segunda-feira, 27 de novembro de 2006 | By: Mandi

Solteirices

Muita coisa sobre a solteirice feminina tem aparecido na mídia ultimamente. Aliás, elas tem feito parte de muitos papos por aí. As definições aqui apresentadas, aliás, são o fruto de minhas conversas com amigos de ambos os sexos e uma constatação que até há pouco tempo parecia improvável: a completa inversão de valores.
Enquanto os homens (pelo menos aqueles que eu conheço) querem relacionamentos estáveis, sonham em se apaixonar pela "princesa encantada" - que muitas vezes se revelam verdadeiras bruxas -, e ainda se arriscam a dizer que no futuro se vêem casados e com filhos, as mulheres estão em outra sintonia.
Semana passada, o Suplemento Feminino, caderno dominical de O Estado de S. Paulo que parecia ter parado no tempo, saiu com uma matéria que partia do mote "solteira mas feliz. O texto mostrava mulheres de todas as idades que optaram pela tal da solteirice. Abriram mão de se casar ou ter filhos em nome de um "bem" maior: a liberdade.
Já a Veja desta semana traz um especial dizendo que as mulheres estão cada vez menos interessadas em casar e ter filhos. E ainda declara que 9 entre 10 mulheres que passaram dos 40 anos solteiras vão permanecer assim. Quanto mais velhas, menores as chances de se casarem.
Paciência. A real é que muitas de nós não estamos nem aí para os números, as probabilidades. As novas gerações tiveram de se acostumar com os novos modos, os novos tempos, de uma maneira que nós não esperamos mais grande coisa dos homens. Sim, é um argumento pessimista. Mas, sejamos honestas... Príncipe encantado, relacionamentos perfeitos e finais felizes não existem.
Assim, tudo que podemos fazer é tentar aproveitar a solteirice da melhor maneira possível. Dando risada, saindo com amigas (e amigos) e, se for possível, beijando na boca, porque ninguém é de ferro.
sexta-feira, 24 de novembro de 2006 | By: Jujuba

TPM

E que atire a primeira pedra aquele que nunca foi vítima de uma mulher na TPM. Uma mulher nesse estado não segue nenhum raciocínio lógico, linear ou previsível. Nem tente compreender, meu amigo.


O dia de trabalho tinha sido estressante. Ele chegou em casa, preparou o jantar e sentou no sofá, pra esperar ela chegar. Ela abriu a porta, num movimento raivoso, jogou a bolsa no chão e as chaves na mesa.
- Oi querida. Como foi o seu dia?
- Péssimo - ela respondeu.
- Por que? - ele indagou.
- Porque sim. E se você continuar perguntando, não vou conseguir esquecer o que me aconteceu. Merda.
Ele se calou.
Ela entrou no quarto, jogou as roupas de cama para que ele dormisse no sofá e bateu a porta. Minutos depois, voltou pra sala e disse:
- E faça o favor de lavar suas meias.

No dia seguinte, ele cumpriu o mesmo ritual. Chegou mais cedo, preparou o jantar e ficou no aguardo dela. Ela chegou, na mesma fúria do dia anterior, jogou as coisas e ficou olhando fixamente pra ele.
Ele, receoso em perguntar como havia sido o dia dela, só conseguiu dizer:
- O jantar está pronto, amor.
Ela começou a chorar:
- Você não vai sequer perguntar como foi o meu dia? Você não se importa mais comigo. E saiu aos prantos.
Ela novamente entrou no quarto, jogou as roupas de cama para que ele dormisse no sofá e bateu a porta. Minutos depois, voltou pra sala e disse:
- E faça o favor de lavar suas meias.

Totalmente confuso, ele mais uma vez dormiu no sofá. E continuou pensando no que deveria fazer para o dia seguinte.
Não chegou a conclusão alguma. Continuava sem saber se devia ou não perguntar como tinha sido o dia dela.
Mas uma coisa era certa: Ele tinha que estar com as meias sempre limpas!
terça-feira, 21 de novembro de 2006 | By: Jujuba

Amizade Masculina



Faz tempo que eu queria escrever um post sobre a amizade masculina. Era pra ser uma continuação do ‘Amizade Feminina’, mas a história do banheiro me pareceu mais interessante.
Enfim, existe amizade entre homem e mulher?
Hummmmmmmm. Eu sempre achei que eu tinha essa resposta, mas agora vejo que eu não posso afirmar com convicção que existe amizade pura, forte e sincera entre homens e mulheres.
Ou melhor, Existe até quando os dois estão dispostos a serem amigos acima de tudo. Quando não se tem marido, nem rabo preso com nada. Quando se pode sair, sem preocupação nenhuma, para jantar, ir ao cinema, na balada. Mesmo com todo mundo achando que vocês são um casal. Você sabe que são só amigos e isso basta.
Existe amizade também até o momento em que vocês não tem nenhum contato afetivo-corporal-sexual-emocional ou nada do tipo. Porque quando isso acontece, o resultado pode ser catastrófico e abalar a amizade por completo. Ou não.

E mesmo sabendo e valorizando a amizade masculina, é inerente a qualquer mulher se questionar: Por que o tal do amigo nunca tentou ficar com vc?. Talvez porque vc não seja interessante. Talvez porque ele seja gay. Talvez porque exista algum problema.
Mas não há. Amigo é amigo. Não vê com outros olhos, não quer comer, não quer dar, não quer pegar. Amigo dá conselho, amigo chora junto, amigo te abraça pra confortar.

Eu? Também já tive amigos-coloridos. Quem não teve?
Mas eu posso dizer que tive sim amigos de verdade. Dois, pra falar a real. Daqueles que você divide sua vida inteira, atingindo um grau de cumplicidade tão único que é irreversível e impossível tentar ficar junto de outra maneira.

Me disseram uma vez que os casais que dão mais certo são aqueles que começaram com uma amizade. Pode ser que seja verdade, afinal, amigo – seja qual for o sexo – é sempre muito bom. Vou pagar pra ver, então.
sexta-feira, 17 de novembro de 2006 | By: Mandi

Cabeça de Homem

A falta de objetividade feminina nos relacionamentos é sempre alvo das críticas masculinas. Tudo bem, eu admito que é realmente difícil compreender nossas idas e vindas, uma vez que nós mesmas não sabemos ou entendemos qual é a nossa. Em nossa defesa, só posso usar a desculpa mais óbvia que pude pensar... Hormônios em ebulição. É tudo culpa deles.
Na TPM somos capazes de matar. Quem nunca foi vítima de uma mulher com TPM, que atire a primeira pedra. Nós perdemos o controle e nem percebemos.
Mas, e os homens, qual a defesa deles?
É muito fácil para eles nos tratar como um iô-iô. Hoje eu estou afim, amanhã não estou. Pior é que eles acreditam que a gente está à disposição. Quantas amigas já não passaram por isso, quantas histórias desse tipo eu já não ouvi ou vivi? Não é fácil.
Eu entendo que todos nós temos nossos momentos de indecisão. E até entendo o lado masculino da coisa. Outro dia eu estava conversando com um amigo, que namora há algum tempo. Ele não é o maior exemplo de fidelidade, mas acredita que a namorada é a mulher certa para ele se casar, ter filhos, diz que a família dele gosta dela, etc. Mas ele sempre escorrega quando eu pergunto: "E você, o que sente?" A resposta geralmente é "Ah, eu gosto dela, também". "Gosta ou ama, é apaixonado, sente tesão?" Ele muda de assunto.
Sinceramente, não vale a pena ficar com alguém só porque você acha que ela (ou ele) vai ser boa mãe/esposa, pai/marido. Ninguém tem bola de cristal, as coisas mudam o tempo inteiro.
A indecisão do meu amigo um dia vai terminar, eu espero. E eu sempre peço a ele que se decida logo, porque quanto mais tempo para se definir, mais o tempo da namorada ele estará gastando. Tempo que ela vai precisar para ficar triste, para superar o fim do relacionamento, para resolver sair de novo, se arriscar a encontrar alguém. Todo mundo precisa de tempo para fechar feridas.
Enfim.
Todos nós temos o direito de ser indecisos. Mas, a partir do momento em que outras pessoas podem se magoar com isso, então temos ao menos que tentar ser responsáveis.
Eu voto pelo fim da tortura emocional.

quarta-feira, 15 de novembro de 2006 | By: Jujuba

Banheiro Feminino

Todo homem tem uma curiosidade em comum: o que as mulheres fazem no banheiro feminino e por que elas vão sempre juntas.
Ontem me ocorreu uma coisa muito engraçada. Estava eu na balada, tomando a velha e boa Bohemia quando resolvi enfrentar a fila do banheiro.
Cheguei lá com meu mau humor típico, encostei na parede e fiquei observando atenciosamente a mulher picotar o papel higiênico e entregá-los a cada uma das gurias que entravam nas cabines.
Numa fração de segundo, duas meninas que estavam atrás de mim, encarando uma vodka irada, já chapadas da vida, começam a dançar uma música do Doors. E uma delas pergunta pra mim: "Será que vai demorar?"
Me senti como uma atendente do INSS, tendo que responder quanto tempo de espera o usuário tinha que enfrentar. Com a diferença de que eu não tinha essa resposta e eu era usuária também.
Pensei em lançar uma resposta curta e grossa, mas respirei fundo, entrei no clima da música, sorri e respondi: "Não sei, também tô esperando". Foi o suficiente para que a menina simpática desenvolvesse uma teoria do quanto a gente tinha que beber vodka antes de beber cerveja. Pra evitar ir ao banheiro a todo o momento.
Resultado: a fila demorou, eu acabei dividindo o copo de vodka com as amigas do banheiro, que naquele momento já estavam beeeem loucas. Depois de sair da cabine, pensei que aquele foi o meu primeiro ato sociável em uma balada. Que às vezes vale a pena a gente ser simpático com os outros.

Enfim, amizades de banheiro à parte, voltemos ao que as mulheres fazem. Eu confesso que é bem estressante entrar num banheiro feminino.
As mais vaidosas disputam a tapa um pedacinho no espelho, pra ver o cabelo, a roupa, a maquiagem... as outras ficam fofocando na fila, outras aproveitam para fumar e algumas estão falando no celular, numa tentativa de ouvir alguma coisa que a pessoa do outro lado da linha diz.
Geralmente as mulheres vão em grupo porque: precisam fofocar, sobre alguém que encontraram na balada, sobre o cara que estão cogitando pegar, sobre o quanto estão passando mal e vão vomitar.
Depois, as portas nunca fecham e é sempre seguro ter uma amiga do lado de fora impedindo que vc seja vista por outras mulheres. (Vai saber quantas 'entendidas' podem estar de olho em vc).

Enfim, o banheiro feminino é um universo. As tiazinhas que ficam por lá se divertem, tenho certeza.
terça-feira, 14 de novembro de 2006 | By: Mandi

As vogais no universo feminino





Que nós, mulheres, temos uma certa tendência a falar, falar, falar, falar, falar, falar, falar e falar, todo mundo sabe. Mais do que nunca quando estamos em grupo. Ainda assim, as capacidades de expressão e compreensão femininas são tão apuradas, que somos capazes de utilizar somente vogais para definirmos as fases de um relacionamento. Claro que a entonação é parte fundamental nesse momento.
Por exemplo, tenho uma amiga que estava interessada em um cara, toda encantada por ele. Um dia, nos encontramos e perguntei: "E então, fulana, como é que está?". A resposta, acompanhada de um sorriso, foi suficiente para eu saber que o namoro estava engrenando: "Ahhhhhhhh". Isso pode ser traduzido como "Está uma maravilha, senta aqui que eu vou te contar, ele é tudo de bom e eu estou muito feliz. Acredito realmente que desta vez vai dar certo". Quer dizer, a simples vocalização da letra A disse tudo e mais um pouco.
Outra amiga, que estava namorando há um tempinho, já havia superado a empolgação inicial do relacionamento. Chamem a letra E. Mais uma vez, a mesma pergunta. "E então, fulana, como é que está?". Além do fato de esta amiga, em particular, ser uma pessoa extremamente expressiva e o seu olhar dispensar qualquer comentário, ela respondeu: "Ehhhhh". O que significa algo como "Olha, tá indo, mas eu não estou muito certa se temos futuro. O cara é bacana e tal, mas eu não ando com muita paciência e não duvido nada que ele dance em breve. É claro que eu posso estar enganada e a situação mude, mas a verdade é que este namoro está sob observação". Incrível, não?
Ainda assim, a minha vogal favorita nestes casos é a I. Toda vez que alguém solta essa letra, sabe-se que boa coisa não é. "Fulana, e então, como está?". Pode ser desde um curto "Ih", traduzido por "Não me pergunte, eu estou muito triste. As coisas não estão dando certo entre nós, acho que vou cortar os pulsos. Tá, não vou ser tão dramática, mas hoje eu vou encher a cara. Chocolate. Me dá um chocolate!!!". Se a vocalização é mais longa, as coisas mudam um pouco... "Ihhhhhhhhhhhhhhhhh": "Olha só, eu tô por aqui com esse cara. Não aguento mais ele me controlando, falando mal das minhas amigas, querendo que eu esteja sempre à disposição. Eu quero é me divertir. Esse namoro está com os dias contados. Chega, cansei. E aí, vamos para a balada?". Ou seja. O grau de vocalização é proporcional ao pé e a bunda. Quem entra com um e quem entra com o outro.
O mesmo acontece com a letra O. "Fulana, e então?" - quando se chega a essa vogal, o melhor a fazer é evitar perguntas específicas. "Oh". Quer dizer "Poxa, tava indo tudo bem, até que eu não sei o que aconteceu e tudo mudou. Ele parou de me ligar, disse que queria dar um tempo... A verdade é que eu estou na fossa. Chocolate. Quero chocolate!!!". Aquela que vocaliza a letra O mais longamente é a mesma que entrou com o pé. "Ohhhhhhhhh". Tradução: "Ah, tá tudo bem. Ele ainda me liga de vez em quando, acho que não superou a separação. Eu tenho pena, mas a verdade é que isso já está me dando nos nervos."
Finalmente, a letra U, que também é ótima. "E aí, amiga, como estamos?". Aquela que deu o pé no namorado, desta vez vai soltar um desgostoso "Uh": "Quero que ele morra". Já aquela que tomou o pé, vai soltar um "Uhhhhhhhh": "Olha, eu percebi que aquele cara não era mesmo para mim. Poxa, eu não sou tão ruim assim. Quer saber? A fila anda. Vou começar a fazer dieta, academia... Bom, agora eu estou pronta. Graças a Deus existe chocolate. E quer saber? Quero que ele morra".
domingo, 12 de novembro de 2006 | By: Jujuba

Amizade

Nesse meu post inicial, fui orientada pela dona do blog a escrever sobre amizade.
Rá! Justo eu... que tenho amigos de valores inestimáveis (poucos, mas tenho), de cumplicidade única e de compreensão ímpar. Justo eu, que me dedico aos meus amigos mais do que a qualquer homem, amante, amado ou semelhante. Justo eu.

Pois então. Começaremos pela amizade feminina. Existe um (pré)conceito de que as mulheres são muito mais venenosas, competitivas e invejosas. Que são incapazes de serem fiéis às demais mulheres, assim como são os homens, entre eles. Bobagem! Foi-se o tempo em que os homens eram cúmplices de traições, casos extraconjugais, entre outras merdas e bizarrices que todo mundo faz. A cumplicidade não tem sexo.
Acredito até que, pela sensibilidade aguçada - característica do universo feminino -, a cumplicidade fica até maior entre mulheres amigas.

Falo de exemplos reais. Começando pela digníssima Mandi Moraes. Ela sabe dos meus medos, dos meus segredos, dos meus planos e dos meus amores. É quem me apóia, quem dá conselho, e parte pra briga por mim, se for preciso.
Mas a amizade feminina, quando sincera, rende mais frutos. Rende conversas intermináveis, risadas inesquecíveis, teorias mirabolantes e é, claro, fofocas.

Mas infelizmente, isso é coisa pra poucos. Quem sabe o valor de uma amizade, preserva. Corre atrás, liga, se interessa, se abre, se dispõe. Pra fazer valer. Quem não sabe, acaba se contentando com os colegas, com papos superficiais.

Eu poderia ficar anos citando os prós de ter uma amiga. Mas sem rodeios, sem delongas e sem cerimônias, eu digo: Quem não tem amigos não é feliz por completo.

E tenho dito.
sexta-feira, 10 de novembro de 2006 | By: Mandi

Ligar ou não ligar, eis a questão



Uma dúvida que aterroriza a nossa existência feminina é o tal de ligar ou não ligar, eis a questão. Pior que isso, só aquela: será que ele vai ligar? Por que ele não liga?
Dúvida que destrói qualquer auto-estima... Até porque o não ligar alheio pode gerar outras questões avassaladoras, do tipo: será que ele me achou gorda? Será que ele não me achou legal? Será que eu tenho algum problema? Ou será que ele está com algum problema?
Bom, depois de esgotar todas as possibilidades de problemas com a gente, começamos teorizar sobre os problemas com eles. Ah, vai ver ele está ocupado. Será que ele está doente? Será que aconteceu alguma coisa? Será que está tudo bem? Meu Deus, ele foi seqüestrado por extra-terrestres verdes com bolinhas cor-de-rosa, do planeta EstaçãusPrimeirusdeMangueirus...
A mente voa.
Aí entra o especialista. Greg Behrendt, consultor de "Sex and the City" e autor dos livros "Ele Simplesmente não está Afim de Você" e "Termina Quando Acaba". Segundo ele, se o cara não ligou é porque não está afim. Ele explica que os homens têm dificuldade de lidar com rompimentos (quando são eles que entram com o pé) e de dispensar uma mulher, então eles simplesmente somem.
Depois ele diz que o homem é que tem de ligar. A justificativa é a pior possível, mas talvez faça sentido. Behrendt diz que o homem tem que tomar a iniciativa, uma vez que é um instinto dele. A minha opinião é que nada mais é do que a manutenção de um instinto primata de conquista. Na boa, não tenho paciência para os primatas, senão estaria namorando com o King Kong, que pelo menos tinha sentimentos.
Óbvio que eu gostaria de ser conquistada, mas nada daquela coisa de chegar um brutamontes com um tacape de madeira, me dar uma bordoada na cabeça e me puxar pelos cabelos. A imagem é a pior possível, mas ainda acontece.
O que tem demais eu ligar para o cara para dizer oi e, a partir daí, verificar de maneira civilizada qual que é? Se houver abertura, beleza. Se não houver, bons amigos, sem ressentimentos. Evitar confusões, mal-entendidos, expectativas e, o mais importante, a preservação da nossa auto-estima (se você não quer, tem quem queira).
Outra coisa me ocorreu agora. O fato de ligarmos para um cara não significa que estamos apaixonadas por ele. Mas que, por incrível que pareça, encontramos alguém que gostaríamos de conhecer melhor. A partir daí, cada um, cada um.
Afinal, nada nessa vida tem obrigação de dar certo. Mas é preciso investir um mínimo de esforço para se obter resultados, independentemente de serem bons ou ruins.

Eu vou ligar.

ATUALIZAÇÃO: Quase cinco anos depois, escrevi um post que poderia complementar este. Está aqui: Das nossas decisões.

Estréia


Que primeiro sutiã, que nada. O primeiro post é que é inesquecível.
Aliás, tudo o que é primeira vez na vida de uma mulher traz uma bagagem enorme. E, verdade seja dita, geralmente é ruim. Mentira deslavada das mulheres quando dizem que a primeira vez em alguma coisa é boa. Não é. Mas, se tivermos sorte, com o tempo e a prática melhora bastante. Tudo. Ou quase tudo.
O primeiro beijo, por exemplo... É confuso. Quem nunca passou pelo dilema de tentar se concentrar no ato, quando, de repente, sua mente vai a mil?! "O que faço com as minhas mãos? Peraí, o que você está fazendo com as SUAS mãos? Argh, meu filho, como você baba... Menos, menos. Calma aí, você sabe o que está fazendo? Nos filmes não parecia ser assim... Tô sufocando, tô sufocando". Bom, esse último é porque quando beijamos pela primeira vez, das duas uma: ou esquecemos de respirar ou não sabemos que é permitido respirar. Graças a Deus, um dia tudo melhora. Aí é só relaxar.
E quando beijamos alguém pela primeira vez? Os pensamentos são outros, uma vez que se tem uma certa prática e já se sabe o que fazer. Infelizmente, no entanto, ninguém está livre de beijar alguém e a química não rolar. Faz parte.
E a primeira transa? Se você é virgem e está lendo isso, não se iluda. Dói. Isso é fato. Por mais preparada que você esteja. Aí tem aquela coisa, vai ser mais ou menos legal de acordo com uma série de variáveis que mais parece um gráfico de matemática. Nunca gostei de matemática.
Agora, se você está lendo isso e já passou por esta situação, sabe que é tudo verdade. E pode estar aliviada com o fato de que tudo melhora, de verdade. Às vezes melhora muito, outras piora mais ainda.
E os relacionamentos românticos, então? Cada fase tem suas particularidades boas e ruins. Mas isso fica para outro post.