sábado, 6 de agosto de 2011 | By: Mandi

A criptonita de um relacionamento

Todo super-herói tem um inimigo mortal. Super-homem, por exemplo, tem Lex Lutor. Homem-Aranha tem o Duende Verde, entre outros. Batman também tem vários, mas o principal é o Curinga. Todos homens. Nós, mulheres, super-heroínas da realidade do dia a dia, também temos nossos grandes inimigos. Só que, para a gente, eles são subdivididos em áreas e momentos das nossas vidas.

Exemplo: no meu relacionamento com meu namorado eu tenho diferentes "super-inimigos". Vão desde as admiradoras dele, como eu já contei aqui, até os eletrônicos em geral. Celulares. Eu tenho ódio mortal de celulares em geral, mas como o celular do meu namorado parece ser uma extensão de seu corpo, meu ódio é maior ainda.

Sempre que eu ligo para o celular de alguém, pergunto se a pessoa pode falar. Daí cabe à pessoa do outro lado da linha ser sincera ou não. Meu namorado, na maior parte das vezes, não dispensa as pessoas que ligam para ele de maneira rápida e eficiente. E o celular dele toca. E toca. E toca. Toca tanto que, hoje em dia, depois de muitas brigas e discussões a respeito, ele deixa o celular no vibra e só atende em alguns casos. A não ser que ele esteja com um desejo incontrolável (e até mesmo inconsciente) de encher o saco. Daí ele faz tudo o contrário.

Outro dia saí para caminhar em uma pista aqui perto de casa e vi um casal. A mulher ficou pendurada no celular por mais de meia hora, enquanto o namorado esperava, pacientemente. Se fosse eu no lugar dele, provavelmente teria feito uma das duas opções a seguir: 1. teria saído andando e deixado ela sozinha; 2. teria arrancado o celular da mão dela, jogado no chão e pisado em cima. E sim, eu sou capaz de fazer isso. É exatamente por conta disso que meu namorado começou a ficar mais esperto e não abusar.

Não precisamos nem entrar na questão de que ele também adora falar ao celular enquanto está dirigindo e como isso me irrita...

Mas se você pensa que o celular é o único inimigo desta relação, está enganada... Há também a internet. O namorado é viciado em internet. Na minha casa tem wireless e, durante um bom tempo, toda vez que ele vinha aqui, a primeira coisa que fazia era pegar seu iPod Touch e baixar e-mails, acessar redes sociais, etc. Não joguei o iPod no chão, mas saí fora e deixei ele plantado sozinho. Melhorou bastante depois disso.

Finalmente chegamos ao X-Box. Vídeo-game.

Hoje, sábado, ele marcou de jogar com uns amigos. Tudo bem que seriam apenas casais, mas eu desisti de ir. Porque toda vez que a gente vai na casa de algum amigo para que eles joguem, as mulheres ficam de lado, esquecidas. Neste caso há um lado bom e outro ruim. O lado bom é que as meninas são ótimas, incríveis e a gente dá muitas risadas. São amigas queridas. O lado ruim é que meu namorado mal fala comigo quando tem games envolvidos. Todo mundo lá já é casado, então os casais se veem todo dia, dormem e acordam juntos. Eu só vejo o meu namorado no fim de semana.

Com este texto posso até soar como a namorada chata, carente, mimada. Não sou. Meu namorado tem liberdade para fazer o que quiser, quando quiser. O problema é que hoje, sábado a noite, ele preferiu o inimigo. E nem percebeu.
sábado, 30 de julho de 2011 | By: Mandi

Educação


Sara Arranz. Se alguém um dia me perguntasse qual professora marcou de maneira mais profunda a minha vida, esta seria a resposta. E olha que lá se vão mais de 25 anos que eu frequentei sua sala de aula, na época lá no Polinho. Depois dela, tive muitas professoras, algumas muito queridas, mas ninguém como ela.

Quem já foi aluno da Sara certamente deve guardar por ela o mesmo carinho que eu guardo. Tente imaginar uma professora que sabia ser firme e ao mesmo tempo doce com seus alunos. Atenciosa, carinhosa, prestativa. Tudo bem que ela foi minha professora na pré-escola, mas ela foi determinante para que eu me sentisse à vontade no ambiente escolar que, confesso, durante muito tempo não foi o meu favorito.

Depois da Sara, foi a vez da dona Florinda, na 1a. série. Seria impossível calcular quantas pessoas dona Florinda alfabetizou. E como ela era brava, meu Deus. Ou não, talvez eu é que fosse uma praguinha… 

Bem, mais ou menos. Digamos que eu era metida a esperta, porque sempre fui estimulada a aprender em casa, já chegando alfabetizada na escola. Daí, já viu, aprendia muito rápido e usava o restante do tempo para azucrinar com os outros.

Na segunda série foi a Maria Aparecida. Outro dia nos encontramos e ela me reconheceu, o que me deixou muito feliz. Minha mãe era professora e nem sempre reconhecia os alunos que a cumprimentavam com a velha pergunta “professora, lembra de mim?”

Foi na terceira série que as coisas começaram a se complicar. Em vez de uma professora para tomar conta da classe, eram duas. Dona Marlene era tudo de bom. Já havia sido professora do meu irmão e era um doce. A outra, dona Hosana… bem, nós nunca nos entendemos. A bronca era recíproca, mas eu sempre a respeitei. Respeito dentro e fora da sala de aula ou em qualquer momento/situação da vida é essencial.

Célia e dona Esther, esta última irmã da dona Florinda, foram as professoras da quarta série. Da quinta série em diante comecei a ter vários professores, um para cada matéria. Dona Manna, de Educação Moral e Cívica, Maria Inês, de matemática, Márcia, de inglês, Cidinha (mãe do cantor Mateus Sartori), de Educação Artística… É impossível citar todas.

O mais importante é que, desde a Sara até os professores da pós-graducação e dos cursos paralelos que fiz, cada um contribuiu de alguma forma para o que eu sou hoje. Assim como aquelas pessoas que não são professores por ofício, mas que sempre estiveram dispostos a me ensinar algo novo.

Tente imaginar, então, quem foi o professor que marcou a sua vida. De que maneira ele contribuiu para a sua formação, não só acadêmica, mas também como ser humano. Agora, pense como o professor é ridiculamente desvalorizado em nossa sociedade. Como o salário que ele recebe transforma um dos ofícios mais dignos e importantes do mundo em um trabalho de quinta categoria.
Absurdo, não?

Outro dia, quando os parlamentares aprovaram o aumento absurdo e abusivo de seus salários, ouvi o jornalista Chico Pinheiro comentar que o maior salário do Brasil deveria ser o do professor. E mais, que nenhum político pudesse ganhar mais do que um professor.

Sem contar que é uma carreira que deve estar com um défict de profissionais, já que o Ministério da Educação está fazendo propagandas dizendo que o professor é o profissional mais importante para o desenvolvimento de uma nação. Eu concordo, mas pergunto: se o professor é o profissional mais importante para o desenvolvimento de uma nação, então porque seu salário é tão ridículo?


Vida longa ao Rei

Quem acompanha este espaço provavelmente sabe que música é uma de minhas grandes paixões. Beatles, em especial. Mas hoje não pretendo falar sobre os quatro rapazes de Liverpool. Na verdade, este texto é dedicado a outro grande artista que também faz parte de minha formação musical: Roberto Carlos. E à minha mãe, responsável pela presença dele em minha vida e provavelmente uma das maiores fãs do Rei que eu conheço (e, acredite, já conheci muitos).

O texto abaixo foi escrito no dia 19 de abril, data em que Roberto Carlos completou 70 anos. As palavras abaixo são fruto de coisas que eu observei em algumas redes sociais ao longo daquele dia. Entre pessoas que amam ou não Robertão.


Sendo filha de uma fã fiel de Roberto Carlos (outro dia até sonhei que estava conversando com ele e consegui apresentar minha mãe a seu ídolo, pode?!), posso dizer o seguinte: se você não gosta de Roberto Carlos, é porque não conhece a obra dele suficientemente bem para emitir opinião. Ou não entende nada de música.

Não é preciso ser fã, como a minha mãe, por exemplo. Basta se despir dos preconceitos e evitar 90% das coisas que ele fez dos anos 80 em diante (porque, realmente, tem muita coisa que teria sido melhor se Robertão não tivesse tornado público). As fãs que cresceram, amadureceram e estão envelhecendo com ele, entretanto, não veem problemas nas canções desprovidas de inspiração. Basta que sejam do Rei. Então, vamos a ele...

"Roberto Carlos hoje completa 70 anos. Ele é o ídolo da minha mãe, que reina único em seu coração. Ano passado, ele completou 50 anos de carreira. Eu ainda vou fazer 33 anos. Ou seja, ele está na vida de dona Fátima há muito mais tempo do que eu. Não que eu queira comparar o amor que ela nos dedica, nada disso. Na verdade, o que eu quero dizer é que, pelo bem ou pelo mal, ele também sempre esteve presente em minha vida.

Sou capaz de cantar todas as suas músicas. Algumas, eu adoro. Outras, eu odeio. Mas a verdade é que eu posso amar ou odiar porque eu conheço cada uma delas o suficiente para isso. Daí vem o fato de eu ficar muito brava quando alguém começa a meter o pau no cara por ignorância ou pura birra.

Sou eu quem acorda, todo domingo de manhã, com a voz do Roberto Carlos vindo da cozinha. É ele quem tem feito companhia para a minha mãe diariamente, nos últimos 50 anos. Foi ele que a ajudou a superar momentos ruins. Foi ele quem embalou os momentos mais felizes da vida dela. E, se pararmos para pensar, minha mãe não é a única. Quantos homens e mulheres por aí são fiéis a este artista pelos mesmos motivos que ela?

Eu passei a minha infância, adolescência e vida adulta ouvindo suas músicas. Quando eu era criança, e a gente viajava para Minas, era daqui até lá com 10 fitas do Robertão para apenas uma das crianças (com Balão Mágico e cia). Na adolescência, não podia nem ouvir o nome de Roberto Carlos. Depois de adulta, reconheci a importância dele na música brasileira e fiz as pazes com a sua obra.

Não gosto de todas as suas músicas. Mas as que eu gosto, eu gosto de verdade. Não da mesma maneira como a minha mãe gosta, é claro. E ainda sou capaz de apostar: duvido que da minha geração em diante exista fãs tão fiéis e apaixonados por um artista como os fãs de Roberto Carlos são por ele.

Hoje em dia, tudo é muito descartável. E, como diriam Lennon & McCartney, "And in the end the love you take is equal to the love you make" (O amor que você leva é igual ao amor que você dá). Long live the king! Vida longa ao rei!

Tec, tec, tec


Dia desses, navegando pela internet, me deparei com uma matéria muito interessante no jornal norte-americano “The New York Times”: as pessoas estão redescobrindo as máquinas de escrever. Obviamente que eles estavam se referindo aos cidadãos norte-americanos. É impossível negar, entretanto, que as teclas, tão comuns em nossas vidas, estão cada vez mais próximas do fim. Mas, vamos por partes.

Quando eu fiz 14 anos, estava louca para começar a trabalhar e começar a ganhar meu próprio dinheiro. Meu avô, então, fez a oferta: vá estudar datilografia que você poderá trabalhar comigo. Era 1993 e eu fui.

Na época, estudei no Guarani, que ficava em uma casa antiga – que hoje não existe mais – em frente à Telefonica, no Centro de Mogi. Nós começavamos com uma máquina de escrever antiga, daquelas pretas, de “mil novecentos e bolinha”. Conforme nossa técnica ia evoluindo, as máquinas que usávamos também melhoravam.

Nunca explicaram porque usávamos as máquinas mais antigas antes. Aos 14 anos, eu também não me preocupei em perguntar. Hoje, acredito que seja porque as máquinas mais antigas eram mais duras e pesadas, enquanto as mais novas eram mais sensíveis e leves. A evolução técnica não incluia somente o conhecimento do teclado e a rapidez, mas também a força com a qual batiamos no teclado.

Eu ficava tão entediada que, depois de um tempo, comecei a levar música escondido. Colocava o fone de ouvido escondido embaixo da roupa, cobria as orelhas com o cabelo e pronto, botava Ramones para tocar. Acredite ou não, eu datilografava de maneira muito mais rápida e cadenciada com a música.

Hoje em dia, entretanto, é difícil encontrar quem ainda aprende datilografia em máquinas de escrever. No século 21, as pessoas aprendem digitação em teclados de computadores. Quando aprendem de maneira tradicional, pois os computadores são cada vez mais comuns nas vidas das pessoas e o tec-tec no teclado passa a ser intuitivo. Ou, como muita gente gosta de definir sua habilidade, coisa de quem está “catando milho”.

Ter estudado datilografia foi uma das melhores coisas que fiz na vida. É um aprendizado que uso diariamente, na minha vida e no meu trabalho. Ganho muito tempo quando meus dedos no teclado conseguem acompanhar o meu pensamento.

E ainda há o teclado. Em breve, entretanto, não haverá mais teclado da maneira como conhecemos. O teclado caminha a passos largos em direção ao mundo virtual. Isso já acontece em telefones celulares, com touch screen. Você toca na tela para escolher o que quer fazer, para discar números… O que dizer, então, dos tablets como o iPad, que está a caminho de substituir até mesmo os computadores. Não agora, mas em breve.

Tudo tão distante daquele charmoso telefone instalado na sorveteria e doceria Santa Helena. Aquele, antigo, que parece uma carinha feliz. E o telefone de disco? Ninguém mais disca os números, todo mundo digita.

É assim que o mundo evolui. Quem acompanha esta evolução, fica maravilhado com este “admirável mundo novo”, ao mesmo tempo em que não consegue evitar as saudades do que já foi um dia.
A tecnologia é sensacional, especialmente quando conseguimos explorar todas as suas possibilidades. Ou pelo menos tentar. O tec tec tec do teclado, entretanto, sempre terá o seu charme. 
quarta-feira, 27 de julho de 2011 | By: Mandi

A Bruxinha Gigi


Era uma sexta-feira à tarde. A mãe tentava controlar a curiosidade da filha, que estava em pé sobre o banco do trem. Queria ver as pessoas que passavam do lado de fora. Agitação típica de quem ainda está descobrindo o mundo.
“Filha, deixa a moça sentar”, disse a mãe. A menina olhou para mim, sem interesse, e puxada pelo braço materno, sentou-se. Eu sorri e me sentei,  feliz por ter encontrado um lugar no trem cheio. Coloquei o fone de ouvido para ouvir música e percebi que, com isso, me tornei foco de atenção da garota.
Poucas estações depois, lá estava ela, em pé sobre o banco novamente. Quase em cima de mim. A mãe, sem graça, ralhou com ela. “Filha, olha a moça. Você está atrapalhando ela”. Minha deixa para tirar o fone de ouvido e responder: “Não tem problema, não”. Olhei para a menina e perguntei: “Como é seu nome, mocinha?”
Não houve resposta, só um olhar do tipo “minha-mãe-falou-para-eu-não-conversar-com-gente-estranha”. A mãe, por sua vez, foi solidária a mim e sussurrou: “Giovana, você não vai falar o seu nome para a moça?!”. Nada. Só uma negativa tímida com a cabeça.
“Giovana é o seu nome? Que bonito, parece nome de princesa. Por um acaso você é uma princesa, Giovana?”. Outra negativa com a cabeça. Alguns segundos pensando e... “Não, eu sou uma bruxinha. Igualzinha a bruxinha Lili”. Sorri, um pouco sem entender, desatualizada dos novos clássicos infantis.
A mãe veio em meu auxílio: “A Giovana se encantou por um filme, A Bruxinha e o Dragão", por causa desta personagem, a bruxinha Lili. Porque, na verdade, a Lili não é uma bruxinha, mas sim uma fada”. Achei o máximo. Foi a primeira menina que conheci que preferia ser uma bruxinha com alma de fada a uma princesa.
“Aha... Então você é uma bruxinha? Que legal!”, eu disse nos últimos segundos de atenção que ela me deu, até se concentrar em um biscoito Passatempo que sua mãe oferecia. “Quer, moça?”, ofereceu a mãe, simpática. “Não, obrigada”.
A mãe de Giovana me contou que a filha acabara de fazer três anos. É uma leonina determinada, que apesar da pouca idade, já surpreende os pais com seu gênio forte transformado em respostas inesperadas. Como no seu aniversário, quando o pai insistia em filmá-la enquanto ela brincava. “Papai, não me filma porque agora eu quero brincar”.
Achei graça. A mãe desabafou: “Fomos para São Paulo para a Giovana ir ao médico, lá no Ibirapuera. Por conta de 15 minutos de atraso, o médico foi embora. Dia perdido”, lamentou.
Enquanto ela me contava isso, eu pensava com os meus botões na situação caótica do serviço de saúde no Brasil. Em como 15 minutos de atraso em São Paulo era pouco, se comparado com a dificuldade de uma mãe circular com uma criança de três anos pelo trem, metrô, ônibus, a pé... Que há médicos que consideram sua função como um outro trabalho qualquer, não um serviço essencial. Fiquei com raiva do médico que deixou a pequena Giovana na mão, torcendo para que ela usasse seus poderes de bruxinha-fada para puní-lo.
“Mas está tudo bem com ela?”, perguntei. “Tá, tem que estar, né?!”, me respondeu a mãe, desanimada. A estação delas chegou, Giovana já pulava no corredor do trem, com sua Passatempo meio mastigada na boca. “Vamos, filha. Chegamos. Você não vai dar tchau para a moça? Manda um beijo para ela”, dizia a mãe, enquanto se levantava.
Naquele ponto, eu já sabia que Giovana só fazia o que queria.
Giovana se aproximou de mim, me abraçou e me beijou. Um beijo cheio de farelos de Passatempo, é verdade. Mas foi o jeito dela de selar nossa amizade.
terça-feira, 26 de julho de 2011 | By: Mandi

Coisas da infância



Dia desses, no supermercado, lá estava ele. Em uma gôndola, o achocolatado mais legal (e gostoso) que a minha geração já conheceu. Brown Cow não era um simples achocolatado, era uma daquelas coisas que, de tão gostosas, era preciso se comportar muito bem para merecer que sua mãe comprasse. Diferente dos demais produtos, ele era líquido, parecendo uma calda. Tudo em que a gente colocasse, ficava bom. Era tão bom que até puro era uma delícia.

Com o tempo, o achocolatado sumiu das prateleiras e de nossas vidas. E agora está de volta (como o próprio rótulo diz). O susto ao reencontrar este velho companheiro de infância foi tão grande, que tirei uma foto com o meu celular e postei na internet. Imagine só o paradoxo: a tecnologia do celular 3G diante de um achocolatado dos anos 80.

Por alguns segundos, fiquei olhando a embalagem tendo de tomar uma difícil decisão: pegar um e trazer para casa, em uma tentativa de reviver o sabor da infância ou deixá-lo ali, na gôndola, preservando a memória do que foi um dia. Fiquei com a segunda opção.

Lá no fundo eu sabia que o sabor não seria o mesmo. Pelo menos não para mim. Misturar o achocolatado ao leite não iria trazer de volta as férias de julho em que meus primos vinham de Bragança Paulista para ficar na casa da minha avó, que comprava várias coisas gostosas para o café. E como a gente brincava (e brigava), e dava risada e se divertia demais com as fitas de vídeo alugadas na Livroeton.

Na internet, não demorou muito para que os amigos fizessem seus comentários. Todos reagiram da mesma maneira diante do retorno do achocolatado: encantados. Aqueles que compraram, se dividiram entre os que achavam que o sabor era o mesmo da infância e aqueles que achavam que não era mais a mesma coisa.

Não sentir o mesmo sabor que ficou guardado na memória é perfeitamente compreensível. É incrível essa capacidade que temos de lembrarmos das coisas de uma maneira melhor do que realmente eram. Especialmente se as lembranças vêm da infância.

As pesssoas sempre acham que a sua infância foi melhor que a dos outros. Especialmente se estes outros são de gerações diferentes. Os adultos sempre dizem que as crianças de hoje em dia não estão tendo infância, porque todos os brinquedos são eletrônicos, eles não têm a oportunidade de brincar na rua, a violência é muito grande…

Pode ser que eles não tenham a oportunidade de fazer o que nós, adultos, fizemos na nossa infância. Tudo bem. Eles estão vivendo a infância deles, com o que essa época oferece de bacana. E tem muita coisa legal. Só é diferente.

Brincar é aprender, é reproduzir comportamentos que as crianças veem os adultos tendo. É prepará-los para o futuro. Houve uma época em que brincávamos de escolinha, escritório, casinha. O brincar de hoje em dia prepara as crianças para um futuro repleto de tecnologia.

As lembranças deles certamente serão muito diferentes das nossas. Assim como as nossas são diferentes das de nossos pais e avós. E, por mais diferentes que sejam as lembranças da infância de cada geração, uma coisa todos nós temos em comum: aquela saudade danada de um tempo em que as coisas pareciam mais simples, gostosas e legais.  
sexta-feira, 15 de julho de 2011 | By: Mandi

Dia do Homem



Já vou dizendo, logo de cara: sou contra. Sou contra o dia do homem tanto quanto sou contra o dia da mulher. E vou logo explicando: estas datas são tão exploradas pela mídia e pelo comércio que perderam a razão de ser. Então, eu pergunto: você sabe por que 15 de julho é dia do homem? Eu não sabia, então fui atrás para tentar descobrir. Achei no site d'O Boticário.

Segundo o texto, a data foi sugerida/criada pelo ex-presidente da antiga União Soviética, Mikhail Gorbachev, com o apoio da Organização das Nações Unidas. A meta real deste dia é muito digna: conscientizar os homens sobre como é importante que eles se cuidem, principalmente em termos de saúde. 

Segundo o Ministério da Saúde, do total de mortes na faixa etária entre os 20 e 59 anos, 68% são homens. Já de acordo com o IBGE, a expectativa de vida do brasileiro é de 68,9 anos - 7,6 anos a menos do que da brasileira. Por quê? Porque o homem não se cuida, não vai ao médico... Alguém aí já viu um homem doente e se perguntou onde estaria o tal sexo forte?

E o exame de próstata, então? O Instituto Nacional do Câncer indica que o câncer de próstata é a segunda causa de morte por câncer entre os homens no Brasil (o primeiro é o de pulmão), com cerca de   52 mil novos casos por ano. Isso é o que foi diagnosticado, já que muitos homens evitam o exame de toque retal por pura ignorância e machismo. 

Agora eu pergunto: será que eles acham que a gente gosta de ir ao ginecologista? Se pensam que sim, já vou dizendo: não. Só que a gente tem de ir a vida inteira, enquanto eles só precisam fazer o exame de próstata depois dos 50 anos.

Todo dia 8 de março, os homens reclamam da injustiça de existir um dia da mulher, mas não do homem. Bem, existe um dia do homem há mais de 10 anos. Daí, os homens reclamam que é injusto haver um dia do homem porque, assim como no dia dos pais, são eles que pagam a conta (eu juro que vi esse comentário no Facebook). Me contive para não perguntar se a mulher dele não trabalha, porque, afinal, a maioria de nós trabalha e paga suas próprias contas. 

Ou seja: eles sempre vão reclamar. Não todos, mas muitos. Pior: ainda se acham os principais provedores da família, por mais que as mulheres trabalhem, seja nas tarefas domésticas, que são importantes para manter uma casa funcionando, seja no mercado profissional, onde a maioria ainda tem salários menores que dos homens, desempenhando as mesmas funções, muitos homens ainda não se tocaram de que o mundo mudou.

Sou contra qualquer tipo de vitimização, seja masculina ou feminina. Vitimização é coisa de pessoas fracas, independentemente do gênero.

Ainda bem que há homens que não compactuam com este tipo de ignorância. Homens, não moleques. A eles, sim: feliz dia do homem.

segunda-feira, 11 de julho de 2011 | By: Mandi

Genética, benção ou maldição?

Toda vez que a gente se olha no espelho, tem essa dúvida: seria a genética uma benção ou uma maldição? Depende do que chamar a sua atenção primeiro ou por mais tempo.

Sempre que me olho no espelho, agradeço a genética por ser alta e ter o cabelo liso - o que pode ser tanto bom quanto ruim, depende da ocasião. Mas para por aí... logo começo a amaldiçoar a genética que me deu essa tendência a acumular gordura, por mais que eu emagreça.

Mas, hoje em dia, só tem uma coisa que me incomoda mais do que os quilos a mais - que eu já estou cuidando de eliminar, com muita força de vontade para ter passado a noite de quinta-feira ao lado de um chocolate e não ter aberto ele...

A maldita genética é responsável pelos cabelos brancos, que começaram a brotar em minha cabeça quando eu tinha apenas 18 anos e agora, aos 32, estão cada vez mais insistentes. Eu passei os últimos dois anos e meio tentando voltar à cor original do meu cabelo, depois de uma fase ruiva de farmácia. Se eu consegui? Claro!

O problema é que, agora, com os fios brancos, eu vou ter que voltar a pintar. A péssima notícia para mim é que não existe tintura da cor do meu cabelo... Vou ter de me conformar com o que tem. E esse é só o começo.
sexta-feira, 8 de julho de 2011 | By: Mandi

Sorte do dia



Alguém aí lê horóscopo?

Eu lia, quando era adolescente. Como diria Sheldon Cooper, do "The Big Bang Theory", eu costumava ser uma daquelas pessoas que compartilhava o delírio coletivo de que planetas e estrelas teriam alguma influência em minha vida, em meu destino. Foi assim até eu começar a trabalhar em um jornal e descobrir como os horóscopos são feitos. Ou, pelo menos, o que alguns meios de comunicação fazem...

A verdade é que é tudo uma grande besteira.

Eu não sei dizer se existe algum tipo de comprovação científica ou é apenas uma grande coincidência o fato de eu ser libriana e ter grandes dificuldades de tomar decisões. Será que a gente desenvolve nossa personalidade de acordo com o que a gente ouve dizer sobre o nosso signo, ou só conseguimos enxergar no outro as características relativas ao signo dele, ignorando todas as outras? Loucura, não?!

E aquele negócio de atração astral, então? É, realmente, sua vida amorosa será determinada pelo forma como seus signos combinam. Vamos ver: se eu combinasse o meu signo com os de dois de meus ex-namorados - relações que duraram 3 e 7 meses respectivamente, temos 100% e 75% de afinidade na relação. Já o meu namorado, com quem estou há quase 4 anos, temos só 44% de afinidade.

Meu ponto? O mesmo de sempre: não importa o seu signo ou o do seu namorado(a). O que importa é se vocês conseguem se levantar e seguir em frente a cada queda, a cada obstáculo no caminho. E são muitos obstáculos, que nem os astros são capazes de prever.

No final das contas, é isso que importa. Isso e mais um monte de coisas que a gente só entende vivenciando o dia a dia de uma relação.
quarta-feira, 29 de junho de 2011 | By: Mandi

Das nossas diferenças



Dia desses eu estava navegando pela internet e dei de cara com a foto aí em cima. Se você ainda não os conhece, estes são Sophie Dahl e Jamie Cullum. Ela é uma modelo e escritora, além de cozinheira de mão cheia que gravou uma série chamada "Delicious Miss Dahl", em que mostrava sugestões de pratos de acordo com seu estado de espírito, intercalando com histórias, memórias e citações literárias. Demais. Ele é um cantor e pianista com uma pegada pop-jazzística bem legal, que já veio ao Brasil inúmeras vezes.

Sophie Dahl tem 1.80m. Jamie Cullum tem 1.64m. Eles são casados.

Quando fiquei sabendo que os dois estavam juntos, achei muito legal. São duas pessoas talentosas e, pelo que vi nas fotos, parecem estar bem felizes. O problema é que a única coisa que as pessoas prestam atenção é na altura deles.

Daí comecei a pensar em como a gente se apega a detalhes e deixamos de lado o todo. Eu sou dois centímetros mais alta que o meu namorado. Pode parecer pouco, mas como sou grandona e ele é magrelo, fica parecendo que eu sou bem maior. E é claro que não ajudou, há alguns anos, quando conheci o primo dele, o fato de o cara ter dito: "Nossa, ela é maior que você", antes mesmo de dizer oi. Para este primo é fácil: ele tem 1.90 e, dificilmente, vai arrumar alguém mais alto que ele.

Mas, convenhamos. O que são nossas alturas comparado a todo o resto que temos? Nossa história, nossas risadas, tudo aquilo em que acreditamos e vivemos? Não é nada.

Nós vivemos em uma sociedade muito preconceituosa. A mulher não pode (ou não deve) ser mais alta, mais gorda, mais velha, mais inteligente, mais isso ou aquilo que o homem. Para com isso!!! Enquanto deixarmos que as pessoas pensem desta maneira, estaremos impedindo a nós mesmas e outras pessoas de serem felizes por puro preconceito machista.

A época das cavernas já foi.

Hoje em dia, não precisamos mais de um homem mais forte ou mais sábio para nos proteger e nos prover. Somos capazes de nos proteger, de ganhar nosso sustento e cuidar de uma família. Somos capazes de amar alguém sem esperar que este alguém se encaixe nos padrões sociais (ou biológicos, em alguns casos).

Eu sou a favor das diferenças. E, acima de tudo, sou a favor do amor.
sexta-feira, 24 de junho de 2011 | By: Mandi

Coisa de novela



Eu vou ser sincera: eu não curto novelas. Há muitos, mas muitos anos mesmo, eu não vejo uma novela das 8 ou 9, sei lá. Recentemente, tentei ver o remake de "TiTiTi", porque foi uma novela que marcou minha infância. Chegou um momento que eu não aguentava mais.

Quando eu era criança, achava graça quando minha tia Salete, que não tinha televisão em casa - por opção - ia na casa dos meus avós e acompanhava o papo entre minha avó e minha mãe. Fulano que brigou com beltrano, o vestido de casamento de sei lá quem, o bebê que nasceu. Elas discutiam com tal paixão e intimidade que, de repente, minha tia perguntava: mas sobre quem vocês estão falando? "Sobre tal novela", dizia minha mãe ou minha avó. Virou piada interna.

Meu avô também curtia novelas, especialmente aquelas que passavam na faixa das 10 horas em canais como a Manchete. "Dona Beija", com a Maitê Proença linda de morrer, era a sua favorita. Ele tinha gravado em VHS. Se estivesse vivo, provavelmente teria visto a reprise que passou recentemente no SBT. E ele curtia de verdade, não eram só os banhos de cachoeira. Ele e minha avó viajaram diversas vezes para Araxá e tinham livros sobre a personagem.

Mas o mais engraçado era quando meu avô, de sacanagem, misturava o nome de atores, personagens e situações de diversas novelas. Um exemplo: chamar o Sassá Mutema (Lima Duarte em "O Salvador da Pátria") de Sinhozinho Malta (o mesmo Lima Duarte, mas em "Roque Santeiro"), e dizer que ele estava apaixonado por Dona Beija (que fazia uma professora em "O Salvador da Pátria"). Era uma baita confusão.

Recentemente, minha mãe se rebelou contra as novelas. Agora ela prefere os enlatados americanos, séries com tramas que se resolvem mais rapidamente. De certa maneira, eu a acompanho nesse vício. Resolvemos instalar a Sky HD em casa, que grava programas (uma espécie de TiVo). E o que ela está gravando? Uma novela, é claro. "Vale Tudo".

Todo dia, bate 19 horas, lá vai ela ver sua novela. Aguardando, mais uma vez, o assassinato de Odete Roitman, a banana do Marco Aurélio para o Brasil, Maria de Fátima dando mais um golpe, o próximo porre da Heleninha...

Vai entender essa coisa de novela.
domingo, 19 de junho de 2011 | By: Mandi

A Complexa Arte de Ser Mulher nas redes sociais

A gente é moderna, benhê!

Quer acompanhar o que rola na mente por trás de A Complexa Arte de Ser Mulher, além deste blog?

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E lembre-se: amor é diferente de paciência. Não é porque você ama alguém que sua paciência será longa e duradoura.
quarta-feira, 8 de junho de 2011 | By: Mandi

Dia dos Namorados

A alguns dias do Dia dos Namorados brasileiro, o assunto só poderia ser amor, relacionamentos, romance, presentes. Ok, tá todo mundo de saco cheio de saber que o Dia dos Namorados acontece na véspera do Dia de Santo Antonio, o santo casamenteiro (ou dos encalhados).

Nesta época do ano, nos dividimos entre solteiros e comprometidos. Entre os solteiros, há aqueles que comemoram a liberdade ou não estão nem aí para a data. Daí tem aqueles que odeiam o fato de estarem sozinhos - ou encalhados - e fazem longos discursos contra o consumismo, etc e tal. E, de boa, não tem nada mais loser do que isso. Se você está infeliz por conta de uma data destas, recolha-se a sua miséria e não estrague a felicidade alheia. Inveja é muito feio.

No meu último Dia dos Namorados solteira, em 2007, tive uma ideia junto com um grupo de amigos. O jantar dos desnamorados, que até virou post aqui. Foi, muito provavelmente, uma das coisas mais engraçadas e bacanas que eu já fiz na vida. A receita é simples: junte amigos que são legais e não estão nem aí para esta data (ou que pelo menos não demonstrem isso), vá para um restaurante legal e dê muita, mas muita risada.

Está certo quem diz que a felicidade está nas coisas simples da vida. Mas, e o presente? Bom, siga o meu raciocínio: compre um presente para você mesma. Use o dinheiro que usaria para comprar o presente para seu namorado e compre algo bacana para você. A vantagem é que a chance de você errar com você mesma é mínima. Vá lá, você merece. Afinal, não é segredo que a pessoa que você tem de amar em primeiro lugar é você mesma.

Agora, se você está em um relacionamento, a história é outra. Há casais que comemoram a data - jantar, presente, romance - e há aqueles que não comemoram a data. Para aqueles que não comemoram a data por achar uma babaquice comercial, realmente, é uma babaquice comercial. Ainda assim, um pouco de romance nunca é demais.

Atire a primeira pedra a mulher que não curte ser surpreendida com flores, uma declaração apaixonada completamente inesperada?

A verdade, pelo menos para mim, é que não importa o dia. Importa que atitudes românticas, ainda que vez ou outra, servem para nos lembrar como tudo começou.

terça-feira, 7 de junho de 2011 | By: Mandi

Eu e meu clone


Todo ano é a mesma coisa. Basta o frio chegar e parece que, de repente, sou substituída pelo meu clone. Um clone do mal, uma versão piorada de mim. Mal-humorado, inchado, preguiçoso, introspectivo, antissocial... e guloso. Praticamente um Garfield da vida.

Na verdade, eu sei que não é um clone. Sou eu, na minha pior forma. 

Cada pessoa se dá melhor com um tipo de clima. No meu caso, o calor me faz muito bem. Durante os meses quentes, tenho disposição para quase tudo. Até para ir à academia, que não é lá minha atividade favorita. 

Bastou chegar o frio, entretanto, que eu começo a ficar estragada. Minhas doenças respiratórias crônicas são as primeiras a aparecer, para dar as boas-vindas ao frio. Em seguida, e por consequência, minha presença na academia começa a ficar cada vez mais rara. O ponteiro da balança começa a subir, com a ajuda do chocolate, especialmente do chocolate quente. E de todos os outros quitutes que acompanham o frio, com ou sem chocolate. 

Minhas roupas começam a ficar apertadas. A preguiça de me arrumar para sair é cada vez maior. E a bola de neve (uma metáfora bastante apropriada) vai ficando cada vez maior.

Há pessoas que se sentem bem no frio, entretanto. São aqueles que conseguem enxergar o que há de melhor nessa época do ano. Não estou entre elas, mas as respeito.

Sinto saudades do calor. Diariamente.


segunda-feira, 6 de junho de 2011 | By: Mandi

Coisas de diva

Toda mulher é um pouquinho diva... O significado de diva é deusa. Geralmente é a palavra que utilizamos para definir uma mulher que tem um talento extraordinário, que é notável. Mas também pode ter um sentido pejorativo, quando esta mulher notável se esquece de que é humana, como qualquer outra pessoa, e resolve que deve ser tratada de maneira diferente. Ela começa a acreditar que está acima de tudo e de todos.

Estes dias eu tive uma grande decepção. Uma mulher que eu admirava por sua força e talento se revelou uma diva no pior sentido da palavra.

De uma hora para a outra, resolveu que é melhor do que todo mundo. Que a humanidade está aqui para servir a seus anseios e caprichos. E não é bem assim.

Todos nós temos talentos, qualidades e defeitos. Mas, acima de tudo, todos nós somos humanos. Todo mundo erra e acerta, acerta e erra. Inclusive as divas, por mais notáveis e talentosas que sejam. E sem que isso precise ser transformado em um escândalo.

Que tal se todas nós cultivássemos o lado do talento e da beleza das divas que existem em nós? Que tal trancar o lado insuportável, mimado e cheio de caprichos em algum outro lugar, longe dos olhos e ouvidos das pessoas? Não que ele nunca mais vá se revelar. Isso é impossível, porque, mais uma vez, somos todas humanas.

Eu sempre fui da opinião que tão importante quanto o que você diz é como você diz. Trabalhar com comunicação só serviu para reforçar esta ideia. Essa é outra lição para todos nós. Gritar, espernear e escandalizar não é a melhor maneira de ser ouvida.

Eu sempre me lembro da frase dita pelo tio de Peter Parker em "Homem-Aranha". Com todo grande poder vem sempre uma grande responsabilidade. Se você conquistou a atenção das pessoas e elas estão ouvindo você, de alguma maneira, este é um grande poder. Use-o com responsabilidade.

E poupe o mundo de sentir vergonha alheia por conta do que você diz - e, pior ainda, de como diz. Lembre-se que nada na vida é eterno e que quanto maior a altura, maior o tombo.

Afinal, o chão é o limite. E nenhuma diva está livre de ir parar no divã.
sexta-feira, 3 de junho de 2011 | By: Mandi

Ah, vá?!

Na semana passada, bombou na internet a história de um grupo de pesquisadores Universidade de Heriot-Watt, na Escócia, que chegou à brilhante conclusão de que assistir a comédias românticas faz com que as pessoas criem expectativas irreais - e até mesmo perigosas - em relação aos relacionamentos da vida real. 


Ah, vá?!


Se você acompanha A Complexa Arte de Ser Mulher, já sabe disso há muito tempo. Comédias românticas são apenas uma evolução dos contos de fadas. Mas foi necessário um estudo científico para comprovar o que todo mundo já sabe. Foram analisados 50 filmes. Tomei a liberdade de fazer breves comentários sobre alguns filmes que fizeram parte da pesquisa.


Do Que as Mulheres Gostam - Mel Gibson é um machista sofre um acidente, começa a ouvir os pensamentos das mulheres e se aproveita disso para passar a perna em sua chefe, Helen Hurt. No meio do caminho, ele se transforma em um cara legal, se apaixona por ela e se arrepende do que fez. O que está errado: se nem nós sabemos o que nós queremos, como um homem como o Mel Gibson poderia saber? Fala sério! 


O Casamento do Meu Melhor Amigo - Se você passou a vida inteira fazendo doce para um amigo que sempre te deu mole e, assim que ele arrumou outra, você percebeu que ele é o amor da sua vida - igual a Julia Roberts neste filme, esquece. Você merece ficar sozinha no final da história, assim como ela. 






Escrito nas Estrelas - Homem conhece mulher, eles passam uma noite inacreditável, mas ela prefere acreditar que, se for para eles ficarem juntos, o destino se encarregará disso. No filme, ela escreve o telefone dela em um livro e ele escreve o telefone dele em uma nota de 5 dólares. Não vou contar o que acontece para não sacanear com quem ainda não viu, mas... Se você acredita em destino, tem algo errado com você. Relacionamentos precisam de muito esforço. Ou você não está me acompanhando no Blog da Mulher? 


O Príncipe e Eu - Quem aí ainda cai no conto do príncipe encantado? Um príncipe dinamarquês que se disfarça de intercambista e se apaixona por uma plebeia? Não merece comentários...


Eu acredito que todas nós temos o direito de sonhar, vendo estes filmes. Eu vi todos os filmes que fizeram parte da pesquisa. Mas, no final das contas, não podemos nos esquecer de que comédias românticas são ficção. Na vida real é preciso muito mais humor para se encarar um relacionamento. 


Até a próxima!

quinta-feira, 26 de maio de 2011 | By: Mandi

Blog da Mulher

Já tem um tempinho que eu estou planejando algumas novidades aqui para A Complexa Arte de Ser Mulher. A primeira delas já está no ar: agora, além de você encontrar textos sobre nossas complexidades aqui neste endereço, você também poderá encontrar no Blog da Mulher. 

O primeiro deles, Todo Mundo Quer Amar, já está no ar. Confira!


domingo, 22 de maio de 2011 | By: Mandi

Academia

Eu tenho verdadeiro horror de ir à academia.

Já disse isso tantas vezes por aí, que até perdi as contas.

Infelizmente, em nome da saúde, qualidade de vida e, é claro, boa forma, as pessoas são obrigadas a contrariar sua natureza sedentária e ir se exercitar. Pela praticidade, acaba ganhando a academia.

Há duas semanas, estava tão revoltada com a academia que pensei em largar tudo. Para evitar o pior, pedi ao instrutor que mudasse o meu treino. Está funcionando, mas o que eu gostaria que mudasse, de verdade, é a paisagem da academia.

Eu não entendo, por exemplo, porque o ambiente precisa ser barulhento. Televisão e rádio brigam entre si para ver qual está com o volume mais alto. Precisa, de verdade? Para tentar criar uma barreira de isolamento, levo minha própria música. Coloco o fone de ouvido e... o barulho externo é tão grande que vaza... E, de repente, me vejo obrigada a aumentar o volume. No fim, quem pagará por isso, um dia, serei eu. Vou ficar surda, com toda certeza.

Daí tem o desfile interminável de tipinhos típicos. Até já falei um pouco a respeito deles por aqui. Tem a garota que já não é tão garota assim, mas que independentemente do frio que está fazendo, vai sempre com sua blusinha de alça com estampa de oncinha. Aquela mesma, que quando ela deita para levantar peso, dá para ver os seios dela. Difícil saber se é consciente ou inconsciente. E, se você faz isso, fique atenta. Não é legal.

Daí entra aquela história: academia não é desfile de moda. Discordo das revistas femininas que dizem que a academia é um bom lugar para você paquerar. Paquerar na academia é meio que um ato desesperado. Use em última instância. Isso significa que não vale a pena você usar maquiagem, perfume e roupas apertadas. O perfume vai começar a feder quando você começar a suar. A maquiagem vai derreter, eventualmente. E as roupas apertadas vão prejudicar seus movimentos.

Eu adoraria encontrar alguma atividade física que me fosse mais atraente. Mas, mais uma vez, sou um ser intelectual, sedentário e preguiçoso. Ainda assim, eu luto contra a minha natureza, com todas as forças.

Um dia eu conto se, no meu caso, vale a pena. E no seu, vale?
 
quinta-feira, 5 de maio de 2011 | By: Mandi

Eu e meu gato

O gato da foto é o meu namorado. Não, não o bichano de quatro patas, mas o moço que está segurando o gatinho.

A história deste post começa por conta de uma foto. Não essa foto aqui do lado, mas a foto do perfil do meu namorado em uma rede social. Foto que, como essa daqui, fui eu que tirei. E, modéstia à parte, ele saiu lindão.

Modéstia porque eu consegui capturar a essência dele, todas as coisas boas que este cara carrega dentro de si - e olha que não são poucas. Com um plus: o olhar apaixonado dele (que parece que é para quem está olhando a foto, mas não é, era para mim!!! rs). Sem contar que os olhos dele estão abertos, coisa rara de se conseguir. É preciso uma técnica especial...

Depois de quase 20 elogios sobre como ele estava lindo na foto e suspirinhos irritantes, cansei e resolvi botar a boca no mundo.

É dura essa vida de namorada de homem público... A mulherada precisava se tocar que ele é um homem público, não homem DO público. 


Foi o suficiente para surgirem inúmeros comentários e acusações de ciúmes. Então, chegou o momento de eu contar a minha versão da história.


Nossa história começou com um empurrãozinho de um casal de amigos. A gente meio que já se conhecia e se falava pelo MSN, mas nada concreto. Era um papo muito legal e tal, mas eu não fazia ideia de qual era a dele. Por quê? Porque ele é um cara muito atencioso, não só comigo, mas com TODO MUNDO, de crianças a idosos, de conhecidos a desconhecidos. E, quando alguém é atencioso com você, fica fácil confundir quais são as suas reais intenções. 


Foi por isso que eu levei tudo muito de boa, sem me empolgar muito. Porque não tinha como ter certeza alguma do que estava rolando. Cá entre nós, todo mundo passa por isso. Aquele frio na barriga, saber o que vai acontecer no minuto seguinte... Bem, levou muito mais que minutos, mas dias - acho que até semanas - para eu descobrir o que estava acontecendo de verdade.


Meu namorado é um cara conhecido. É professor universitário, publicitário, está sempre cercado de gente. Muita gente. E ele é sociável. Muito sociável. Daí que nem todo mundo (a mulherada) entende que ele é legal, e não que ele está dando mole. 


Tem muita mulher que passa por isso, acredito eu. 


Isso porque, hoje em dia, a mulherada não se dá ao respeito. Não estou querendo ser moralista, mas falta um pouco de desconfiômetro. Eu confio no homem que escolhi para estar ao meu lado. Só não vou fingir que o desenfreado assédio feminino não me irrita, porque irrita. Eu não tenho sangue de barata. O mais curioso é que as outras ainda não sacaram que não têm chances. E, quanto a isso, eu não poderia estar mais segura.

Uma amiga sugeriu que, quando eu escrevesse este post, fizesse uma espécie de manual explicando como é ser namorada do meu namorado, como ele foi conquistado. Na verdade, não há segredo, só uma boa dose de autenticidade: eu sou mais eu. E, ao que me parece, ele também é.
terça-feira, 3 de maio de 2011 | By: Mandi

Cabelo

Cabelo, para mim, nunca foi um problema. Pelo menos na maior parte do tempo. Nunca precisei fazer escova, chapinha, progressiva... Para falar a verdade, o desespero que a maioria das mulheres sente por conta do cabelo rebelde, eu sentia ao contrário. A rebeldia do meu cabelo sempre foi ser liso demais.

Também nunca tive dó de cortar o cabelo. Cabelo cresce, eu sempre respondia a quem me questionava se eu tinha certeza. Meu único arrependimento foi o de nunca ter vendido meu cabelo. Por duas vezes, deixei mais de 30 centímetros para trás. Isso deve valer alguma coisa...

Aos 18 anos, surgiu o primeiro fio de cabelo branco. É curioso como apenas um fio se transformou em um exército de fios nos últimos anos, especialmente depois que a genética conquistou um reforço fantástico do ambiente, depois do ano que eu morei nos Estados Unidos com uma família maluca.

Aliás, foi lá que eu resolvi matar uma vontade que eu sempre tive: ter cabelo vermelho. Mantive a cor ao longo de bons três ou quatro anos... até que a tragédia se abateu sobre a minha cabeça. Ou melhor, sobre o meu cabelo. Foi quando eu aprendi uma lição que toda mulher deve saber: você pode trair a si mesma, mas nunca, de maneira alguma, traia sua cabeleireira. 

Eu cometi este pecado mortal certa vez. O resultado foi que, em vez de voltar para casa com o meu cabelo vermelho, voltei com ele cor de laranja, manchado. Até hoje, sinto arrepios macabros quando me lembro desta história. E o pombo que fez isso está amaldiçoado até a 15a. geração. Também tive de cortar o cabelo, na tentativa de melhorar seu aspecto manchado.

Daí resolvi deixar o cabelo crescer e tirar o vermelho de vez. Levou mais de um ano, usando o cabelo curto. Agora, estou deixando crescer de novo, mas a invasão dos brancos está me deixando maluca. Como será que estes malditos conseguem se multiplicar tão rápido? Vou ter que pintar. Só que não existe nenhuma tinta que seja da cor do meu cabelo. Vou ter de me conformar com algo próximo.

O pior de tudo, na verdade, é que ninguém entende a ligação de uma mulher com o seu cabelo e a razão de ficarmos tão sensíveis quando os homens não reparam nele. Às vezes eu vejo estes programas de transformação do visual e os cabeleireiros (geralmente homens) sempre insistem em tosar a juba da mulherada. Quando a gente quer cortar o cabelo, a gente corta. Quando não quer, e nos obrigam, é como se estivessem cortando um pedaço da gente. Porque, na verdade, é.

Cabelo para mulher é acessório. Quando eu tinha cabelo vermelho, não podia usar várias cores, porque o vermelho se sobressaia e não combinava. Ainda assim, eu não me importava, porque era legal demais.

Não importa a cor, não importa o corte, não importa o tipo de cabelo. O que importa é encontrarmos um(a) cabeleireiro(a) que nos faça feliz...
sábado, 30 de abril de 2011 | By: Mandi

Justiça divina

Jujuba, minha irmãzinha não de sangue, mas de alma e coração, frequentemente questiona a mim, aos outros e até a si própria:

Afinal, qual é o critério da justiça divina?

Bom, vamos do começo. Eu não faço ideia se realmente existe algum ser divino. Consequentemente, seria muito difícil para mim acreditar na existência de uma justiça divina e, mais ainda, que esta justiça divina seguisse algum tipo de critério.

Se eu acreditasse, entretanto, em um ser divino, por consequência eu certamente seguiria a crença nacional de que Deus é brasileiro. Sendo o Brasil um país maravilhoso, mas com uma moral bastante flexível, aposto que o critério da justiça divina, assim como o da justiça brasileira, é dos mais flexíveis e duvidosos.

Outro dia, conversando com um amigo que comemorava seu aniversário - e mais ainda o fim de seu "inferno astral" - surgiu o assunto da justiça divina. Entre inferno astral e justiça divina, prefiro acreditar na justiça divina. "Mas, você sabe como é, né? Deus é brasileiro, e assim como a justiça brasileira é lenta e ineficiente, não duvido que a justiça divina siga os mesmos moldes", eu disse a ele.

Conclusão: o critério da justiça divina é não ter critério. Então, se a justiça divina não tem critério, cabe a nós, seres humanos, termos e mantermos nosso critério. E critério é o seguinte: você pode fazer o que quiser, mas aguente as consequências. Boas ou más. Mais do que isso: o mundo dá voltas, de verdade. Se você fizer mal para alguém, o mal um dia volta para você. Se alguém fizer mal para você um dia, o mal volta para este alguém. Se você fizer bem para alguém, o bem sempre volta. Da mesma maneira que se alguém te fizer um bem, o bem voltará para a pessoa.

Em reumo: esqueça o critério da justiça divina por um momento e pense na ciência. Toda ação tem uma reação. Lembre-se das aulas de Física e da terceira lei de Newton. Daí sim, tudo começará a fazer sentido.

Cuide de você mesma e deixe que Deus, se ele existe, preocupe-se com outras coisas.


quinta-feira, 28 de abril de 2011 | By: Mandi

Hora da faxina


Hoje começamos uma faxina geral aqui no A Complexa Arte de Ser Mulher. Baixou o santo da limpeza digital em mim. Quero mexer neste espaço, deixá-lo mais bonito, rever algumas coisas que escrevi, deixar somente o que vale a pena e interessa por aqui.

Aliás, essa mania de arrumação que nós mulheres temos é praticamente uma piada pronta. Mesmo que a gente relaxe vez ou outra, não conheço uma mulher que não dê piti com a possibilidade de alguém descobrir sua bagunça. É uma compulsão mais forte do que comer chocolate escondido na TPM quando se está de dieta.

Não sei dizer se foi nos Simpsons ou em outro enlatado americano, que a família contrata uma faxineira e a dona da casa se põe a limpar tudo. Quando o homem questiona a razão de ela estar fazendo aquilo, ela explica: "Imagina que eu vou deixar a empregada chegar aqui e ver tudo sujo e desarrumado". Ou seja, perde-se o propósito da presença da faxineira.

Quando eu era criança, tínhamos uma faxineira. Dona Zulmira era o máximo, mas... minha mãe sempre dava uma geralzinha básica na casa antes de a sexta-feira chegar, trazendo a dona Zulmira.

Agora, que estou convidando todo mundo para a minha casa aqui na blogosfera, sinto aquela tensão que só aparece quando há dois X no seus genes... Quero que você seja recebida(o) em um lugar bacana, bonito, limpo e arrumado.

Então, seja bem-vinda(o)!

PS: Caso você ainda não tenha reparado, agora também estamos no Facebook e no Twitter! Acesse, compartilhe, curta, divirta-se!
segunda-feira, 25 de abril de 2011 | By: Mandi

Das nossas decisões

O bom de ser mulher é isso: a gente pode mudar de ideia o quanto quiser porque isso faz parte do que somos. Há pouco mais de um mês, resolvi dar um tempo aqui deste espaço. Hoje, entretanto, senti uma compulsão muito forte de escrever aqui. Porque este espaço é meu. Tanto quanto qualquer perfil em Twitter ou Facebook. Aqui eu posso desabafar, sem aparecer na timeline de ninguém...

E o que eu posso dizer é que hoje eu estou triste. Um pouco menos triste do que eu estava ontem e muito mais do que provavelmente estarei amanhã. Mas eu sei que eu sou responsável por esta tristeza, porque ela é o resultado de uma decisão muito difícil.

Diariamente nós tomamos inúmeras decisões, que nos afetam com diferentes intensidades. Do momento que você acorda até o momento em que vai dormir, do momento em que nascemos, até o que morremos, decisões são tomadas por nós mesmos e por outras pessoas. Não importa por quem. Ela sempre vai nos afetar de alguma maneira.

Há, ainda, aquelas decisões que tomamos, mas que algum tempo depois, resolvemos voltar atrás. E há aquelas que por mais que a gente queira voltar atrás, a gente não volta porque sabe que estamos fazendo a coisa certa. Por mais que machuque agora, nunca se deve adiar uma decisão. Antes tarde do que nunca? Não, antes cedo do que tarde. Porque quanto mais tarde vai ficando, mais próximo do nunca você chega.

Um dos posts mais lidos neste blog é Ligar ou não ligar, eis a questão. Escrevi este texto há quase cinco anos. E muita, mas muita coisa mudou neste período. Sempre que vejo os comentários, percebo como as nossas inseguranças nos impedem de fazer as coisas, quando não deveriam.

Então, o que eu tenho a dizer é o seguinte: toda vez que você tomar uma decisão - isso inclui a decisão de ligar ou não - esteja preparada(o) para as consequências. Ligar pode resultar em uma surpresa boa ou má para você, é muito difícil prever, especialmente daqui, onde estou. Não ligar pode resultar em continuar com a cabeça cheia de dúvidas e se arrepender por tempo indeterminado por não ter seguido seus instintos.

Ah, os instintos. Todos nós temos. Mas os ignoramos para seguir conselhos de amigos ou de uma jornalista maluca que escreve um blog sobre a complexa arte de ser mulher... Então, já que você veio aqui atrás de conselhos, eu só tenho um: siga os seus instintos. Porque, lá no fundo, a gente sempre sabe. A resposta está sempre dentro da gente. É assim que a gente sabe se somos correspondidas, se não somos, se estamos sendo traídas... A gente sempre sabe.

O mais importante: esteja preparada(o) para as consequências. Se precisar chorar, chore. Se passar dias sentindo que levou um soco na barriga, conforme-se. Ressaca moral? Um dia passa. E se a consequência for algo bom, aproveite. Porque logo vai aparecer outra decisão para você tomar.
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011 | By: Mandi

Novas complexidades

Com o passar do tempo, eu mudei. Consequência de muitos acontecimentos em minha vida. Isso faz parte da vida de qualquer pessoa, não importa se é homem ou mulher. Não é uma justificativa, mas uma explicação do motivo de eu não escrever aqui com constância.

Há 3 anos eu comecei a namorar. Há oito meses, mudei de emprego. São recomeços diários.

Nem tudo, então, acaba girando em torno de relacionamentos.

Neste momento, uma coisa que ocupa minha cabeça - ok, admito, isso já acontece há algum tempo - é a minha relação com a balança. No final do ano passado eu emagreci seis quilos com muitos exercícios e dieta. Festas de fim de ano, férias e um ataque de refluxo que não me deixava respirar (e eu pensava que era asma, até ir à médica e ser devidamente diagnosticada e tratada), me tiraram da academia. E, óbvio, da dieta.

O resultado? Quatro quilos a mais na balança.

Então, se no fim do ano passado eu estava a 5.5 kg de atingir minha meta, agora estou a 9.5 kg... Mais uma destas complexidades de ser mulher.

Espero estar de volta. Provavelmente você acabará acompanhando meus encontros e desencontros durante a reeducação alimentar. É isso. Vamos nessa.