ficando velha ou será que a nossa geração começou a se apaixonar cedo demais?
Eu tenho uma dificuldade muito grande com as palavras. Na realidade, meu problema é com os significados. Talvez isso seja mais um dos meus delírios, coisa de quem passa muito tempo envolvida com as tais palavras... Mas eu evito muitas delas, por acreditar que seus significados são fortes demais.
Um exemplo. Eu detesto a palavra amor. As pessoas usam demais, como se fosse sabonete. E não é bem assim, parece que ninguém se dá conta do que significa, no mundo real, amar alguém. Amor não é aquela besteira que Hollywood vende aos montes. Amor é coisa do dia-a-dia, que se cultiva, se nutre. O amor exige cuidado, paciência, amizade, compreensão. E isso tudo, só para começar.
Exige companheirismo, certeza de que você tem alguém para contar, seja para te ajudar a superar um momento ruim ou simplesmente ligar no meio da tarde para contar que viu uma coisa engraçada na rua. Exige disposição para se aprender sobre o outro, dedicação para descobrir algo novo no outro, diariamente. Para concluirimos, mesmo depois de tanto tempo passado, que seríamos capazes de passar a vida inteira descobrindo e conhecendo mais sobre aquela pessoa. Encantando-se diariamente.
O apaixonar-se, creio eu, é diferente. É como um vício, você cria dependência daquela pessoa. Às vezes se torna algo negativo, quando não se é correspondido. Ou, ainda que seja, mas as pessoas não podem ficar juntas por determinado motivo. Eu costumava acreditar que, se duas pessoas querem ficar juntas, elas ficam. Acho que a vida está me fazendo mudar de opinião. Mas a tal da paixão pode ser altamente destrutiva, nesses casos.
Eu tive uma dessas uma vez. Acreditem, foi a melhor coisa que me aconteceu. Não só porque eu fiquei tão mal que eu não conseguia nem comer e emagreci dez quilos (sim, é um comentário fútil, mas quem pode me condenar?), mas porque hoje eu olho para trás e percebo como é patético sofrer por quem não nos dá a mínima. Hoje eu sou mais forte.
E, é claro, como é bom ressurgir na frente da razão do seu sofrimento com um ar superior - ou, nas palavras da minha amiga Gisele Maria, linda, loira e japonesa. E magra. No meu caso, feliz e de bem com a vida, no melhor estilo coluna social.
Se eu me tornei insensível?
Não, de maneira alguma. Eu me permito me encantar, vez por outra, acreditar que num mundo com cerca de 6 bilhões de pessoas, deve haver um cara legal procurando por uma doida como eu. Solteiro, de preferência. E que saiba jogar xadrez.
É, as coisas podiam ser simples, como quando eu era criança e achava que os meninos só serviam para saco de pancadas...
Bom, chega por hoje. Quem sabe eu, agora, consigo dormir.
sexta-feira, 5 de janeiro de 2007 | By: Mandi

Sobre homens e baratas – qualquer semelhança é mera coincidência

Se eu estou de mau humor hoje? Péssimo.
Não consegui acordar cedo para ir à aula de pilates. Mas, cá entre nós, acordar às 6h30 para estar na academia pouco antes das 7h30 é praticamente desumano. Óbvio que neste sono, entre às supostas 6h30 e as reais 9h30 em que acordei, tive o meu sonho simplezinho e que eu nem lembro sobre o que era, invadido pelo cara. É, aquele cara, que geralmente invade meus pensamentos em plena luz do dia, quando estou acordada.
Desta vez, ele foi entrando no meu sonho sem pedir licença alguma.
Pior, depois que acordei percebi o naipe do delírio. Terrível essa história de mente feminina torturada por expectativas improváveis. Enfim, atire a primeira pedra quem nunca passou por isso...
Aí o cara, é, aquele cara, diz no meu sonho... bom, não importa o que ele disse, porque não é da conta de ninguém... Mas, só para os desavisados, não rolou sacanagem no sonho. Aliás, sacanagem foi o que ele me disse no meu sonho, como se não bastasse a realidade em si já ser difícil. Foi praticamente o PCC do sono.
Deveria haver uma lei de proteção pessoal que proibisse o cara de invadir meus sonhos. Pronto, é isso. Já decidi. Tá proibido. Área. Se aparecer de novo, eu acabo com a sua festa e acordo. Tá, tá, tá?! Vamos ver quem pode mais.
(E nesse momento eu percebo o quão patético é eu discutindo comigo mesma sobre uma alucinação onírica. Mandi, get a life, sweetie!)
Aí eu acordei. Com cara de velório.
Fui tomar café e ir para a academia. Afinal, exercitar-se é preciso e é um momento em que eu consigo desligar e esquecer da vida.
O resto do dia transcorreu sem problemas. Para chegar em casa à noite, ligar a TV e estar passando um filme sobre baratas. Não tenho nada contra elas. Um certo nojo, na verdade.
Outro dia tinha uma circulando pela redação do jornal. Foi esmagada, acidentalmente, pelo Evaldo. Ele nem viu, a pobre. Aí foi um fuzuê para recolher seu exoesqueleto prensado sob a sola do sapato do Novelini... A lição disso tudo? Todos nós temos nossas baratas para matar e nossos baratos para nos arruinar...
O barato sempre sai caro. E a barata sempre sai morta.
Que os delírios parem por aqui.