sexta-feira, 13 de julho de 2007 | By: Mandi

A inconcebível fragilidade do "para sempre"

O tal do "para sempre" tem me perseguido ultimamente. Então resolvi escrever sobre essa expressão que para muita gente significa tanto, mas que ironicamente é tão vazia quanto um balão murcho para outros. Não, não estou sendo pessimista. Pense bem... O "para sempre" é só mais uma dessas expressões paradoxais que somos obrigados a lidar em um relacionamento.
Exemplo.
Outro dia eu me peguei rindo de uma dessas celebridades, a Grazi, na sala de espera da clínica. O médico estava atrasado e, em um desses programas matinais, a apresentadora comunicava o público sobre a declaração da atriz, dizendo que tinha encontrado em seu atual namorado, Cauã Reymond, também ator, o homem de sua vida. Que gostaria de casar com ele e que achava que, desta vez, era para sempre.
Achei um absurdo, na verdade, levando em conta a superficialidade do meio em que ela vive. E mais ainda por conta da superficialidade da época em que todos nós vivemos, o que vai de coisas simples como a comida (fast food) até a música (easy listening) passando pelos sentimentos.
E de repente, me caiu como uma bomba. A gente sempre acredita que vai ser para sempre.
Porque, se não acreditássemos nisso, nem nos dariámos ao trabalho de começar uma relação. O começo de qualquer coisa está baseado na esperança de que haja sucesso, seja no caminho, seja no resultado.
Se não houvesse a expectativa de felicidade, de dar certo, de ser para sempre, a gente nem começava mais nada.
Daí que eu conclui que a moça em questão não é mais boba, mais superficial ou inocente do que qualquer um de nós. Ela tem as mesmas chances que todos nós temos de estar certa ou errada.
Todos nós temos o direito de criar expectativas. E todas elas têm fundamento no que sentimos, não no que é real. É tudo uma questão de ponto de vista.
O tal do "para sempre" guarda em si uma inconcebível fragilidade entre aqueles que acreditam nele...

3 observações:

jujuba disse...

Talvez não seja pra sempre em duração, mas em intensidade, é como se fosse 'pra sempre'.

Mas as coisas são muito dinâmicas, gringa. Por isso eu sou fã de rádio, eles sempre vão mudando as músicas pra que elas não fiquem martelando e te lembrando de antigos sentimentos...
Beijo da gorda.

Serjones disse...

Por que as pessoas têm mania de inventar uma desculpinha em vez de confessar que realmente assistem a programas toscos na TV?
"Eu tava zapeando"... "Tava na clínica"...
Inventar pretextos é uma coisa que vai existir "para sempre". E neste caso, a expressão é pra valer!

PESTANINHA disse...

AMANDA, O PRA SEMPRE NÃO É TÃO VAZIO ASSIM, VEJA SÓ:
SEREMOS PRA SEMPRE INTELIGENTES (NINGUÉM EMBURRECE DO NADA), SEREMOS PRA SEMPRE LINDAS (TODAS IDADE TEM SUA BELEZA) E SEREMOS PRA SEMPRE INTERESSANTES(FALA SÉRIO, COM ESSE NOSSO SENSO DE HUMOR QUE SOBRA, ELE NÃO VAI
ACANAR TÃO CEDO)...VIU SÓ?!?
UM BEIJO, DA SUA PRA SEMPRE AMIGA ;-)