domingo, 28 de janeiro de 2007 | By: Jujuba

Nem sempre o que se diz é aquilo que se pensa

Estranho é encontrar com o seu EX na balada.
Estranho é ele vir na sua direção.
Estranho é ele te olhar como nos velhos tempos.
Estranho é ele não perceber que já não somos mais nada.
Estranho é ele não sacar que eu não sinto mágoa, nem raiva dele. Simplesmente já não sinto mais nada.

Mas enfim.
Era uma noite comum.
Eu estava triste, rodeada de pessoas estranhas e bebendo suco de frutas.
No telão do bar passava um jogo na ESPN e a bandinha tocava uma péssima canção do Jota Quest.

Encostei na parede e enquanto todos gritavam que “O amor é o calor que aquece a alma”, eu pensava na vida. E nas dúvidas que têm me acompanhado ultimamente.

E pensei em outras pessoas. E pensei na minha família. E pensei no meu trabalho.
Pensei em tudo, menos naquela figura que um dia foi meu EX. Porque pensar nele já não faz parte da minha vida faz um tempo.

Daí ele me chamou.
Eu pensei em não levantar.
Mas fui.
E ele perguntou: “Você não ia sequer me cumprimentar?”
E eu respondi: “Sinceramente? Não”.
E ele insistiu: “Quer dizer que é assim que vc trata um cara que esteve ao seu lado em todos os momentos, tanto bons quanto ruins?”

Nesse momento pensei em dizer: “Vai ver que é porque os momentos ruins foram muitos, que superaram os raríssimos que foram bons”.

Mas eu sorri. E respondi: “Posso voltar pro meu canto?”
E ele virou as costas.

Voltei ao jogo da tevê. Já tinha acabado. Então saí pra pegar uma cerveja.
Ele me encontrou. E, sem muita cerimônias, me abordou: “Não vai me dar nem um abraço de amigo?”.

Nesse momento mais uma vez eu pensei em dizer não. Mas respirei fundo e o abracei.
Até ouvir: “Eu sei que você ainda me ama”.

Daí finalmente abri a boca e gargalhei. Dei dois tapinhas nas costas dele e disse: “Ah sim. Como pude me esquecer disso”. E saí em direção ao bar.

Moral da história: como dizia minha vó, o mais esperto é aquele que se finge de bobo. Nunca diga o que vc realmente pensa. Isso pode ser usado contra você

5 observações:

Mandi Moraes disse...

Felicidade é... ser a amiga que está sempre presente quando estas situações ocorrem e ver a cara de bobo do idiota que um dia fez sua amiga sofrer recebendo o pior dos tratamentos: a indiferença.
Esta vai para a lista das coisas que o dinheiro não compra. Afinal, para todas as outras, existe o MasterCard...rs
Te amo, Gorda. Bjs

Mandi Moraes disse...

Ah, faltou dizer, Juba, que se eu fosse com a cara desse indigesto, eu emprestaria o MasterCard para que ele comprasse um pouco de dignidade... hum... mas aí me lembrei que caráter e dignidade não estão à venda. E, com o histórico dele, eu não emprestaria nem uma meia velha e furada.
Mais beijos.

Jujuba disse...

kkkkkkkkkkkkkkkkk.
Tem razão, Mandi.

O que eu acho lamentável é como as pessoas acham que são essenciais pra sempre.
O ego do moço durante esse tempo deve ter sido alimentado por uma sensação de que eu ainda o quero.

Pobre moço.
Mas ele um dia há de achar alguém. E daí vai ser capaz de me tratar com a mesma indiferença que eu o tratei...
Espero que esse dia chegue logo. rs.

Beijo.

Anônimo disse...

Pois é.... algumas pessoas do passado te olham como se ainda estivessem no presente, como se não percebessem que o tempo corre e que sentimentos mudam!!!!!
Mas, algumas vezes, nós mulheres também alimentamos "absurdos" que queremos, ou desejamos reviver.
E realmente é sempre bom não dizer o que pensamos, para que ele continue criando fantasias e pensando em nós!!!! rsrs

issamu disse...

Se achou o último da espécie. Pense no lado bom, ele não te convidou para ir ao motel.