Pra variar, eu tinha preparado um belo texto inspirado no último postado pela minha amida Amanda. Mas vou guardá-lo para ser publicado em um dia especial que está por vir. Desta vez falarei sobre Carnaval.
Não sei quanto a vocês, mas eu odeio essa época do ano. Primeiro porque, pelo segundo ano consecutivo, eu passei trabalhando. Depois porque essa festa popular – regada a marchinhas, gente bêbada e muvuca - não me agrada, nem nunca agradou.
Então eu decidi sair. Enquanto todo mundo foi atrás do trio elétrico, eu fazia parte daqueles “Só não vai quem já morreu”. No Carnaval parte de mim morre mesmo.
Daí eu fui num bar. E tomei uma cerveja. E conversei com gente inteligente. Até a bandinha começar a tocar Jota Quest. Êta banda dos infernos.
Na minha próxima lista de insucessos que eu queimar na virada do ano vão estar os nomes desses caras.
Enfim. Era Carnaval. As pessoas estavam alteradas. Tive que fugir de uma briga na praça, com direito a porrada e tudo mais. Dei a ré no carro e andei uma rua inteira fugindo dos delinqüentes. Mas respirei fundo e pensei: “É Carnaval”.
Depois disso a coisa só ficou pior. No domingo fui trabalhar no desfile das escolas de samba. Se é que se pode chamar aquilo de desfile. E aí as escolas começaram a entrar na avenida. Uma após a outra. Todas iguais, com um samba-enredo que parecia ser cantado pelo mesmo cara, só mudava o nome da escola.
E daí num breve intervalo em que devorei um misto-quente (com batata palha?!) eu pensei na vida. E de como esse povo sofre. E de como eles estavam felizes com tão pouco. Pensei nas baianas que sustentavam aquela fantasia cafona e sorriam como se estivessem realizando um sonho. Pensei nos poucos foliões que levam aquilo a sério e que realmente se dedicam à apresentação.
Pensei até nas mulheres que fazem um belo de um regime pra desfilar impecáveis na avenida, poupando-nos daquela visão pitoresca de banhas sacudindo no mesmo ritmo da bateria.
Respirei fundo e fui pra avenida. E, surpreendentemente, a escola que mais gostei foi a da Fiel. Corintianos dos infernos fizeram um belo desfile.
Enfim, voltando à realidade, hoje é o último dia de Carnaval. Não vou me divertir porque não acho graça na folia, mas tenho certeza de que vou dar muita risada. Da desgraça alheia. Ou da desgraça própria.
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Amanda de Almeida. Tecnologia do Blogger.
A FRASE
"Eu sou a favor de manter armas perigosas longe das mãos dos tolos. Vamos começar com as máquinas de escrever"
Frank Lloyd Wright
Frank Lloyd Wright
É preciso ser uma mulher para estar disposta a entender a complexa arte de ser mulher. Eu disse disposta a entender, não simplesmente entender. Ser mulher, no sentido amplo ou específico da palavra, é estar pronta para fazer de sua vida uma arte. É saber que você sempre estará sozinha, ainda que esteja acompanhada. E que você nunca está sozinha, de verdade. A vida é cheia de complexidades. Mas apenas uma mulher é capaz de tornar as complexidades de sua vida uma arte.
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2 observações:
Raaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
Muito bom. Pena que não dá pra colocar aqui você imitando a águia da Águia de Prata. Maaaaaaaaaaaaaassa.
Love ya
Beijos
A famosa política do pão e circo, ou pão e samba neste neste caso . . . como dizia o velho ditado.
Finalmente acabou!!!!
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