Sexta-feira.
Depois da folga na quinta-feira, feriado, o trabalho acumulado.
Sempre evito deixar o MSN ligado no trabalho, mas como pouco tenho usado o dito cujo em casa, mandei às favas. Em quase um ano de volta ao Brasil, só vi um querido amigo uma vez. Por acaso. Jornalistas enrolados, eu diria. E ontem ele estava no MSN. "Tô em Mogi, vamos almoçar?" "Tô no trabalho. Mas, tá bom, vamos". Ele arrebanhou mais um amigo nosso e lá fomos nós almoçar. Sem vontade de voltar para o jornal, depois.
Ficou combinado que eu teria até às oito da noite para terminar minhas coisas e aparecer no Morumbi para tomar uma com eles. Confesso que não estava no pique para sair. Ainda mais sexta-feira, 20 horas.
Por outro lado pensei: que mal vai me fazer?
Ao chegar no Morumbi, cadê a dupla? Nada no salão. Estavam no balcão. Apesar de ser velha frequentadora do Morumbi, nunca havia ficado no balcão. Testosterona demais para o meu gosto. Aí pensei: beleza, balada de macho. Só faltou o futebol. Era olhar para o ambiente e só tinha cueca. E eu, de jaqueta cor-de-rosa, lá no canto.
E lá eu não precisava me preocupar se o meu cabelo estava sujo, se eu ainda não havia tomado banho depois de um dia inteiro de trabalho ou em tentar parecer sensível e feminina. Acreditem, ultimamente eu ando menos feminina do que nunca e sem paciência para isso. Do tipo "meu rosto dói quando eu dou risada". Garota enxaqueca total.
Agora, cá entre nós. Papo de macho pouco difere do papo de fêmea.
Logo que cheguei, me mostraram uma revista com ensaios fotográficos pseudo-sensuais de mulheres e um cara. Eles queriam saber a minha opinião sobre a masculinidade do rapaz. Mas, a minha teoria é a seguinte: o cara tava à vontade demais com a bunda dele. E, até onde eu sei, os homens no geral têm dificuldade de lidar com a própria bunda. Medo de gostar, já que eles associam isso ao homossexualismo. Enfim.
Mas isso foi só uma parte.
Não existe nada mais libertador do que tomar cerveja e não precisar parecer atraente. Melhor ainda quando os caras que estão com você não te consideram atraente. Poder ir ao banheiro e usar frases do tipo "calma aí que a natureza está chamando".
Não, eu não quero virar homem.
Mas, vez por outra, é muito mais fácil ser um deles.
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Amanda de Almeida. Tecnologia do Blogger.
A FRASE
"Eu sou a favor de manter armas perigosas longe das mãos dos tolos. Vamos começar com as máquinas de escrever"
Frank Lloyd Wright
Frank Lloyd Wright
É preciso ser uma mulher para estar disposta a entender a complexa arte de ser mulher. Eu disse disposta a entender, não simplesmente entender. Ser mulher, no sentido amplo ou específico da palavra, é estar pronta para fazer de sua vida uma arte. É saber que você sempre estará sozinha, ainda que esteja acompanhada. E que você nunca está sozinha, de verdade. A vida é cheia de complexidades. Mas apenas uma mulher é capaz de tornar as complexidades de sua vida uma arte.
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3 observações:
Peraeeee! Papo de macho difere pouco de papo de fêmea? Que papo é esse? O que os brothers vão pensar quando lerem isso??? hahahahahahaha
Agora, Tiazinha meu amor, "os caras que estão com vc não te consideram atraente?"
tsc tsc... não conhece os homens mesmo
Vc não imagina quantos fãs arrebanhou pelo mundo desde aquela noite no Padang...
vamos de novo? =)
Denny... eu já disse que aquela noite foi fruto da sua imaginação... Sem contar que você queima o meu filme com essa história. Qualquer pessoa que me conhece o suficiente sabe que, se um dia eu for dar vida a uma fantasia, está longe de ser a tiazinha...
No mais, não me acham atraente. Mesmo. Até porque, como eu te disse ontem, esse papo de atração é ilusão.
Os caras me conhecem, alguns me acham bonitinha, outros me acham legal. Mas tudo tem prazo de validade, sabe...
Nesse aspecto eu tenho inveja dos homens. A capacidade de perceber quando o prazo expira e a facilidade de tornar tudo descartável, sem olhar pra trás.
A próxima vai ser assistir o União jogando, segundo disse o Danilo, o que há de mais macho para se fazer. Nível de frescura, zero. Vou parar de depilar a perna!!! Uhu!
Beijoca
Kd a mulherzinha?
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