Ufa. Nem acredito que vou postar.
Entre um suspiro no plantão de sábado, eu consegui um tempo pra escrever.
Há tempos tenho pensado nisso. “What do you want for yourself?”
A frase soou no filme O Último Samurai, quando Tom Cruise pergunta pro Ken Watanabe: “What do you want from me?” e tem como resposta: “What do you want for yourself?”
O esquema é mais ou menos este. O que você quer para sua vida?
Eis um caso curioso. Tenho uma amiga, 22 anos vividos apenas, seis deles namorando com o mesmo moço. Um bom moço, pra dizer a verdade. Estuda como engenheiro, vai ganhar uma puta grana, vai ser bem sucedido.
E ela. Ela, assim como nós, compõe a massa dos jornalistas mal remunerados que continuam reclamando do destino. Então ela tomou uma decisão. Vai se casar.
Vai se casar e já considera isso tardio. Que por ela, já teria pelo menos uns dois filhos hoje. Só não teve porque o destino não quis.
E vai ser dona de casa. E vai largar o jornalismo. E vai viver da mesada dele. Usar os cartões de crédito dele. Vestir e alimentar os filhos com o dinheiro dele. E deixar de ser ela para ser a esposa dele.
É isso que me faz pensar que... eu não me vejo sendo parte da vida de alguém como coadjuvante... e não consigo traçar planos nos quais eu não faça nada de relevante, e viver a vida que alguém construiu.
Não consigo pensar em seguir pelos passos de outras pessoas, num caminho que outra pessoa escolheu. E não eu. Viver dos méritos de terceiros, comemorar as vitórias que não são suas.
O que eu quero pra mim? Talvez eu não tenha essa resposta.
Mas com certeza, eu já sei o que eu NÃO quero pra minha vida...
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Amanda de Almeida. Tecnologia do Blogger.
A FRASE
"Eu sou a favor de manter armas perigosas longe das mãos dos tolos. Vamos começar com as máquinas de escrever"
Frank Lloyd Wright
Frank Lloyd Wright
É preciso ser uma mulher para estar disposta a entender a complexa arte de ser mulher. Eu disse disposta a entender, não simplesmente entender. Ser mulher, no sentido amplo ou específico da palavra, é estar pronta para fazer de sua vida uma arte. É saber que você sempre estará sozinha, ainda que esteja acompanhada. E que você nunca está sozinha, de verdade. A vida é cheia de complexidades. Mas apenas uma mulher é capaz de tornar as complexidades de sua vida uma arte.
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1 observações:
Putz, Juba. Forte, este texto. Me deu vontade de escrever uma réplica em forma de texto.
Infelizmente, a sua amiga está desistindo de ser ela. Não a conheço, não sei porque ela tomou esta decisão.
Mas, numa outra situação, eu entenderia se alguém abrisse mão de algo por um bem maior. Meu irmão, por exemplo, casou e mudou.
Não desistiu de seus sonhos, mas os adequou à uma realidade, em nome da realização de seu maior sonho: ficar com a mulher que ele ama, ainda que isso tenha significado ir morar num fim de mundo, ter de mudar periodicamente e não saber para onde serão mandados na próxima vez. Agora, pergunte a ele se ele é feliz. A resposta é sim. Mas ele não deixou de ser ele, por conta disso. Ele continua correndo atrás dos sonhos dele.
Sua amiga, pelo que li, simplesmente deixou de sonhar. E tem a ilusão de que terá um futuro pacífico e feliz, todo planejadinho. Mas ninguém está livre das surpresas. E pessoas dependentes logo se tornam um estorvo, se tornam chatas.
Mas, deixar de sonhar.. Talvez isso seja o pior de tudo...
beijo da gringa e até mais tarde!!!
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