segunda-feira, 27 de outubro de 2008 | By: Mandi

A Complexa Arte de se Relacionar

Quase seis meses depois de "sumir" por aqui, estou de volta. Espero.
Os últimos meses têm sido extremamente complexos em minha vida. Tão complexa quanto a arte de ser mulher, somente a arte de se relacionar com o sexo oposto. Afinal, eu sempre soube lidar com meus amigos e meus paqueras (relativamente, vai). Mas, e depois, quando você ultrapassa aquela linha de tempo que define o seu relacionamento como namoro? Mais do que isso, namoro sério. De repente, você percebe que todos os caminhos te levam para o altar (no sentido figurado porque eu me nego a casar na igreja). Daí, como diz uma amiga minha, fudeu.
A partir do momento que você encontra alguém com quem pretende se relacionar pelos próximos anos, ou décadas, para os mais otimistas, percebe-se que nada é fácil. Nestes casos, a primeira coisa a se fazer é admitir que, se o outro não é perfeito, a realidade é que nós, muito menos. Pior. Mulheres são seres inconstantes, intolerantes, intragáveis. E sofrem de TPM. Bu!
Com o tempo, vamos aprendendo a aparar as arestas, pelo único fato de que faz parte da complexa arte de se relacionar com seu namorado/marido exige paciência, constância, tolerância, um exercício para se tornar menos intragável... E um excelente remédio para combater a TPM que, eu confesso, ainda não encontrei. Mas a simples tentativa de buscar estas coisas já conta pontos.
Até onde eu tenho aprendido, a verdade é que quando duas pessoas se encontram, por mais coisas em comum que elas tenham, ainda assim elas são completamente diferentes. E isso é ótimo, porque é assim que começamos a aprender algo, com as diferenças. O primeiro passo é respeitá-las. O segundo é tentar aparar as arestas, quando as mesmas vão surgindo. Não adianta querer mudar a pessoa completamente, porque, se você obtiver sucesso nisso, vai acabar perdendo aquele por quem você se apaixonou em um primeiro momento. O mesmo serve para nós.
Nessas horas, a matemática é fundamental. Adição é legal, subtração não. Mas, bom mesmo, é tentar buscar, juntos, um denominador comum. Eu ainda estou aprendendo.