segunda-feira, 2 de julho de 2007 | By: Jujuba

Cade o bom senso, meu Deus?

Depois de todos os posts devidamente comentados, eis que quebrarei o jejum de meses e voltarei a escrever nesse espaço. Afinal, alguém tem que contribuir com cultura inútil nessa vida.
Vou me reportar às descobertas bizarras que fiz este final de semana. Reunião entre mulheres é sempre muito construtivo. Ou não.

Mas o que importa é que nesse final de semana eu fui pro ABC paulista rever minhas amigas prediletas e passei as horas conversando com seis ou sete mulheres.
Intercalando tudo isso, houve um aniversário de um amigo. Com homens, claro. A mesa se dividiu desta maneira: namoradas pra cá num papo regado a cerveja. Namorados pra lá num papo regado a whisky. E ficamos felizes assim.
Enquanto do lado de lá discutia-se a pífia estréia do Brasil na Copa América, a gente aproveitou pra falar das vidas alheias. E das nossas próprias também.
E daí eu ouvi relatos tão impressionantes que me fizeram rever meus conceitos. Uma das garotas em questão é a degradação do ser humano em si.
Eu sei que eu sempre fui o extremo do orgulho e o meu amor próprio ultrapassa os limites do bom senso e às vezes até impede que eu ame alguém. Mas nunca conheci ninguém tão sem auto-estima.

A moça em questão é até ajeitada, tem seus 20 e poucos anos, trabalha, tem independência, um carro e bons amigos. Mas inexplicavelmente ela corre atrás há quatro anos do mesmo cara. A degradação do ser humano vem a seguir: o cara não assume que tem nada com ela, o cara arranjou uma namorada e o cara chegou a dizer: "Ei, se vc não vier na minha casa agora dar umazinha comigo, vou ter que ativar a minha lista". Bleh. E adivinhem. Ela foi.
Como assim ela foi? Nem meu cachorro viria no meu colo se eu o chamasse dessa maneira porca. Mas enfim, ela foi. E depois no dia seguinte, achando que ia repetir a dose, ele ligou pra ela: "Ei, vem aqui em casa de novo que eu não tenho nada pra fazer". E ela se preparou pra ir. Deu uns 20 minutos, ele ligou: "Não precisa vir mais, vou sair com a Fulana (a namorada, cujo nome não pode ser revelado para manter a integridade da pessoa, rs)". E ela botou o pijama.
Deu mais cinco minutos e ele ligou: "Ei, a Fulana não pode sair comigo. Pode vir então". E ACREDITEEEEEEEEEEEM. Ela foi.

Passei a viagem inteira de volta pensando no que se passa na cabeça de uma menina para se submeter a uma coisa dessas. Senti vergonha alheia do universo feminino e me senti um pouco enojada de como algumas mulheres são capazes de se rebaixar a isso. Tem alguma explicação? (Não vale dizer que o cara é bom de cama. Sexo não compra o amor próprio)

2 observações:

Mandi disse...

Ah, Gorda... o que pega é que só ela sabe o que ela sente. Não sei se por amor ou por dependência, mas o ser humano é capaz de viver de migalhas de atenção... Ou pelo menos sobreviver... Infelizmente, não vai mudar. Porque ela optou por fazer esse papel. E porque a falta de respeito que ela tem por si mesma se estendeu ao cara. Ou vice-versa. Não importa, infelizmente. O resultado é o mesmo. E no placar final, é só ela que se dá mal.
Beijo da Gringa! Love ya.

jujuba disse...

A Veja desta semana traz uma matéria sobre o amor próprio. Talvez eu indique a ela. Quem sabe.

Beijo da gorda