Pages
Amanda de Almeida. Tecnologia do Blogger.
A FRASE
"Eu sou a favor de manter armas perigosas longe das mãos dos tolos. Vamos começar com as máquinas de escrever"
Frank Lloyd Wright
Frank Lloyd Wright
É preciso ser uma mulher para estar disposta a entender a complexa arte de ser mulher. Eu disse disposta a entender, não simplesmente entender. Ser mulher, no sentido amplo ou específico da palavra, é estar pronta para fazer de sua vida uma arte. É saber que você sempre estará sozinha, ainda que esteja acompanhada. E que você nunca está sozinha, de verdade. A vida é cheia de complexidades. Mas apenas uma mulher é capaz de tornar as complexidades de sua vida uma arte.
Das nossas diferenças
Dia desses eu estava navegando pela internet e dei de cara com a foto aí em cima. Se você ainda não os conhece, estes são Sophie Dahl e Jamie Cullum. Ela é uma modelo e escritora, além de cozinheira de mão cheia que gravou uma série chamada "Delicious Miss Dahl", em que mostrava sugestões de pratos de acordo com seu estado de espírito, intercalando com histórias, memórias e citações literárias. Demais. Ele é um cantor e pianista com uma pegada pop-jazzística bem legal, que já veio ao Brasil inúmeras vezes.
Sophie Dahl tem 1.80m. Jamie Cullum tem 1.64m. Eles são casados.
Quando fiquei sabendo que os dois estavam juntos, achei muito legal. São duas pessoas talentosas e, pelo que vi nas fotos, parecem estar bem felizes. O problema é que a única coisa que as pessoas prestam atenção é na altura deles.
Daí comecei a pensar em como a gente se apega a detalhes e deixamos de lado o todo. Eu sou dois centímetros mais alta que o meu namorado. Pode parecer pouco, mas como sou grandona e ele é magrelo, fica parecendo que eu sou bem maior. E é claro que não ajudou, há alguns anos, quando conheci o primo dele, o fato de o cara ter dito: "Nossa, ela é maior que você", antes mesmo de dizer oi. Para este primo é fácil: ele tem 1.90 e, dificilmente, vai arrumar alguém mais alto que ele.
Mas, convenhamos. O que são nossas alturas comparado a todo o resto que temos? Nossa história, nossas risadas, tudo aquilo em que acreditamos e vivemos? Não é nada.
Nós vivemos em uma sociedade muito preconceituosa. A mulher não pode (ou não deve) ser mais alta, mais gorda, mais velha, mais inteligente, mais isso ou aquilo que o homem. Para com isso!!! Enquanto deixarmos que as pessoas pensem desta maneira, estaremos impedindo a nós mesmas e outras pessoas de serem felizes por puro preconceito machista.
A época das cavernas já foi.
Hoje em dia, não precisamos mais de um homem mais forte ou mais sábio para nos proteger e nos prover. Somos capazes de nos proteger, de ganhar nosso sustento e cuidar de uma família. Somos capazes de amar alguém sem esperar que este alguém se encaixe nos padrões sociais (ou biológicos, em alguns casos).
Eu sou a favor das diferenças. E, acima de tudo, sou a favor do amor.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
4 observações:
Não acho nada demais. Preconceito é o que há. Já passei por situações curiosas de alarme das pessoas. Claro, eu e meu marido, não temos tanta diferença quanto o casal. Mas eu tenho 1,72 e ele tem 1,63. Somos muito felizes e bem resolvidos. Bjokas
É isso aí, Mary! O que importa é a felicidade de vocês. O resto é resto.
Seu texto demonstra bem como as pessoas ainda não estão preparadas para o diferente...o que se destaca é o pequeno defeito dentre tantas qualidades.
Parabéns pelo texto!
Passa no meu blogger, estou tentando expor um pouco e tirar o tédio escrevendo sobre nós mulheres...
http://morganafreire.blogspot.com/
Oi Mandi!
Estava à procura de informações sobre preconceitos de alturas entre casais. Exactamente por também eu ser mais alta 2 cm que o meu namorado. E olha... fiquei radiante com isto que tu escreveste!
Sabes que mais? Nós não precisamos que ele se baixe para nos beijar. Quando queremos beijamos e pronto, é só rodar o pescoço! E eu adoro!
Um beijinho!*
Postar um comentário