Dentro de alguns dias vai completar um ano que eu voltei dos Estados Unidos, depois de um ano fora. Há tempos tenho feito anotações mentais para escrever um balanço deste último ano. Por que, você me pergunta, escrever sobre esse último ano? Porque foi uma espécie de renascimento.
Em um ano, eu já tive vontade de partir, novamente, porque achava que meu lugar não era mais aqui. Eu tive de reaprender a ser jornalista. Eu tive de lidar com meus demônios, minhas saudades. Eu tive de reconquistar amizades e me despedir de pessoas de quem eu gostava muito.
Em um ano, eu já tive vontade de ficar. Achei que tivesse encontrado o meu lugar. Mas às vezes, isso é só uma impressão que a gente tem, quando quer muito uma coisa. Ou simplesmente, quando aprende o que é ser feliz. Mas, como diz a minha avó, não há bem que tanto dure, nem mal que nunca termine. Vou ter de confiar nela.
Depois de um ano, hoje, volto a ter dúvidas de onde é o meu lugar.
Em um ano, eu acertei algumas vezes, errei muitas outras. Aprendi que não existe perfeição, por mais que eu me esforce e provavelmente continue errando em busca de algo próximo dessa perfeição. O mais importante, no entanto, é a consciência de que tudo funciona sob um ponto de vista. Nem sempre o outro está olhando na mesma direção que a gente. E todo mundo tem esse direito.
Em um ano, para ser sincera, ontem, eu aprendi tardiamente o que toda criança já sabe: que quanto mais você cutuca uma ferida, mais ela demora para cicatrizar. E toda vez que a gente fere alguém, por incrível que pareça, quem sai mais ferido somos nós mesmos.
O que eu já sabia, mas tive de viver mesmo assim, é que não importa quanto tempo passe, mas se um dia a gente feriu alguém, um dia alguém vai nos ferir. Ação e reação. Então, o melhor mesmo é desejar o bem e a felicidade aos outros.
Em um ano eu conheci pessoas que estarão para sempre em minha vida, independentemente da distância que se crie, porque elas já fazem parte de mim.
Eu realmente não posso afirmar se saber tudo isso me seria útil há um ano. Provavelmente não. Também não sei se vai ser útil daqui para frente. Eu espero que sim. Mas a realidade, pra valer, é que eu vou continuar errando e acertando. E aprendendo, quem sabe, para um dia me tornar uma pessoa sábia.
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Amanda de Almeida. Tecnologia do Blogger.
A FRASE
"Eu sou a favor de manter armas perigosas longe das mãos dos tolos. Vamos começar com as máquinas de escrever"
Frank Lloyd Wright
Frank Lloyd Wright
É preciso ser uma mulher para estar disposta a entender a complexa arte de ser mulher. Eu disse disposta a entender, não simplesmente entender. Ser mulher, no sentido amplo ou específico da palavra, é estar pronta para fazer de sua vida uma arte. É saber que você sempre estará sozinha, ainda que esteja acompanhada. E que você nunca está sozinha, de verdade. A vida é cheia de complexidades. Mas apenas uma mulher é capaz de tornar as complexidades de sua vida uma arte.
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3 observações:
Opinião de quem te conheceu antes e depois desse 'um ano':
Foi como um renascimento mesmo. Pra melhor. Acho que vc mudou muito, voltou mais madura, com uma visão mais clara das coisas, com as suas convicções mais definidas, mas tudo isso sem perder a essência.
Nem parece que já faz um ano que vc está aqui.
E no balanço de tudo isso, talvez reste apenas a sensação de que tudo isso valeu a pena. Pense bem.
bom, como eu não te conhecia antes, posso dizer uma coisa: em um ano, vc me conheceu!!! nossa, q modesto, não?
tô com a ju: td vale a pena nessa vida, basta a gente saber tirar as coisas boas dessas experiências.
e, outra coisa, aqui é o seu lugar sim.
beijão
Já está fazendo 6 meses que conheço você, através do blog claro.
A dúvida de saber se aqui é o meu lugar, também me assombra desde que voltei do Japão a quase dez anos.
Minha familia inteira está lá, tirando minha irmã que mora na República Dominicana.
Mas me sinto bem aqui. Não totalmente realizado, mas bem comigo mesmo.
Sempre digo que o importante é ter uma escolha a fazer entre duas ou mais alternativas. Sem escolhas, nossa vida seria muito chata.
Algumas decisões nos levam a abrir mão de muita coisa. Mas devemos levar em conta aquilo que nós ganharemos se escolhemos outra alternativa.
Bjus
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