A tal da maturidade é um assunto que tem sido bastante discutido atualmente, para o bem ou para o mal. É um tema, aliás, que vem "amadurecendo" há algum tempo na minha cabeça. Até hoje, que mesmo cheia de matérias para escrever, resolvi sentar e colocar em palavras tudo que anda passando pela minha cabeça ultimamente.
Vez por outra aparece esta ou aquela celebridade falando que está muito melhor aos 30, 40, e continua, do que em seus 20 anos. Aos 28 anos, muito mais próxima dos meus 30 do que dos meus 20, eu devo admitir que sinto o mesmo. Não adianta querer falar pelo sexo feminino, em geral, porque cada um encara o passar do tempo de maneira diferente.
Ainda assim, por incrível que pareça, os anos nos trazem sabedoria, paciência e uma habilidade fantástica para lidarmos com o outro e com nós mesmas. É fantástico como a vida se torna menos complicada - desde que não envolva hormônios ou paixões, é claro.
Hoje eu percebo que - na maior parte do tempo - sou menos ansiosa. Percebi que não tenho controle sobre muitas coisas, em especial, sobre a reação dos outros. Ainda assim, eu sou dona do meu nariz, posso fazer o que quiser e não preciso da aprovação de ninguém para isso.
Esta dinâmica me trouxe de presente uma coisa que eu sempre tive problemas para lidar: a tal da auto-estima. De repente me caiu a ficha de que eu precisava parar de brigar comigo para poder encontrar o meu lugar. Mais ainda: que não adianta fazer dieta, academia, mudar o visual, que seja, para se adequar aos parâmetros de terceiros.
É nesse momento que você percebe que a diversidade existe e que todo mundo tem lugar no mundo. Inclusive eu, você, ele, ela, nós todos. E, como diria um querido professor que eu tive há muito tempo, Silas Fernandes, você é único. Tenha orgulho disso.
Meu corpo pode não ser igual ao das modelos famosas. Mas eu não preciso de um corpo de modelo, porque meu trabalho não está ligado à minha imagem. E, cá entre nós, ninguém precisa de um corpo de modelo para ser feliz, basta levar uma vida saudável e aprender a usar as ferramentas que tem. Eu aprendi. O mesmo é com a mente, com a alma.
Vez por outra eu costumava dizer - e já ouvi muito - que eu gostaria de saber o que eu sei agora há uns dez anos. Já mudei de opinião. Foi o fato de não saber nada naquela época que me permitiu sofrer, aprender, amadurecer. E hoje eu vejo que é isso o que importa: viver cada fase da vida, não ter medo de se apaixonar, de sofrer. Porque é para isso mesmo que estamos aqui.
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Amanda de Almeida. Tecnologia do Blogger.
A FRASE
"Eu sou a favor de manter armas perigosas longe das mãos dos tolos. Vamos começar com as máquinas de escrever"
Frank Lloyd Wright
Frank Lloyd Wright
É preciso ser uma mulher para estar disposta a entender a complexa arte de ser mulher. Eu disse disposta a entender, não simplesmente entender. Ser mulher, no sentido amplo ou específico da palavra, é estar pronta para fazer de sua vida uma arte. É saber que você sempre estará sozinha, ainda que esteja acompanhada. E que você nunca está sozinha, de verdade. A vida é cheia de complexidades. Mas apenas uma mulher é capaz de tornar as complexidades de sua vida uma arte.
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2 observações:
eu também me sentia assim... quer dizer, acho que to melhor com 33 anos, mas ao mesmo tempo queria ainda estar nos 25... e ontem eu até escrevi muito rapidamente sobre isso!
eu penso que vc se torna bonito quando está bem consigo mesma. Parece clichê, mas é a mais pura verdade.
Eu estou longe do ápice da maturidade, mas posso dizer que a partir do dia em que eu assumi a minha magreza e toda essa estrutura física forte que vc bem sabe, eu me senti muito melhor.
Quem sabe com o passar dos anos eu me torne menos confusa. Mais paciente, menos chata. e mais GORDA!
hahaha
Beijo da Gorda
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