quarta-feira, 29 de junho de 2011 | By: Mandi

Das nossas diferenças



Dia desses eu estava navegando pela internet e dei de cara com a foto aí em cima. Se você ainda não os conhece, estes são Sophie Dahl e Jamie Cullum. Ela é uma modelo e escritora, além de cozinheira de mão cheia que gravou uma série chamada "Delicious Miss Dahl", em que mostrava sugestões de pratos de acordo com seu estado de espírito, intercalando com histórias, memórias e citações literárias. Demais. Ele é um cantor e pianista com uma pegada pop-jazzística bem legal, que já veio ao Brasil inúmeras vezes.

Sophie Dahl tem 1.80m. Jamie Cullum tem 1.64m. Eles são casados.

Quando fiquei sabendo que os dois estavam juntos, achei muito legal. São duas pessoas talentosas e, pelo que vi nas fotos, parecem estar bem felizes. O problema é que a única coisa que as pessoas prestam atenção é na altura deles.

Daí comecei a pensar em como a gente se apega a detalhes e deixamos de lado o todo. Eu sou dois centímetros mais alta que o meu namorado. Pode parecer pouco, mas como sou grandona e ele é magrelo, fica parecendo que eu sou bem maior. E é claro que não ajudou, há alguns anos, quando conheci o primo dele, o fato de o cara ter dito: "Nossa, ela é maior que você", antes mesmo de dizer oi. Para este primo é fácil: ele tem 1.90 e, dificilmente, vai arrumar alguém mais alto que ele.

Mas, convenhamos. O que são nossas alturas comparado a todo o resto que temos? Nossa história, nossas risadas, tudo aquilo em que acreditamos e vivemos? Não é nada.

Nós vivemos em uma sociedade muito preconceituosa. A mulher não pode (ou não deve) ser mais alta, mais gorda, mais velha, mais inteligente, mais isso ou aquilo que o homem. Para com isso!!! Enquanto deixarmos que as pessoas pensem desta maneira, estaremos impedindo a nós mesmas e outras pessoas de serem felizes por puro preconceito machista.

A época das cavernas já foi.

Hoje em dia, não precisamos mais de um homem mais forte ou mais sábio para nos proteger e nos prover. Somos capazes de nos proteger, de ganhar nosso sustento e cuidar de uma família. Somos capazes de amar alguém sem esperar que este alguém se encaixe nos padrões sociais (ou biológicos, em alguns casos).

Eu sou a favor das diferenças. E, acima de tudo, sou a favor do amor.
sexta-feira, 24 de junho de 2011 | By: Mandi

Coisa de novela



Eu vou ser sincera: eu não curto novelas. Há muitos, mas muitos anos mesmo, eu não vejo uma novela das 8 ou 9, sei lá. Recentemente, tentei ver o remake de "TiTiTi", porque foi uma novela que marcou minha infância. Chegou um momento que eu não aguentava mais.

Quando eu era criança, achava graça quando minha tia Salete, que não tinha televisão em casa - por opção - ia na casa dos meus avós e acompanhava o papo entre minha avó e minha mãe. Fulano que brigou com beltrano, o vestido de casamento de sei lá quem, o bebê que nasceu. Elas discutiam com tal paixão e intimidade que, de repente, minha tia perguntava: mas sobre quem vocês estão falando? "Sobre tal novela", dizia minha mãe ou minha avó. Virou piada interna.

Meu avô também curtia novelas, especialmente aquelas que passavam na faixa das 10 horas em canais como a Manchete. "Dona Beija", com a Maitê Proença linda de morrer, era a sua favorita. Ele tinha gravado em VHS. Se estivesse vivo, provavelmente teria visto a reprise que passou recentemente no SBT. E ele curtia de verdade, não eram só os banhos de cachoeira. Ele e minha avó viajaram diversas vezes para Araxá e tinham livros sobre a personagem.

Mas o mais engraçado era quando meu avô, de sacanagem, misturava o nome de atores, personagens e situações de diversas novelas. Um exemplo: chamar o Sassá Mutema (Lima Duarte em "O Salvador da Pátria") de Sinhozinho Malta (o mesmo Lima Duarte, mas em "Roque Santeiro"), e dizer que ele estava apaixonado por Dona Beija (que fazia uma professora em "O Salvador da Pátria"). Era uma baita confusão.

Recentemente, minha mãe se rebelou contra as novelas. Agora ela prefere os enlatados americanos, séries com tramas que se resolvem mais rapidamente. De certa maneira, eu a acompanho nesse vício. Resolvemos instalar a Sky HD em casa, que grava programas (uma espécie de TiVo). E o que ela está gravando? Uma novela, é claro. "Vale Tudo".

Todo dia, bate 19 horas, lá vai ela ver sua novela. Aguardando, mais uma vez, o assassinato de Odete Roitman, a banana do Marco Aurélio para o Brasil, Maria de Fátima dando mais um golpe, o próximo porre da Heleninha...

Vai entender essa coisa de novela.
domingo, 19 de junho de 2011 | By: Mandi

A Complexa Arte de Ser Mulher nas redes sociais

A gente é moderna, benhê!

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E lembre-se: amor é diferente de paciência. Não é porque você ama alguém que sua paciência será longa e duradoura.
quarta-feira, 8 de junho de 2011 | By: Mandi

Dia dos Namorados

A alguns dias do Dia dos Namorados brasileiro, o assunto só poderia ser amor, relacionamentos, romance, presentes. Ok, tá todo mundo de saco cheio de saber que o Dia dos Namorados acontece na véspera do Dia de Santo Antonio, o santo casamenteiro (ou dos encalhados).

Nesta época do ano, nos dividimos entre solteiros e comprometidos. Entre os solteiros, há aqueles que comemoram a liberdade ou não estão nem aí para a data. Daí tem aqueles que odeiam o fato de estarem sozinhos - ou encalhados - e fazem longos discursos contra o consumismo, etc e tal. E, de boa, não tem nada mais loser do que isso. Se você está infeliz por conta de uma data destas, recolha-se a sua miséria e não estrague a felicidade alheia. Inveja é muito feio.

No meu último Dia dos Namorados solteira, em 2007, tive uma ideia junto com um grupo de amigos. O jantar dos desnamorados, que até virou post aqui. Foi, muito provavelmente, uma das coisas mais engraçadas e bacanas que eu já fiz na vida. A receita é simples: junte amigos que são legais e não estão nem aí para esta data (ou que pelo menos não demonstrem isso), vá para um restaurante legal e dê muita, mas muita risada.

Está certo quem diz que a felicidade está nas coisas simples da vida. Mas, e o presente? Bom, siga o meu raciocínio: compre um presente para você mesma. Use o dinheiro que usaria para comprar o presente para seu namorado e compre algo bacana para você. A vantagem é que a chance de você errar com você mesma é mínima. Vá lá, você merece. Afinal, não é segredo que a pessoa que você tem de amar em primeiro lugar é você mesma.

Agora, se você está em um relacionamento, a história é outra. Há casais que comemoram a data - jantar, presente, romance - e há aqueles que não comemoram a data. Para aqueles que não comemoram a data por achar uma babaquice comercial, realmente, é uma babaquice comercial. Ainda assim, um pouco de romance nunca é demais.

Atire a primeira pedra a mulher que não curte ser surpreendida com flores, uma declaração apaixonada completamente inesperada?

A verdade, pelo menos para mim, é que não importa o dia. Importa que atitudes românticas, ainda que vez ou outra, servem para nos lembrar como tudo começou.

terça-feira, 7 de junho de 2011 | By: Mandi

Eu e meu clone


Todo ano é a mesma coisa. Basta o frio chegar e parece que, de repente, sou substituída pelo meu clone. Um clone do mal, uma versão piorada de mim. Mal-humorado, inchado, preguiçoso, introspectivo, antissocial... e guloso. Praticamente um Garfield da vida.

Na verdade, eu sei que não é um clone. Sou eu, na minha pior forma. 

Cada pessoa se dá melhor com um tipo de clima. No meu caso, o calor me faz muito bem. Durante os meses quentes, tenho disposição para quase tudo. Até para ir à academia, que não é lá minha atividade favorita. 

Bastou chegar o frio, entretanto, que eu começo a ficar estragada. Minhas doenças respiratórias crônicas são as primeiras a aparecer, para dar as boas-vindas ao frio. Em seguida, e por consequência, minha presença na academia começa a ficar cada vez mais rara. O ponteiro da balança começa a subir, com a ajuda do chocolate, especialmente do chocolate quente. E de todos os outros quitutes que acompanham o frio, com ou sem chocolate. 

Minhas roupas começam a ficar apertadas. A preguiça de me arrumar para sair é cada vez maior. E a bola de neve (uma metáfora bastante apropriada) vai ficando cada vez maior.

Há pessoas que se sentem bem no frio, entretanto. São aqueles que conseguem enxergar o que há de melhor nessa época do ano. Não estou entre elas, mas as respeito.

Sinto saudades do calor. Diariamente.


segunda-feira, 6 de junho de 2011 | By: Mandi

Coisas de diva

Toda mulher é um pouquinho diva... O significado de diva é deusa. Geralmente é a palavra que utilizamos para definir uma mulher que tem um talento extraordinário, que é notável. Mas também pode ter um sentido pejorativo, quando esta mulher notável se esquece de que é humana, como qualquer outra pessoa, e resolve que deve ser tratada de maneira diferente. Ela começa a acreditar que está acima de tudo e de todos.

Estes dias eu tive uma grande decepção. Uma mulher que eu admirava por sua força e talento se revelou uma diva no pior sentido da palavra.

De uma hora para a outra, resolveu que é melhor do que todo mundo. Que a humanidade está aqui para servir a seus anseios e caprichos. E não é bem assim.

Todos nós temos talentos, qualidades e defeitos. Mas, acima de tudo, todos nós somos humanos. Todo mundo erra e acerta, acerta e erra. Inclusive as divas, por mais notáveis e talentosas que sejam. E sem que isso precise ser transformado em um escândalo.

Que tal se todas nós cultivássemos o lado do talento e da beleza das divas que existem em nós? Que tal trancar o lado insuportável, mimado e cheio de caprichos em algum outro lugar, longe dos olhos e ouvidos das pessoas? Não que ele nunca mais vá se revelar. Isso é impossível, porque, mais uma vez, somos todas humanas.

Eu sempre fui da opinião que tão importante quanto o que você diz é como você diz. Trabalhar com comunicação só serviu para reforçar esta ideia. Essa é outra lição para todos nós. Gritar, espernear e escandalizar não é a melhor maneira de ser ouvida.

Eu sempre me lembro da frase dita pelo tio de Peter Parker em "Homem-Aranha". Com todo grande poder vem sempre uma grande responsabilidade. Se você conquistou a atenção das pessoas e elas estão ouvindo você, de alguma maneira, este é um grande poder. Use-o com responsabilidade.

E poupe o mundo de sentir vergonha alheia por conta do que você diz - e, pior ainda, de como diz. Lembre-se que nada na vida é eterno e que quanto maior a altura, maior o tombo.

Afinal, o chão é o limite. E nenhuma diva está livre de ir parar no divã.
sexta-feira, 3 de junho de 2011 | By: Mandi

Ah, vá?!

Na semana passada, bombou na internet a história de um grupo de pesquisadores Universidade de Heriot-Watt, na Escócia, que chegou à brilhante conclusão de que assistir a comédias românticas faz com que as pessoas criem expectativas irreais - e até mesmo perigosas - em relação aos relacionamentos da vida real. 


Ah, vá?!


Se você acompanha A Complexa Arte de Ser Mulher, já sabe disso há muito tempo. Comédias românticas são apenas uma evolução dos contos de fadas. Mas foi necessário um estudo científico para comprovar o que todo mundo já sabe. Foram analisados 50 filmes. Tomei a liberdade de fazer breves comentários sobre alguns filmes que fizeram parte da pesquisa.


Do Que as Mulheres Gostam - Mel Gibson é um machista sofre um acidente, começa a ouvir os pensamentos das mulheres e se aproveita disso para passar a perna em sua chefe, Helen Hurt. No meio do caminho, ele se transforma em um cara legal, se apaixona por ela e se arrepende do que fez. O que está errado: se nem nós sabemos o que nós queremos, como um homem como o Mel Gibson poderia saber? Fala sério! 


O Casamento do Meu Melhor Amigo - Se você passou a vida inteira fazendo doce para um amigo que sempre te deu mole e, assim que ele arrumou outra, você percebeu que ele é o amor da sua vida - igual a Julia Roberts neste filme, esquece. Você merece ficar sozinha no final da história, assim como ela. 






Escrito nas Estrelas - Homem conhece mulher, eles passam uma noite inacreditável, mas ela prefere acreditar que, se for para eles ficarem juntos, o destino se encarregará disso. No filme, ela escreve o telefone dela em um livro e ele escreve o telefone dele em uma nota de 5 dólares. Não vou contar o que acontece para não sacanear com quem ainda não viu, mas... Se você acredita em destino, tem algo errado com você. Relacionamentos precisam de muito esforço. Ou você não está me acompanhando no Blog da Mulher? 


O Príncipe e Eu - Quem aí ainda cai no conto do príncipe encantado? Um príncipe dinamarquês que se disfarça de intercambista e se apaixona por uma plebeia? Não merece comentários...


Eu acredito que todas nós temos o direito de sonhar, vendo estes filmes. Eu vi todos os filmes que fizeram parte da pesquisa. Mas, no final das contas, não podemos nos esquecer de que comédias românticas são ficção. Na vida real é preciso muito mais humor para se encarar um relacionamento. 


Até a próxima!