Tudo começou ontem de manhã. Juba me ligou no jornal e combinamos de jantar à noite. Se tem gente que comemora o dia dos namorados, a gente celebra a nossa amizade com comida japonesa e dando risada em qualquer dia do ano. Aí a história correu feito pavio aceso. Chamei o Anderson, que topou na hora, a Li, que não foi. A última a aderir à idéia foi a Karina, que merecia uma folga, depois de ter estreado na editoria de Polícia.
Já no restaurante, com o Anderson estavam o Edson e a Maria Helena.
E, na mesa ao lado, um trio do barulho. Wagner e Andréia, com quem eu estudei quando éramos crianças, mais a namorada do cara. Trêbados, falando alto e constrangendo a todos que estavam no restaurante, inclusive as garçonetes. E, por mais que a gente seja adepto do "cada um cuidando bem da sua vida", foi difícil ignorá-los.
Depois de muita confusão na mesa deles, e muita diversão na nossa, eles foram embora, quase botando o restaurante abaixo. Teve desmaio, choradeira, gritaria. Melhor do que novela mexicana. E, depois que saíram, a gente ainda ouviu a gritaria lá fora.
E assim foi o nosso jantar.
No dia seguinte...
Celular toca. É o Anderson.
- Amanda, você está vendo o jornal na tevê?
- Não, por quê?
- Como não, como não?
- Ué, o DV tá com o controle, sei lá o que ele está vendo.
- Adivinha quem foi preso?
- Quem foi preso?
- O Wagner.
- Como assim?
- Preso. Ontem.
- Preso?
- É, acabou de dar a notícia no jornal.
- Preso como?
- No Rodeio. Numa barraca de hot-dog. (Nisso, a Juba, que tinha me ligado para me chamar para almoçar, estava na outra linha, ouvindo tudo).
Pergunta da Juba: - Fazendo o que numa barraca de hot-dog, depois de jantar no japonês?
- Sei lá, vai ver ele estava com fome.
- Preso por quê?
- Ah, disseram que ele se identificou como policial, bêbado, e não é policial nada.
- Eh, que eu saiba não é mesmo.
- Então, ele estava armado.
- Armado?
- Armado?
Nessa hora eu pensei: putz, eu sabia que o cara andava armado. A Maria Helena também levantou a bola no meio do jantar. Mas, daí a achar que ele fosse usar...
- Armado.
- E daí?
- Vou desligar, depois você conta - disse a Juba, já estressada com o blá-blá-blá.
- E daí que ele está no CDP. Preso.
- Gente, que coisa.
- É. Depois eu passo no jornal para saber mais com o Laércio (editor de Polícia).
- Tá bom.
- É osso*.
- É osso*.
O que é osso*, você deve estar se perguntando?
Isso, só a Inês, que não estava lá, sabe.
Afinal, foi seu grito de guerra na Parada Gay, de São Paulo, e em um velório, que ela resolveu ir em seguida, com o Edson, bêbada, sem conhecer o morto.
E daí você me pergunta se foi um bom dia dos namorados? Foi o melhor.
Pages
Amanda de Almeida. Tecnologia do Blogger.
A FRASE
"Eu sou a favor de manter armas perigosas longe das mãos dos tolos. Vamos começar com as máquinas de escrever"
Frank Lloyd Wright
Frank Lloyd Wright
É preciso ser uma mulher para estar disposta a entender a complexa arte de ser mulher. Eu disse disposta a entender, não simplesmente entender. Ser mulher, no sentido amplo ou específico da palavra, é estar pronta para fazer de sua vida uma arte. É saber que você sempre estará sozinha, ainda que esteja acompanhada. E que você nunca está sozinha, de verdade. A vida é cheia de complexidades. Mas apenas uma mulher é capaz de tornar as complexidades de sua vida uma arte.
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3 observações:
só te digo uma coisa:
EH OSSOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO
EH OSSOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO
EH OSSOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO
Menina!
se viu que babado forte do "trio parada dura" que serviu de pano de fundo para o jantar do nosso grupo?
Vamos combinar a cena final não assistimos (flagrante e prisão)do tigrão, mas eles mereceram os 15 minutos de fama que tiveram com a notícia na TV. Mas enfim,o que importa é que estavamos todos felizes graças a nós mesmos e a boa comida servida no restaurante.
No mais parabéns aos desnamorados, pois antes só ou com amigos do que mal acompanhada...rs....rs...rs...
beijos
Maria Helena
ah! seu blog tá muito legal...gostei
kkkkkkkkkkkkkk.... adorei.... ri muito com tudo isso!
kissessssss
Maugalhães
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