Sempre me diverti com a ironia da língua portuguesa. Em como o feminino e o masculino se confundem em seus significados. Mais recentemente, me prendi à reflexão sobre a palavra covardia. Substantivo feminino. Está lá no Houaiss: "comportamento que denota ausência de coragem; atitude, gesto que se caracteriza pelo temor, pelo acanhamento, pela falta de ousadia".
Agora me responda, cara leitora, caro leitor. Como pode a covardia ser um substantivo feminino, se é uma característica inerente ao sexo masculino?
Nunca ouvi falar de uma mulher covarde.
Na minha casa, cresci cercada por exemplos femininos de coragem, determinação e abnegação. Nunca soube de um ato covarde que fosse de minha avó, de minha mãe ou de minhas tias. E o mesmo sempre foi cobrado de mim. Viva a vida de peito aberto, encare a dor e não chore na frente de ninguém. Nem sempre pude corresponder, confesso que já chorei na frente de quem não devia... Pior de tudo, já chorei pelas razões erradas...
Eu sou humana, acerto, erro. Esse segundo muito mais do que o primeiro.
Mas eu vivo.
Minha tia Salete gosta muito de um filme chamado "Vem Dançar Comigo" e, um dia, ela citou uma frase dele para mim, quando conversávamos. "Viver com medo é como viver pela metade".
E isso eu posso afirmar, com todas as letras. Nunca vivi pela metade.
E a covardia? Melhor deixá-la aos homens, que lidam melhor com ela.
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Amanda de Almeida. Tecnologia do Blogger.
A FRASE
"Eu sou a favor de manter armas perigosas longe das mãos dos tolos. Vamos começar com as máquinas de escrever"
Frank Lloyd Wright
Frank Lloyd Wright
É preciso ser uma mulher para estar disposta a entender a complexa arte de ser mulher. Eu disse disposta a entender, não simplesmente entender. Ser mulher, no sentido amplo ou específico da palavra, é estar pronta para fazer de sua vida uma arte. É saber que você sempre estará sozinha, ainda que esteja acompanhada. E que você nunca está sozinha, de verdade. A vida é cheia de complexidades. Mas apenas uma mulher é capaz de tornar as complexidades de sua vida uma arte.
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5 observações:
Ótimo texto e acho que reflete bem as coisas que temos testemunhado nos últimos tempos.
Agora preciso deixar um exemplo de coragem que partiu do terceiro sexo (aquele que nem é masculino e se aproxima do feminino).
Lembre-se da declaração feita pelo meu amigo 'chegado'. Ele não pensou duas vezes em saber se ia se dar bem, mas teve a certeza de que deveria se expor. Bem corajoso para um ser humano dotado de rímel e Dolce e Gabbana, não?
bjo da gorda.
Amanda, quero ver você ter coragem de me falar na cara tudo isso que escreveu, que nem homem.
Gentem, o Serjones ficou puuuuuto!!!
Sorr baby, nem te conheço, mas tenho certeza que a Amanda não só repete tudo isso na sua cara, como te prova por A + B que está certa.
Mas não se procupe querido, mesmo sendo covardes, men are the enemy, but we still love the enemy! (agora citando outo filme - Jerry Maguire).
Pestaninha disse...
Gentem, o Serjones ficou puuuuuto!!!
Sorry baby, nem te conheço, mas tenho certeza que a Amanda não só repete tudo isso na sua cara, como te prova por A + B que está certa.
Mas não se procupe querido, mesmo sendo covardes, men are the enemy, but we still love the enemy! (agora citando outo filme - Jerry Maguire).
Na verdade é assim. Para que exista a covardia de se fazer algo também tem que existir a coragem para fazer o contrário. É tudo uma questão de ponto de vista. O bem só existe por conta da existência do mal e por aí vai.
Beijos.
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