sábado, 6 de agosto de 2011 | By: Mandi

A criptonita de um relacionamento

Todo super-herói tem um inimigo mortal. Super-homem, por exemplo, tem Lex Lutor. Homem-Aranha tem o Duende Verde, entre outros. Batman também tem vários, mas o principal é o Curinga. Todos homens. Nós, mulheres, super-heroínas da realidade do dia a dia, também temos nossos grandes inimigos. Só que, para a gente, eles são subdivididos em áreas e momentos das nossas vidas.

Exemplo: no meu relacionamento com meu namorado eu tenho diferentes "super-inimigos". Vão desde as admiradoras dele, como eu já contei aqui, até os eletrônicos em geral. Celulares. Eu tenho ódio mortal de celulares em geral, mas como o celular do meu namorado parece ser uma extensão de seu corpo, meu ódio é maior ainda.

Sempre que eu ligo para o celular de alguém, pergunto se a pessoa pode falar. Daí cabe à pessoa do outro lado da linha ser sincera ou não. Meu namorado, na maior parte das vezes, não dispensa as pessoas que ligam para ele de maneira rápida e eficiente. E o celular dele toca. E toca. E toca. Toca tanto que, hoje em dia, depois de muitas brigas e discussões a respeito, ele deixa o celular no vibra e só atende em alguns casos. A não ser que ele esteja com um desejo incontrolável (e até mesmo inconsciente) de encher o saco. Daí ele faz tudo o contrário.

Outro dia saí para caminhar em uma pista aqui perto de casa e vi um casal. A mulher ficou pendurada no celular por mais de meia hora, enquanto o namorado esperava, pacientemente. Se fosse eu no lugar dele, provavelmente teria feito uma das duas opções a seguir: 1. teria saído andando e deixado ela sozinha; 2. teria arrancado o celular da mão dela, jogado no chão e pisado em cima. E sim, eu sou capaz de fazer isso. É exatamente por conta disso que meu namorado começou a ficar mais esperto e não abusar.

Não precisamos nem entrar na questão de que ele também adora falar ao celular enquanto está dirigindo e como isso me irrita...

Mas se você pensa que o celular é o único inimigo desta relação, está enganada... Há também a internet. O namorado é viciado em internet. Na minha casa tem wireless e, durante um bom tempo, toda vez que ele vinha aqui, a primeira coisa que fazia era pegar seu iPod Touch e baixar e-mails, acessar redes sociais, etc. Não joguei o iPod no chão, mas saí fora e deixei ele plantado sozinho. Melhorou bastante depois disso.

Finalmente chegamos ao X-Box. Vídeo-game.

Hoje, sábado, ele marcou de jogar com uns amigos. Tudo bem que seriam apenas casais, mas eu desisti de ir. Porque toda vez que a gente vai na casa de algum amigo para que eles joguem, as mulheres ficam de lado, esquecidas. Neste caso há um lado bom e outro ruim. O lado bom é que as meninas são ótimas, incríveis e a gente dá muitas risadas. São amigas queridas. O lado ruim é que meu namorado mal fala comigo quando tem games envolvidos. Todo mundo lá já é casado, então os casais se veem todo dia, dormem e acordam juntos. Eu só vejo o meu namorado no fim de semana.

Com este texto posso até soar como a namorada chata, carente, mimada. Não sou. Meu namorado tem liberdade para fazer o que quiser, quando quiser. O problema é que hoje, sábado a noite, ele preferiu o inimigo. E nem percebeu.

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