sábado, 13 de janeiro de 2007 | By: Mandi

O príncipe, o sapo e o ogro







Eu não acredito em príncipes encantados. Duvido que alguma mulher ainda acredite nisso... Pode ser que sim, uma vez que passamos a infância condicionadas a pensar dessa maneira, em meio aos contos de fadas, desenhos da Disney e barbies.


Bom, eu nunca brinquei com barbies - quando se cresce com um irmão mais velho e seis primos, você acaba se acostumando a brincar com os Comandos em Ação, jogar SuperTrunfo e pedir pro seu avô fazer espadas e escudos de madeira, isso quando o vô Elzinho não me ensinava como bater nos meninos, uma piada suja ou um palavrão novo. Ou seja, eu nunca fui uma princesa, à espera de alguém para me salvar.


Talvez tenha passado tanto tempo com os meninos que eu não consegui desenvolver aquela parte do cérebro que proporciona o ar de donzela em perigo que muitas mulheres têm. Se isso é um defeito, eu não sei dizer. Mas vivo bem assim.


Esses dias, no entanto, um amigo me disse que o príncipe encantado existe. Mas que, no meio do caminho, ele deve ter caído do cavalo, se machucado gravemente e está em coma. A esperança está no fato de que, segundo ele, o tal do príncipe vai sair do coma sem seqüelas. Será? Quem é que chega aos nossos vinte e poucos anos sem seqüelas? Todo mundo tem as suas...


Eu não sei se o príncipe existe, mas acredito nos sapos. Somos todos sapos em potencial. O sapo da minha vida, para quem se lembra bem, é Astrobaldo Feliciano (nas fotos deste post), meu companheiro de tantas jornadas... Os sapos são legais. São pessoas certas que aparecem nas horas erradas. Pessoas erradas que aparecem nas horas certas. Pessoas erradas que aparecem nas horas erradas. Mas nunca pessoas certas que aparecem nas horas certas. Porque, se assim o fossem, seriam príncipes (ou princesas, no caso dos homens, apesar de eu não me lembrar se o Falcon tinha namorada, anda mais com aquela barbinha a la Village People).


Se realmente existe alguém para mim por aí, ele deve ser um ogro, tipo o Shrek. Que, além de ser muito mais legal, também tem defeitos. E combina melhor como a ogra que existe dentro de mim. Será?








4 observações:

Mila disse...

Ai Gesuis!!!!
Melhor mesmo encontramos um ogro. Não sabemos lidar com os príncipes pelo simples fato de que nunca tivemos um. Simples assim.

Marcinha disse...

Amandinha... as fotos estão bacaninhas... não tira não... agora... essa história de príncipe encantado... putz.... quem será que inventou tamanha barbaridade... não existe ninguêm (homem ou mulher) perfeito nesse mundo... sempre tem alguma coisinha fora do lugar...

E sabe quando sabemos que estamos apaixonadas? É quando, mesmo sabendo das imperfeições que essa pessoa tem.... mesmo assim... gostamos dela.... enfim...

beijinhos...

Jujuba disse...

Sim Ma. Vc tem razão.
Quando a gente sabe dos defeitos alheios e simplesmente não consegue viver sem eles.
Meu próximo post vai ser sore isso.
Beijo

E gringa: se vc é um homem em corpo de mulher, vc podia facilitar as coisas e ser um homem em corpo de homem, né?
Dai eu até pegava!
hahahahahaha

falow. logo mais to postando

Carol disse...

É amiga libriana, realmente príncipes não existem. Ainda bem que não! Perfeição demais é sinal de "bichisse" !!!!!! hahahahha as imperfeições são para nos provar se gostamos deles mesmo ou não! E vice e versa...
Bjoca
Carol