segunda-feira, 17 de março de 2008 | By: Mandi

Resumão

Já tem algum tempo que eu não escrevo por aqui. Falta de tempo, de paciência e até de um pouco de vontade. Mas os acessos continuam e eu sinto como se estivesse deixando meus amigos na mão. Então vamos lá...

Ano passado não foi dos melhores em minha vida. Me lembra até o nome de um CD do Titãs, "Tudo ao Mesmo Tempo Agora". Era como se tudo estivesse ocorrendo ao mesmo tempo. Uma nova perspectiva de trabalho dentro do jornal, freelas bacanas, aprender novas funções... tudo isso acompanhado de um relacionamento que não deu certo. Porque não era para dar.
Daí eu caí várias vezes. E levantei todas elas. Ora com a ajuda daqueles que me amam, ora sozinha. E então, mais uma vez, eu aprendi que o sofrimento é bom. Pode não ser quando estamos no meio dele, mas depois que passa, seus ensinamentos permanecem. Me lembro sempre de uma frase, de algum filme, que dizia que a dor era boa, a dor era nossa amiga, porque era sentindo dor que sabíamos que estávamos vivos. O sofrimento é parecido.
Porque o sofrimento nos ensina que não estamos anestesiados e que ainda somos capazes de sentir. Por muito tempo eu achei que não era mais capaz de sentir. Mas o sofrimento me provou o contrário.
E então veio o tempo. O tempo é outro professor, que nos ensina a ter paciência, a nos respeitar, a conhecer os limites. Mais ainda, a conhecer nós mesmos. E o tempo, se bem aproveitado, nos beneficia com sabedoria e maturidade. Desperta a capacidade de observação, que nos ajuda a escolher melhor os nossos caminhos. E, em determinado momento, nossos caminhos se cruzam com o de outras pessoas, com quem podemos ou não seguir juntos.
É por isso que toda aquela experiência anterior é tão importante... Para nos ajudar a reconhecer caminhos e pessoas. E, por incrível que pareça, você descobre que não é a única pessoa vivendo um momento assim, traçando um caminho assim. Descobre que há outras buscando o mesmo que você e que descobriu um caminho parecido.
Foi assim que o Bob surgiu na minha vida. Quando ambos estávamos a procura de um caminho e não de pessoas para nos acompanharem nele. E tudo isso a gente descobriu conversando. Muito. Sobre a vida, sobre família, amigos, trabalho, amores. Sobre como chegamos até ali.
E, de repente, percebemos que nossos caminhos eram parecidos. E que nossos planos eram parecidos. E que queríamos seguir, a partir dali, juntos.
Mas isso é uma outra história.

2 observações:

fabio disse...

o bob agradece a cia pela longa estrada sem fim....rsrs

Jujuba disse...

Sou suspeita pra comentar sobre esse assunto.
Só pessoalmente. E pra vc.
Beijo