domingo, 6 de janeiro de 2008 | By: Mandi

Tuesdays with Morrie

Culturalmente falando, eu tenho três grandes paixões em minha vida: filmes, músicas e livros. É difícil colocá-los em uma ordem de importância, porque isso varia muito de acordo com o momento que estou vivendo. Quando estou envolvida com alguém - na realidade, basta eu estar interessada em um cara, por exemplo - que a música me absorve de maneira quase que inexplicável.
Eu posso suportar muitos defeitos no outro, até porque eu sou cheia de manias e defeitos. Posso até mesmo suportar o fato de ele ter péssimo gosto para filmes e livros. O que eu não posso suportar, no entanto, seria um mau-gosto para música. Já aconteceu de eu me interessar por caras pelo simples fato do gosto musical deles ser compatível com o meu. Não posso dizer o mesmo de seu caráter, uma pena.
Mas, fato é que a música tem andado em segundo plano na minha vida ultimamente. E não foram os filmes que ganharam espaço. Foram os livros.
Sempre gostei de ler, mas nos últimos tempos a minha fome por livros tem me levado a devorar palavras. Hoje, por exemplo, li em uma sentada "A Última Grande Lição", de Mitch Albom (para quem se interessar, a editora é a Sextante).
Eu já conhecia a história porque, em 1999, o livro foi transformado em filme pela HBO, com Jack Lemmon no papel do velho professor Morrie. Aliás, o título original era "Tuesdays With Morrie", porque os encontros entre o velho professor e seu antigo aluno aconteciam sempre às terças-feiras. Lembro de ter assistido o filme e me apaixonado pela trama.
Um velho professor de sociologia contrai uma doença sem cura e, a partir daí, resolve ensinar os outros que a morte faz parte da vida e nunca é tarde para viver. E ele viveu, intesamente, até o último suspiro. Morrie virou personalidade nos EUA, entrevistado por um programa de televisão. Foi aí que Mitch Albom, seu velho aluno, descobriu que o mestre estava morrendo e decidiu visitá-lo. Foi daí que começaram um projeto de discutir o sentido da vida. Morte, casamento, amor, dinheiro, trabalho, perdão... Neste tópico, a mensagem é que precisamos aprender não só a perdoar os outros, mas a perdoar nós mesmos, que talvez seja tão difícil quanto.
Eu, por exemplo, tenho grande dificuldade em perdoar a mim mesma. Aliás, eu exijo demais de mim mesma, o que me torna insuportável a minha existência. Quem diria, hein. E a novidade é que eu não ou a única. Seria capaz de citar tantas pessoas que conheço que não são diferentes...


Morrie me fez lembrar que eu passo tanto tempo sobrevivendo, que me esqueço de viver. E é fácil culpar o sistema por isso, quando eu deveria admitir que sou preguiçosa demais para mudar uma realidade à qual já estou acostumada.
É por isso que de nada adianta fazer listas com resoluções de ano novo.
O que realmente importa é viver. E amar, diria Morrie.

2 observações:

Jujuba disse...

saudade de vocêeeeeeeeee

tati disse...

Sou apaixonada por filmes, nem sempre me recordo de diretores e atores, porem os europeus sao meus favoritos.
Esse eu nunca vi, mas fiquei com uma vontade enorme de assistir... faz um tempao que nao vejo um bom filme, talvez por falta de tempo ou por achar que nao tenho tempo.
A ideia do filme me interessa bastante, perdoar sempre eh preciso e principalmente a nos mesmo.
Viver vale a pena sempre!

vou acompanhar sempre o blog, adoreiii essa ideia, ja adicionei no meu bookmark