quinta-feira, 26 de maio de 2011 | By: Mandi

Blog da Mulher

Já tem um tempinho que eu estou planejando algumas novidades aqui para A Complexa Arte de Ser Mulher. A primeira delas já está no ar: agora, além de você encontrar textos sobre nossas complexidades aqui neste endereço, você também poderá encontrar no Blog da Mulher. 

O primeiro deles, Todo Mundo Quer Amar, já está no ar. Confira!


domingo, 22 de maio de 2011 | By: Mandi

Academia

Eu tenho verdadeiro horror de ir à academia.

Já disse isso tantas vezes por aí, que até perdi as contas.

Infelizmente, em nome da saúde, qualidade de vida e, é claro, boa forma, as pessoas são obrigadas a contrariar sua natureza sedentária e ir se exercitar. Pela praticidade, acaba ganhando a academia.

Há duas semanas, estava tão revoltada com a academia que pensei em largar tudo. Para evitar o pior, pedi ao instrutor que mudasse o meu treino. Está funcionando, mas o que eu gostaria que mudasse, de verdade, é a paisagem da academia.

Eu não entendo, por exemplo, porque o ambiente precisa ser barulhento. Televisão e rádio brigam entre si para ver qual está com o volume mais alto. Precisa, de verdade? Para tentar criar uma barreira de isolamento, levo minha própria música. Coloco o fone de ouvido e... o barulho externo é tão grande que vaza... E, de repente, me vejo obrigada a aumentar o volume. No fim, quem pagará por isso, um dia, serei eu. Vou ficar surda, com toda certeza.

Daí tem o desfile interminável de tipinhos típicos. Até já falei um pouco a respeito deles por aqui. Tem a garota que já não é tão garota assim, mas que independentemente do frio que está fazendo, vai sempre com sua blusinha de alça com estampa de oncinha. Aquela mesma, que quando ela deita para levantar peso, dá para ver os seios dela. Difícil saber se é consciente ou inconsciente. E, se você faz isso, fique atenta. Não é legal.

Daí entra aquela história: academia não é desfile de moda. Discordo das revistas femininas que dizem que a academia é um bom lugar para você paquerar. Paquerar na academia é meio que um ato desesperado. Use em última instância. Isso significa que não vale a pena você usar maquiagem, perfume e roupas apertadas. O perfume vai começar a feder quando você começar a suar. A maquiagem vai derreter, eventualmente. E as roupas apertadas vão prejudicar seus movimentos.

Eu adoraria encontrar alguma atividade física que me fosse mais atraente. Mas, mais uma vez, sou um ser intelectual, sedentário e preguiçoso. Ainda assim, eu luto contra a minha natureza, com todas as forças.

Um dia eu conto se, no meu caso, vale a pena. E no seu, vale?
 
quinta-feira, 5 de maio de 2011 | By: Mandi

Eu e meu gato

O gato da foto é o meu namorado. Não, não o bichano de quatro patas, mas o moço que está segurando o gatinho.

A história deste post começa por conta de uma foto. Não essa foto aqui do lado, mas a foto do perfil do meu namorado em uma rede social. Foto que, como essa daqui, fui eu que tirei. E, modéstia à parte, ele saiu lindão.

Modéstia porque eu consegui capturar a essência dele, todas as coisas boas que este cara carrega dentro de si - e olha que não são poucas. Com um plus: o olhar apaixonado dele (que parece que é para quem está olhando a foto, mas não é, era para mim!!! rs). Sem contar que os olhos dele estão abertos, coisa rara de se conseguir. É preciso uma técnica especial...

Depois de quase 20 elogios sobre como ele estava lindo na foto e suspirinhos irritantes, cansei e resolvi botar a boca no mundo.

É dura essa vida de namorada de homem público... A mulherada precisava se tocar que ele é um homem público, não homem DO público. 


Foi o suficiente para surgirem inúmeros comentários e acusações de ciúmes. Então, chegou o momento de eu contar a minha versão da história.


Nossa história começou com um empurrãozinho de um casal de amigos. A gente meio que já se conhecia e se falava pelo MSN, mas nada concreto. Era um papo muito legal e tal, mas eu não fazia ideia de qual era a dele. Por quê? Porque ele é um cara muito atencioso, não só comigo, mas com TODO MUNDO, de crianças a idosos, de conhecidos a desconhecidos. E, quando alguém é atencioso com você, fica fácil confundir quais são as suas reais intenções. 


Foi por isso que eu levei tudo muito de boa, sem me empolgar muito. Porque não tinha como ter certeza alguma do que estava rolando. Cá entre nós, todo mundo passa por isso. Aquele frio na barriga, saber o que vai acontecer no minuto seguinte... Bem, levou muito mais que minutos, mas dias - acho que até semanas - para eu descobrir o que estava acontecendo de verdade.


Meu namorado é um cara conhecido. É professor universitário, publicitário, está sempre cercado de gente. Muita gente. E ele é sociável. Muito sociável. Daí que nem todo mundo (a mulherada) entende que ele é legal, e não que ele está dando mole. 


Tem muita mulher que passa por isso, acredito eu. 


Isso porque, hoje em dia, a mulherada não se dá ao respeito. Não estou querendo ser moralista, mas falta um pouco de desconfiômetro. Eu confio no homem que escolhi para estar ao meu lado. Só não vou fingir que o desenfreado assédio feminino não me irrita, porque irrita. Eu não tenho sangue de barata. O mais curioso é que as outras ainda não sacaram que não têm chances. E, quanto a isso, eu não poderia estar mais segura.

Uma amiga sugeriu que, quando eu escrevesse este post, fizesse uma espécie de manual explicando como é ser namorada do meu namorado, como ele foi conquistado. Na verdade, não há segredo, só uma boa dose de autenticidade: eu sou mais eu. E, ao que me parece, ele também é.
terça-feira, 3 de maio de 2011 | By: Mandi

Cabelo

Cabelo, para mim, nunca foi um problema. Pelo menos na maior parte do tempo. Nunca precisei fazer escova, chapinha, progressiva... Para falar a verdade, o desespero que a maioria das mulheres sente por conta do cabelo rebelde, eu sentia ao contrário. A rebeldia do meu cabelo sempre foi ser liso demais.

Também nunca tive dó de cortar o cabelo. Cabelo cresce, eu sempre respondia a quem me questionava se eu tinha certeza. Meu único arrependimento foi o de nunca ter vendido meu cabelo. Por duas vezes, deixei mais de 30 centímetros para trás. Isso deve valer alguma coisa...

Aos 18 anos, surgiu o primeiro fio de cabelo branco. É curioso como apenas um fio se transformou em um exército de fios nos últimos anos, especialmente depois que a genética conquistou um reforço fantástico do ambiente, depois do ano que eu morei nos Estados Unidos com uma família maluca.

Aliás, foi lá que eu resolvi matar uma vontade que eu sempre tive: ter cabelo vermelho. Mantive a cor ao longo de bons três ou quatro anos... até que a tragédia se abateu sobre a minha cabeça. Ou melhor, sobre o meu cabelo. Foi quando eu aprendi uma lição que toda mulher deve saber: você pode trair a si mesma, mas nunca, de maneira alguma, traia sua cabeleireira. 

Eu cometi este pecado mortal certa vez. O resultado foi que, em vez de voltar para casa com o meu cabelo vermelho, voltei com ele cor de laranja, manchado. Até hoje, sinto arrepios macabros quando me lembro desta história. E o pombo que fez isso está amaldiçoado até a 15a. geração. Também tive de cortar o cabelo, na tentativa de melhorar seu aspecto manchado.

Daí resolvi deixar o cabelo crescer e tirar o vermelho de vez. Levou mais de um ano, usando o cabelo curto. Agora, estou deixando crescer de novo, mas a invasão dos brancos está me deixando maluca. Como será que estes malditos conseguem se multiplicar tão rápido? Vou ter que pintar. Só que não existe nenhuma tinta que seja da cor do meu cabelo. Vou ter de me conformar com algo próximo.

O pior de tudo, na verdade, é que ninguém entende a ligação de uma mulher com o seu cabelo e a razão de ficarmos tão sensíveis quando os homens não reparam nele. Às vezes eu vejo estes programas de transformação do visual e os cabeleireiros (geralmente homens) sempre insistem em tosar a juba da mulherada. Quando a gente quer cortar o cabelo, a gente corta. Quando não quer, e nos obrigam, é como se estivessem cortando um pedaço da gente. Porque, na verdade, é.

Cabelo para mulher é acessório. Quando eu tinha cabelo vermelho, não podia usar várias cores, porque o vermelho se sobressaia e não combinava. Ainda assim, eu não me importava, porque era legal demais.

Não importa a cor, não importa o corte, não importa o tipo de cabelo. O que importa é encontrarmos um(a) cabeleireiro(a) que nos faça feliz...