Desde que voltei para o Brasil - e isso já vai fazer quase um ano, olha só como o tempo voa - uma frase tem martelado na minha cabeça. Tudo começou pouco antes das eleições, com uma propaganda que mostrava uma briga entre Gabeira e Severino na Câmara, ocorrida em agosto de 2005. Eu não estava aqui, não vi a briga, estava chegando naquela hora. Como a boa mineira que eu nunca fui.
Gabeira dizendo que Severino era uma vergonha para o Brasil, até o momento em que o então presidente da Câmara respondeu ao deputado: "recolha-se a sua insignificância".
Toda vez que essa frase martela na minha cabeça, me causa arrepios. Porque é fácil tirá-la do contexto político e aplicá-la em qualquer outro que se queira.
Eu vivo me policiando para não ultrapassar os limites da minha insignificância mas, vez por outra, eu provavelmente escorrego sem perceber e ela desaba sobre a minha cabeça. O que fazer nestes casos?
Não sei. Se eu tivesse a resposta, isso não aconteceria, em primeiro lugar.
Provavelmente a frase vai continuar martelando na minha cabeça.
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Amanda de Almeida. Tecnologia do Blogger.
A FRASE
"Eu sou a favor de manter armas perigosas longe das mãos dos tolos. Vamos começar com as máquinas de escrever"
Frank Lloyd Wright
Frank Lloyd Wright
É preciso ser uma mulher para estar disposta a entender a complexa arte de ser mulher. Eu disse disposta a entender, não simplesmente entender. Ser mulher, no sentido amplo ou específico da palavra, é estar pronta para fazer de sua vida uma arte. É saber que você sempre estará sozinha, ainda que esteja acompanhada. E que você nunca está sozinha, de verdade. A vida é cheia de complexidades. Mas apenas uma mulher é capaz de tornar as complexidades de sua vida uma arte.
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1 observações:
Nossa.
Eu lembro dessa briga.
Eu lembro dessa frase.
Eu lembro até do tom de voz usado por Severino, o retirante.
Essa frase é impactante em qualquer ocasião ou circunstância.
Eu já tive a infelicidade de ter a pronunciado, para o interlocutor que como sempre, era alvo da minha crueldade.
Mas o fato é que ninguém conhece ao certo a sua própria insignificância...
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