Ontem à noite tive insônia. Eis o resultado:
Estava tentando dormir. Neste momento, um turbilhão de pensamentos passou pela minha mente, me levando a lembrar da primeira vez que me apaixonei. Eu tinha 14 anos. Foi também a primeira e única vez na vida que eu chorei por um cara. Talvez aquela promessa que eu fiz para mim mesma, naquele dia em que eu vi o objeto de minha paixão beijando a minha melhor amiga, tenha sido a mais sincera e a que melhor cumpri nesses 14 anos, desde que tudo aconteceu. Certamente, foi uma lição dura de aprender, mas a experiência me valeu para que nunca mais se repetisse... em termos. Anos depois, a mesma amiga ficou com um ex-namorado que tinha me pedido para voltar com ele. Mas isso é outra história. Porque desta vez eu não chorei.
Aliás, aprendi a lição tão bem que eu já sabia o que tinha acontecido antes que qualquer pessoa me contasse. E a mente voa direto para o terceiro colegial, aula de literatura com a queridíssima professora Beth, falando sobre digressão...
Poxa, 14 anos desde que eu me apaixonei pela primeira vez... Será que eu estou ficando velha ou será que a nossa geração começou a se apaixonar cedo demais?
Eu tenho uma dificuldade muito grande com as palavras. Na realidade, meu problema é com os significados. Talvez isso seja mais um dos meus delírios, coisa de quem passa muito tempo envolvida com as tais palavras... Mas eu evito muitas delas, por acreditar que seus significados são fortes demais.
Um exemplo. Eu detesto a palavra amor. As pessoas usam demais, como se fosse sabonete. E não é bem assim, parece que ninguém se dá conta do que significa, no mundo real, amar alguém. Amor não é aquela besteira que Hollywood vende aos montes. Amor é coisa do dia-a-dia, que se cultiva, se nutre. O amor exige cuidado, paciência, amizade, compreensão. E isso tudo, só para começar.
Exige companheirismo, certeza de que você tem alguém para contar, seja para te ajudar a superar um momento ruim ou simplesmente ligar no meio da tarde para contar que viu uma coisa engraçada na rua. Exige disposição para se aprender sobre o outro, dedicação para descobrir algo novo no outro, diariamente. Para concluirimos, mesmo depois de tanto tempo passado, que seríamos capazes de passar a vida inteira descobrindo e conhecendo mais sobre aquela pessoa. Encantando-se diariamente.
O apaixonar-se, creio eu, é diferente. É como um vício, você cria dependência daquela pessoa. Às vezes se torna algo negativo, quando não se é correspondido. Ou, ainda que seja, mas as pessoas não podem ficar juntas por determinado motivo. Eu costumava acreditar que, se duas pessoas querem ficar juntas, elas ficam. Acho que a vida está me fazendo mudar de opinião. Mas a tal da paixão pode ser altamente destrutiva, nesses casos.
Eu tive uma dessas uma vez. Acreditem, foi a melhor coisa que me aconteceu. Não só porque eu fiquei tão mal que eu não conseguia nem comer e emagreci dez quilos (sim, é um comentário fútil, mas quem pode me condenar?), mas porque hoje eu olho para trás e percebo como é patético sofrer por quem não nos dá a mínima. Hoje eu sou mais forte.
E, é claro, como é bom ressurgir na frente da razão do seu sofrimento com um ar superior - ou, nas palavras da minha amiga Gisele Maria, linda, loira e japonesa. E magra. No meu caso, feliz e de bem com a vida, no melhor estilo coluna social.
Se eu me tornei insensível?
Não, de maneira alguma. Eu me permito me encantar, vez por outra, acreditar que num mundo com cerca de 6 bilhões de pessoas, deve haver um cara legal procurando por uma doida como eu. Solteiro, de preferência. E que saiba jogar xadrez.
É, as coisas podiam ser simples, como quando eu era criança e achava que os meninos só serviam para saco de pancadas...
Bom, chega por hoje. Quem sabe eu, agora, consigo dormir.
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Amanda de Almeida. Tecnologia do Blogger.
A FRASE
"Eu sou a favor de manter armas perigosas longe das mãos dos tolos. Vamos começar com as máquinas de escrever"
Frank Lloyd Wright
Frank Lloyd Wright
É preciso ser uma mulher para estar disposta a entender a complexa arte de ser mulher. Eu disse disposta a entender, não simplesmente entender. Ser mulher, no sentido amplo ou específico da palavra, é estar pronta para fazer de sua vida uma arte. É saber que você sempre estará sozinha, ainda que esteja acompanhada. E que você nunca está sozinha, de verdade. A vida é cheia de complexidades. Mas apenas uma mulher é capaz de tornar as complexidades de sua vida uma arte.
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A Autora
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4 observações:
Terminei meu texto.
Mas depois de ler o seu, penso em descartá-lo.
Penso em criar algo mais engraçado, positivo e tals.
Talvez eu comece pela minha lista dos itens de rejeição. Há!
Beijo
amoreco... as pessoas quando querem ficar juntas... elas ficam... quem diz o contrário está mentindo... experiência própria... o que acontece é que existe muita gente do mal... e que está apenas querendo curtir... e nós, na maioria das vezes somos bobas demais pra perceber que a pessoa está só querendo fazer graça.... é isso.... beijinhos procê....
Marcinha
Bom, eu não sei jogar xadrez, vc sabe. Mas, sabe tb que eu te amo, né? O segredo é que o amor é muito mais que paixão ou que desejo. É contar, é apoiar, é estar ali. Nosso caso amoroso ficou pra outra vida, mas o amor está presente hj...
Beijão
Libriana,libriana!!!Pq que a gnt é assim né?????
hehehehehhehe
Bjocas
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