sábado, 30 de abril de 2011 | By: Mandi

Justiça divina

Jujuba, minha irmãzinha não de sangue, mas de alma e coração, frequentemente questiona a mim, aos outros e até a si própria:

Afinal, qual é o critério da justiça divina?

Bom, vamos do começo. Eu não faço ideia se realmente existe algum ser divino. Consequentemente, seria muito difícil para mim acreditar na existência de uma justiça divina e, mais ainda, que esta justiça divina seguisse algum tipo de critério.

Se eu acreditasse, entretanto, em um ser divino, por consequência eu certamente seguiria a crença nacional de que Deus é brasileiro. Sendo o Brasil um país maravilhoso, mas com uma moral bastante flexível, aposto que o critério da justiça divina, assim como o da justiça brasileira, é dos mais flexíveis e duvidosos.

Outro dia, conversando com um amigo que comemorava seu aniversário - e mais ainda o fim de seu "inferno astral" - surgiu o assunto da justiça divina. Entre inferno astral e justiça divina, prefiro acreditar na justiça divina. "Mas, você sabe como é, né? Deus é brasileiro, e assim como a justiça brasileira é lenta e ineficiente, não duvido que a justiça divina siga os mesmos moldes", eu disse a ele.

Conclusão: o critério da justiça divina é não ter critério. Então, se a justiça divina não tem critério, cabe a nós, seres humanos, termos e mantermos nosso critério. E critério é o seguinte: você pode fazer o que quiser, mas aguente as consequências. Boas ou más. Mais do que isso: o mundo dá voltas, de verdade. Se você fizer mal para alguém, o mal um dia volta para você. Se alguém fizer mal para você um dia, o mal volta para este alguém. Se você fizer bem para alguém, o bem sempre volta. Da mesma maneira que se alguém te fizer um bem, o bem voltará para a pessoa.

Em reumo: esqueça o critério da justiça divina por um momento e pense na ciência. Toda ação tem uma reação. Lembre-se das aulas de Física e da terceira lei de Newton. Daí sim, tudo começará a fazer sentido.

Cuide de você mesma e deixe que Deus, se ele existe, preocupe-se com outras coisas.


quinta-feira, 28 de abril de 2011 | By: Mandi

Hora da faxina


Hoje começamos uma faxina geral aqui no A Complexa Arte de Ser Mulher. Baixou o santo da limpeza digital em mim. Quero mexer neste espaço, deixá-lo mais bonito, rever algumas coisas que escrevi, deixar somente o que vale a pena e interessa por aqui.

Aliás, essa mania de arrumação que nós mulheres temos é praticamente uma piada pronta. Mesmo que a gente relaxe vez ou outra, não conheço uma mulher que não dê piti com a possibilidade de alguém descobrir sua bagunça. É uma compulsão mais forte do que comer chocolate escondido na TPM quando se está de dieta.

Não sei dizer se foi nos Simpsons ou em outro enlatado americano, que a família contrata uma faxineira e a dona da casa se põe a limpar tudo. Quando o homem questiona a razão de ela estar fazendo aquilo, ela explica: "Imagina que eu vou deixar a empregada chegar aqui e ver tudo sujo e desarrumado". Ou seja, perde-se o propósito da presença da faxineira.

Quando eu era criança, tínhamos uma faxineira. Dona Zulmira era o máximo, mas... minha mãe sempre dava uma geralzinha básica na casa antes de a sexta-feira chegar, trazendo a dona Zulmira.

Agora, que estou convidando todo mundo para a minha casa aqui na blogosfera, sinto aquela tensão que só aparece quando há dois X no seus genes... Quero que você seja recebida(o) em um lugar bacana, bonito, limpo e arrumado.

Então, seja bem-vinda(o)!

PS: Caso você ainda não tenha reparado, agora também estamos no Facebook e no Twitter! Acesse, compartilhe, curta, divirta-se!
segunda-feira, 25 de abril de 2011 | By: Mandi

Das nossas decisões

O bom de ser mulher é isso: a gente pode mudar de ideia o quanto quiser porque isso faz parte do que somos. Há pouco mais de um mês, resolvi dar um tempo aqui deste espaço. Hoje, entretanto, senti uma compulsão muito forte de escrever aqui. Porque este espaço é meu. Tanto quanto qualquer perfil em Twitter ou Facebook. Aqui eu posso desabafar, sem aparecer na timeline de ninguém...

E o que eu posso dizer é que hoje eu estou triste. Um pouco menos triste do que eu estava ontem e muito mais do que provavelmente estarei amanhã. Mas eu sei que eu sou responsável por esta tristeza, porque ela é o resultado de uma decisão muito difícil.

Diariamente nós tomamos inúmeras decisões, que nos afetam com diferentes intensidades. Do momento que você acorda até o momento em que vai dormir, do momento em que nascemos, até o que morremos, decisões são tomadas por nós mesmos e por outras pessoas. Não importa por quem. Ela sempre vai nos afetar de alguma maneira.

Há, ainda, aquelas decisões que tomamos, mas que algum tempo depois, resolvemos voltar atrás. E há aquelas que por mais que a gente queira voltar atrás, a gente não volta porque sabe que estamos fazendo a coisa certa. Por mais que machuque agora, nunca se deve adiar uma decisão. Antes tarde do que nunca? Não, antes cedo do que tarde. Porque quanto mais tarde vai ficando, mais próximo do nunca você chega.

Um dos posts mais lidos neste blog é Ligar ou não ligar, eis a questão. Escrevi este texto há quase cinco anos. E muita, mas muita coisa mudou neste período. Sempre que vejo os comentários, percebo como as nossas inseguranças nos impedem de fazer as coisas, quando não deveriam.

Então, o que eu tenho a dizer é o seguinte: toda vez que você tomar uma decisão - isso inclui a decisão de ligar ou não - esteja preparada(o) para as consequências. Ligar pode resultar em uma surpresa boa ou má para você, é muito difícil prever, especialmente daqui, onde estou. Não ligar pode resultar em continuar com a cabeça cheia de dúvidas e se arrepender por tempo indeterminado por não ter seguido seus instintos.

Ah, os instintos. Todos nós temos. Mas os ignoramos para seguir conselhos de amigos ou de uma jornalista maluca que escreve um blog sobre a complexa arte de ser mulher... Então, já que você veio aqui atrás de conselhos, eu só tenho um: siga os seus instintos. Porque, lá no fundo, a gente sempre sabe. A resposta está sempre dentro da gente. É assim que a gente sabe se somos correspondidas, se não somos, se estamos sendo traídas... A gente sempre sabe.

O mais importante: esteja preparada(o) para as consequências. Se precisar chorar, chore. Se passar dias sentindo que levou um soco na barriga, conforme-se. Ressaca moral? Um dia passa. E se a consequência for algo bom, aproveite. Porque logo vai aparecer outra decisão para você tomar.