domingo, 14 de março de 2010 | By: Mandi

Novas considerações sobre o amadurecimento

Dia desses, lá na Redação, o papo girava em torno do envelhecimento da mulher. As meninas que trabalham comigo acreditam que, aos vinte e poucos anos, já estão velhas. Ou já se sentem velhas. Rolou toda uma discussão em torno disso e me ocorreu que teria sido muito mais legal se estivéssemos em um bar, falando a respeito.
Bom é que pelo menos essa história toda me rendeu a ideia para este post.
Eu sempre acho graça quando alguma mulher que eu conheço reclama que está envelhecendo. Na semana passada, o jornal fez uma matéria especial sobre o Dia da Mulher e minha tia Maria de Salete, psicóloga que também ministra cursos para gestantes, foi uma das entrevistadas. Ela lembrou que as mulheres (e por consequência os homens) já superaram muitas barreiras e desafios. Mas, segundo ela, o principal desafio da mulher nos dias de hoje é envelhecer. Ela não poderia estar mais certa.
Até porque esta é a reclamação que eu mais ouço de minhas amigas. Elas têm medo da passagem dos anos. Não por conta da estética, apenas. Mas por acreditarem que deveriam estar casadas e com filhos em determinada idade (algumas), estar ganhando determinado salário e alcançar este ou aquele cargo no trabalho.
Minha opinião: é engraçado algumas mulheres lutarem tanto para criar uma distância das exigências da sociedade, ainda mais aquelas ultrapassadas, do tempo de nossas mães, mas ainda acreditarem que devem cumpri-las. Eu não acredito que uma mulher só possa ser feliz se estiver casada e com filhos. Esse papinho de nascer, crescer, se reproduzir e morrer só serve para quem não tem outros objetivos. Ou que tenha isso como objetivo.
Eu já tive fases de não querer casar, de não querer ter filhos. De querer casar, de querer ter filhos. Hoje sou da opinião que o casamento estraga tudo. É um contrato que te obriga a suportar o outro, mesmo quando você não está afim, só para não ficar sozinho. Mas, antes só do que mal acompanhada. Filhos... eu vejo o mundo mudando, terremotos, tsunamis, enchentes, camada de ozônio... putz, a Terra não será um bom lugar daqui a alguns anos. Eu prefiro não ter um herdeiro circulando por aí nesse caos.
E a vida... eu vejo a minha vida mudar conforme os anos passam. O corpo, nem tanto. Ainda falta um tempo para a gravidade se tornar implacável, mas eu me cuido. Faço academia, tenho uma alimentação saudável e não sou vaidosa a ponto de entrar na faca. Não considero a aparência um item essencial. A saúde sim.
Os fios de cabelo branco que insistem em aparecer - eles são sempre arrepiados e se destacam dos outros fios como se gritassem o tempo inteiro por atenção, querendo me lembrar que estão lá - me irritam, mas eu ainda consigo ignorá-los na maior parte do tempo. Afinal, eles estão lá desde os meus 18 anos. Hoje, aos 31, em maior quantidade, é verdade. Mas sempre há um tonalizante no fim de túnel. E eu não hesitarei em usá-lo quando necessário.
Gente, e a cabeça, o coração? Não poderiam estar melhores... Estou mais tranquila. Coisas que me estressavam antes, agora estou aprendendo a lidar com elas. Não que eu tenha me tornado uma especialista. Muito pelo contrário. Mas estou com uma disposição maior - leia-se paciência - para relevar as coisas e continuar aprendendo.
Arrependimentos, ressaca moral, etc e tal? Claro que eu tenho. A diferença é que eu estou levando uma boa vida. Faço tudo o que eu quero, quando eu quero e como eu quero. Tenho condições para tomar minhas decisões, não tenho vergonha de mudar de opinião e, olhando para trás, percebo que nunca passei vontade.
Sofri muito, mas aprendi que o sofrimento é bom, porque sempre ensina alguma coisa.
Mas eu me diverti muito. E continuo me divertindo.
Tenho alguns arrependimentos, mas quem não tem? Tudo isso faz parte do que eu sou agora e, se tivesse feito algo diferente, certamente não estaria aqui agora, chegando a estas conclusões. Sendo quem eu sou, capaz de entender tudo da maneira como entendo. Não quero voltar atrás. Não quero fazer nada diferente. Então, está tudo bem.
Você não acha?

Teste divertido

Hoje abri o meu e-mail e tinha uma mensagem do site iTodas, sugerindo um teste para sabermos qual deusa grega seriámos. Eu tinha um palpite e, cá entre nós, não resisti. Se você também não resistir, o link está aqui.
As perguntas são bobinhas, mas o resultado, pelo menos para mim, não poderia ter sido mais apropriado:

Ártemis – Deusa guerreira


A mulher do tipo Ártemis possui o ideal de ajudar as mulheres e usa um escudo emocional nos envolvimentos afetivos. Não é costume haver aproximação afetiva, mas ataques e rompantes emocionais. Em muitas ocasiões, ela costuma reagir cruelmente quando colocada contra a parede em assuntos do amor. É uma grande parceira. Deseja equiparar-se aos homens e sua sexualidade tende a se manifestar de forma mais masculina. Muitas vezes adia a maternidade em função de outras metas, mas é capaz de fazer um filho de maneira independente, sozinha.

É pouco ou quer mais?
 
E você, que deusa é? Não vale dizer que é Jocasta, a deusa do bicheiro Toni Carrado, de "Mandala". Até porque ela pegava o próprio filho e isso é doentio.
terça-feira, 2 de março de 2010 | By: Mandi

A mais pura verdade

Momento "a frase do dia":

"Como são maravilhosas as pessoas que não conhecemos bem".

Millôr Fernandes
segunda-feira, 1 de março de 2010 | By: Mandi

Esta eu assino embaixo!

Ao abrir o site da Revista Veja hoje, esta notícia me chamou a atenção:

HOMENS QUE TRAEM SÃO MENOS INTELIGENTES, DIZ ESTUDO

O link para a matéria está aqui.

Mas, vem cá, precisaram fazer um estudo para comprovar uma coisa tão óbvia?

Bom, pelo menos agora este tipo de estupidez masculina tem comprovação científica.