terça-feira, 24 de março de 2009 | By: Mandi

O medo

Ultimamente tenho refletido muito sobre o medo.
Ainda não tenho muitas conclusões, mas tenho algumas ideias que gostaria de compartilhar.
Pessoas apegadas à rotina não sabem dizer não.
Por quê?
Porque elas acreditam que, se aceitarem tudo o que lhes é imposto, conseguem evitar ao máximo os distúrbios que lhe seriam causados caso se rebelassem contra alguém ou uma situação. Por outro lado, dizer sim também pode ser uma tarefa complicada. Porque, muitas vezes o sim também traz o novo, abre uma porta, uma possibilidade.
Será que deveríamos ficar com o talvez? Talvez. Pelo menos até termos uma opinião formada sobre o assunto. Sem eliminá-lo por completo, sem nos jogarmos nele por completo.
Mas o novo continua a existir.
E o medo do novo é petrificante.
O novo nos força a mudar. Nos força a buscar alternativas, a encarar nossos medos.
Nos força a lutar.
E nem sempre lutar significa vencer. Nós até podemos perder. As chances são sempre as mesmas, matematicamente falando. Afinal, são duas possibilidades, vencer ou perder. Meio a meio, 50% para cada lado.
E o medo? O medo só é útil quando não causa paralisia.
Depois que o medo toma conta do seu corpo a tal ponto que invade sua mente, te priva de qualquer razão. E quando chega ao coração, já era. Você deixa de sentir para simplesmente existir. O fato de existir não serve para nada se sua existência for irrelevante.
Medo maior, no final de tudo, de num mundo de signos e significados, nos tornarmos insignificantes.

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