terça-feira, 7 de junho de 2011 | By: Mandi

Eu e meu clone


Todo ano é a mesma coisa. Basta o frio chegar e parece que, de repente, sou substituída pelo meu clone. Um clone do mal, uma versão piorada de mim. Mal-humorado, inchado, preguiçoso, introspectivo, antissocial... e guloso. Praticamente um Garfield da vida.

Na verdade, eu sei que não é um clone. Sou eu, na minha pior forma. 

Cada pessoa se dá melhor com um tipo de clima. No meu caso, o calor me faz muito bem. Durante os meses quentes, tenho disposição para quase tudo. Até para ir à academia, que não é lá minha atividade favorita. 

Bastou chegar o frio, entretanto, que eu começo a ficar estragada. Minhas doenças respiratórias crônicas são as primeiras a aparecer, para dar as boas-vindas ao frio. Em seguida, e por consequência, minha presença na academia começa a ficar cada vez mais rara. O ponteiro da balança começa a subir, com a ajuda do chocolate, especialmente do chocolate quente. E de todos os outros quitutes que acompanham o frio, com ou sem chocolate. 

Minhas roupas começam a ficar apertadas. A preguiça de me arrumar para sair é cada vez maior. E a bola de neve (uma metáfora bastante apropriada) vai ficando cada vez maior.

Há pessoas que se sentem bem no frio, entretanto. São aqueles que conseguem enxergar o que há de melhor nessa época do ano. Não estou entre elas, mas as respeito.

Sinto saudades do calor. Diariamente.


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